segunda-feira, 2 de agosto de 2010

“Quem é vivo…”

É isso que pensou: “…sempre aparece!” e continua blogando, apesar de ter tomado um belo chá de sumiço por uns três meses como fiz.

Peço sinceras desculpas aos meus visitantes e aos queridos amigos da blogosfera e, mesmo tardiamente, justifico a inédita e longa ausência desta vez. Não, não fiquei doente e nenhuma tragédia se passou, graças a Deus! Somente o corriqueiro (e outros imprevistos) acabaram sugando minhas energias e meu tempo precioso de tal forma que perdi a inspiração para escrever. Muitas vezes pensava, tinha ideias para posts, mentalmente criava temas, porém, o cansaço vencia e, em frações de segundos, tudo se perdia porque não conseguia nem parar e anotar… Em momentos assim, punha-me no lugar de quem precisa criar como forma de trabalho e dele extrair seu sustento, feito escritores, redatores e tantas outras categorias que dependem das palavras, das suas ideias e inspirações, e obviamente, de muita transpiração para compor. Mesmo fazendo o que se gosta, ainda assim podem existir pressões e inúmeros desafios na vida dessas pessoas, por isso o meu apreço pelos livros, pelos textos, pelo trabalho que envolve tanta gente até chegarmos ao que somos e temos hoje em função da escrita e da leitura.

Incrível como nos deixamos levar e como a vida passa tão depressa, concorda? Não é à toa que muitos insistem em não deixar para amanhã o que pode ser feito hoje, então, optei por realizar coisas mais particulares, de família (incluo aqui, dentre outras, o único bem que minha mãe deixou a inventariar: sua casinha de Cohab, com prestações pendentes e muita papelada para resolver tudo! Quanta burocracia e tanto melhor estarmos vivos porque após a morte certas coisas tornam-se muito mais complicadas, nem digo… [:S] De qualquer modo, agradeço a Deus por me dar forças e, com ajuda de marido e irmãos, estarmos solucionando tudo da melhor forma) e abdiquei do Viraletras por determinado período como aconteceu. Além disso, quem já leu vários posts por aqui, sabe que desde o começo deste ano quem trabalha na área da saúde como eu, teve e ainda continua tendo muito o que fazer por conta da Campanha da Vacinação Contra a Influenza A (H1N1), e se eu não estiver enganada, depois das epidemias graves de dengue, essa campanha foi a que mais nos exigiu esforços, tanto físicos quanto emocionais. Foram muitos sábados trabalhados para dar conta da demanda, para vencer prazos e faixas etárias, durante a semana a rotina foi severamente atingida porque tínhamos que fazer o que já se fazia e mais as orientações (e muitas desorientações também!Aff!) e ações desta imensa campanha, mas, folgo em saber que, até este ponto, está valendo a pena tanto estresse, seja por parte dos trabalhadores, seja da população. Enfim, espero que, de fato, a doença permaneça reduzida a fim de evitarmos números alarmantes de óbitos e mesmo de internações de casos graves como aconteceu em 2009, erradicar o vírus é praticamente impossível, assim como não erradicamos a dengue que seria até mais fácil, infelizmente, nem tudo funciona bem quando o esforço deve ser coletivo.

Continuarei escrevendo sim, quero ainda visitar meus blogs favoritos e deixar comentários, porém, tudo ao seu tempo, não posso prometer mais do que posso oferecer. O importante é que, de algum modo, a gente não desapareça do mapa sem deixar pistas… (Digo: eu não desapareça! :D).

APRECIE COM MODERAÇÃO! Imagem: Google

P.S.: Notei que tem muito blogueiro consumindo o tal chazinho também… rs. Bjins e até mais!

sábado, 8 de maio de 2010

Próxima parada: Maternidade! Quem embarcar não desce mais…

Definir o “ser mãe” é algo que beira o superficial quando proposto apenas em palavras. Amo as palavras, elas nos ajudam de tantos modos que não sei se conseguiria viver sem, não imagino o mundo de outra maneira, porém, dizer o que significa a maternidade é quase impossível se as palavras ditas ou escritas não se conectarem de um jeito todo especial com essa realidade. Eu digo que quero amamentar, proteger, cuidar, corrigir, amparar, educar, aconselhar, amar e tantos outros verbos repletos de bons conceitos, de  atitudes positivas, de algo maior que nós mesmas…

São palavras que ganham significado específico a partir do momento em que temos nos braços aquele pequenino ser, indefeso e ingênuo – um anjinho! Sim, bebês são anjos para mim, acredito que sejam para todas as mães, pois, naquele instante no qual se costuma dizer “agora a ficha caiu! Sou mãe! Como faço?”, existe dentro de cada mulher disposta a aceitar essa dádiva uma força propulsora que é despertada com o nascimento, até então a gravidez é um período de transições, de ansiedades, de preparo, mas, não se compara com o que acontece depois dela. Mesmo a mais consciente, a mais instruída, a mais forte das mulheres tende a se desequilibrar, a perder o chão, a temer tudo e todos quando assume tão importante papel tornando-se mãe. Milhões de dúvidas e preocupações em cada passo, entretanto, aquela criança consegue trazer paz e alegria em meio a isso! Estranho que num minuto tudo pareça caótico, especialmente quando estreamos esse papel, e no minuto seguinte as coisas encontrem seu lugar.

Gostaria de definir com palavras os sentimentos que invadem nosso ser, contudo, são tantos e tão variados que sem uma alegoria seria difícil e, nesse ponto, penso que ser mãe é embarcar numa montanha-russa readaptada! Com altos, baixos, loops, ziguezagues, trechos sinuosos, além de  muitos em linhas retas e tranquilas! Por vezes levamos sustos enormes com solavancos inesperados, e ai daquelas que não puserem o cinto de segurança! Em outras somos levadas pela emoção, soltamos os braços e gritamos, descabeladas, feito loucas! Só não enfartamos com tudo isso porque descobrimos que há trechos de calmaria nessa montanha-russa, revigorantes e até relaxantes, em que é possível sentir a brisa ao invés das rajadas de vento, e, exatamente por conta deles, nos recompomos, ajeitamos a cabeleira, respiramos fundo e nos preparamos para a próxima volta, já que sabemos, depois de algumas experiências, como é enfrentar essa viagem. Subiu? Não tem volta, hein! Tem quem queira até repetir a dose mais de uma vez! Tem quem ache o brinquedo sem graça e não queira embarcar, mas, quem pôde tem uma visão bem diferente do mundo, visto através de outros olhinhos!

Desejo a cada mamãe um dia muito feliz, aliás, muitos dias felizes! Aproveite bem o embarque!

Vamos nessa!!!Uhuuuu!!!

"A emoção de SER MÃE é uma inexplicável aventura!" Fonte da imagem: Google

sábado, 1 de maio de 2010

Trabalhador: rima melhor com labor ou com amor?

“O que eu faço é uma gota no meio de um oceano. Mas, sem ela, o oceano será menor.” – Madre Teresa de Calcutá

Creio que essa citação resume, em partes, minha visão no mundo enquanto trabalho. Noto que muita gente trabalha mecanicamente, mal se dá conta da própria importância naquele momento para determinadas pessoas e, trabalhar a contragosto ou por simples necessidade monetária sem pensar nisso é deixar uma boa parte da vida passar em branco e tristemente. Dinheiro é fundamental para a subsistência, nem sempre para preencher nossa complexa existência.

Tive alguns empregos ao longo da vida: secretária de advogado; auxiliar de escritório numa ótica, onde também exerci funções de caixa, vendedora e estoquista; auxiliar de ensino e, há quase doze anos, continuo no serviço público. Por vezes me pergunto: Será que envelhecerei fazendo a mesma coisa? Terei estômago de aço para suportar mais as dificuldades que a cada dia ganham proporções inimagináveis ao meu redor? Garanto, em cada um deles dei o melhor de mim e quando meu melhor não estava comigo, resolvia que era hora de mudar.

Comumente algumas pessoas tendem a jogar sobre o funcionalismo público (especialmente sobre aqueles que encontram pela frente!) toda sua revolta e amargura pelas dificuldades enfrentadas no dia a dia, seja culpa das autoridades ou nem sempre por isso, pode ser que naquela circunstância as coisas não tenham dado tão certo para elas e pronto! Dizem coisas que elas mesmas não gostariam de ouvir em seu ambiente de trabalho, com certeza! Há quem até volte atrás e se desculpe.  Existe, via de regra, uma depreciação generalizada do que eu e outros colegas fazem com dedicação e extrema responsabilidade; isso deve-se ao fato de uma minoria, corrupta e indiferente, muito bem remunerada, diga-se de passagem, manter-se distante da verdadeira realidade que, nós, funcionários da base, vivenciamos diariamente.

Em contrapartida, ainda que em raríssimos casos, há pessoas que reconhecem e tornam público o seu apreço por nossos esforços como foi o caso de um paciente nessa semana, que dia após dia tem comparecido para realizar curativos em seu braço; ele escreveu uma pequena carta agradecendo o carinho com que o tratamos todas as vezes em que precisou de nosso trabalho e conseguiu nos arrancar lágrimas. Deixamos a referida cartinha pendurada, como um lembrete de que vale a pena continuarmos, apesar das adversidades enfrentadas.

Todo trabalho é recheado de prós e contras, não vejo um que traga apenas benefícios, mas, a maneira como  vemos e lidamos com qualquer coisa que nos propomos realizar faz toda diferença, tanto, que deixamos transparecer aos outros: estando fatigados e desmotivados, provável que nossas feições denotem tristeza e/ou mau-humor, e, ao contrário, estando receptivos e conscientes da nossa importância, certamente, nosso semblante dirá  que podemos ser via de acesso e de bons resultados. Vejo isso na prática. Aprendi, portanto, que devo estar envolvida com o outro e com o meu trabalho, que sou também uma gota no oceano com a qual Madre Teresa se comparava, porém, que não a deixou impotente diante das mazelas humanas que enfrentava, aliás, a fez tão forte que se tornou exemplo da dignidade humana no trabalho que realizou.

Você pode pensar que seu trabalho nada vale, mas alguém pode precisar muito dele, especialmente, quando o faz com o coração!

“O que eu faço é uma gota no meio de um oceano. Mas, sem ela, o oceano será menor.”

Fonte da imagem: Google

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Gripe A (H1N1) – Novo round e histórias!

Quem já me acompanha sabe que em julho passado fiz dois posts falando dessa epidemia, e, trabalhando na área da saúde é difícil não dizer ou escrever absolutamente nada sobre o assunto, por mais cansativo e batido que esteja sendo, e coloque cansativo nisso, aliás, exaustivo. Entretanto, faz parte de toda campanha de vacinação esse ritmo frenético, pelo menos por aqui, imagino que no restante do Brasil seja da mesma maneira.

Uma coisa interessante é notar a presença das pessoas com suas dúvidas e, principalmente, com seus medos: umas porque podem receber a vacina, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, e acabam não fazendo por temerem reações adversas; outras porque não se enquadram nestes critérios e gostariam de receber a dose, sentindo-se, desse modo, mais protegidas contra a doença. As coisas mudam rapidamente, portanto, atente-se, pois, quem não foi contemplado pode vir a ser e a mídia deverá divulgar.

Há e-mails circulando, há notas em blogs e sites, há pessoas até discutindo com funcionários acusando os mesmos de estarem aplicando “mercúrio” para causar assassinato em massa a mando das autoridades!

Eu fui vacinada e estou aqui para contar essa e outras histórias (se Deus permitir, claro!). Meu braço ficou doloridíssimo no dia da aplicação, no dia seguinte estava tudo bem, nenhum sintoma extra, porém, há profissionais da saúde que tiveram reações esperadas e sabidas, como febre e sintomas relacionados ao quadro gripal. Há colegas que nem sentiram aquele meu dolorido… Então, não há como saber a reação individual previamente, exceto em casos de pessoas que já tenham um histórico de contraindicação médica para determinados remédios e vacinas.

Como sabemos, ao longo da história da humanidade, num primeiro momento o medo do que é novo tende a se sobrepor, até mesmo sobre as mentes mais esclarecidas, centradas e conscientes da situação (como foi o meu caso e de outros trabalhadores da saúde, com certeza, pois, fomos os primeiros da fila e não havia ninguém para contar essa história a nós, soldados da linha de frente… ai Jesus!). Passado o susto, restou-nos dali por diante enfrentar o medo dos próximos: gestantes, crianças, doentes crônicos e por aí vai - e estamos indo, sem maiores obstáculos, exceto o próprio medo de cada um e sobre o qual nenhuma outra pessoa é capaz de interferir plenamente, a não ser o próprio indivíduo.

Por falar em medo, aqui abro um parênteses para um bom puxão de orelhas na faixa etária dos 20 aos 29 anos – decepcionaram em dois sentidos: não levam o cartão de vacinas (diga-se de passagem é UM DOCUMENTO IMPORTANTE, CIDADÃO!) e só procuram as unidades de saúde por causa da pressão, seja da própria sociedade, família ou da mídia. Aproveitamos, como bons funcionários que somos, para colocar o esquema vacinal desses jovens em dia, isto é, sob muitos protestos e queixas de “ai, vai doer?”, “é de agulha?”, “pode ser de gotinha?”, “só quero a H1N1… tetânica, febre amarela, rubéola não!” e assim muitos e muitos deles enlouqueciam e nos levavam à loucura junto!

As pessoas precisam entender que não se fica doente só da gripe A (H1N1) porque ela está em evidência, obviamente a epidemia deve ser contida de todos os lados, entretanto, façamos um alerta para tantas doenças e para as quais existe a PREVENÇÃO. Fazendo uma comparação, a grosso modo, quando a poliomielite devastava a vida de famílias com a paralisia, imagino que fosse semelhante ao drama de pessoas que tiveram parentes acometidos com a gripe A (H1N1) num estágio já avançado: O que fazer? Tem cura? Tem remédio? Tem retorno? Por que as autoridades não fazem algo?

Surgiram campanhas e até hoje elas existem no combate à paralisia infantil, não é? Digo que ainda há mães e pais que deixam passar essa oportunidade, mesmo com tanta divulgação, mesmo que façamos campanhas todo santo ano! Com as outras campanhas, idem! O fato de certas doenças terem diminuído nas estatísticas e não constarem no noticiário não quer dizer que sumiram do mapa! Agora o caso é com a Influenza H1N1 e Deus sabe lá o que pode surgir de novo, porém, o ciclo deverá ser o mesmo: muitos infectados, mortes, mobilização da mídia, indignação da população ao ver a medicina tão avançada sem dar conta em tempo real dos surtos, falta de governabilidade…

Logo aparecem as vacinas preventivas e… Bom, essa história eu já contei!

A informação é sua maior aliada!

sábado, 3 de abril de 2010

Aleluia!

Você já esteve numa dessas apresentações teatrais na época da Páscoa? Se sim, diga se aquele final grandioso em que Cristo aparece ressuscitado após sua crucificação e morte não é digno desse título do post?

Quando criança, por vários anos, meus pais e meus irmãos tínhamos o costume de ir a uma típica e apreciada encenação da nossa cidade, uma multidão enchia aquele campo e o enche ainda hoje, momento de assistir tão belo espetáculo e mais, de nos entregarmos em cada cena, de caminharmos junto dos atores e nos sentirmos parte daquele contexto. Enquanto cristãos, todo esse trabalho não é só espetáculo cultural, é a oportunidade de revivermos os passos de Jesus em seus últimos momentos antes que se concretizasse o que estava escrito (Lc 24, 44-46) e abrirmos olhos e corações para o que há de novo.

Para mim é e sempre será uma das mais fortes lembranças da Páscoa em família. Mesmo após muitos anos temos ido (marido, filho e eu; algumas vezes, meus irmãos e sobrinhos também) a outras apresentações e sempre choro ao final delas, como fazia quando criança. Claro que de lá pra cá ampliei conceitos, porém, os sentimentos permaneceram intactos, sentimentos de que a vida vencerá a morte ao final, não importa quanto sofrimento seja imputado a alguém, desde que tenhamos a firme confiança no Cordeiro de Deus (Jo 1, 29).

Uma feliz e abençoada Páscoa para você!

terça-feira, 16 de março de 2010

Lamento e não lamento

Lamento, caso você não queira ler…

Não lamento caso se arrisque daqui por diante.

A vida é feita dessa dualidade (Eclo 33,15), sabe?

Eu sabia e só venho confirmando mais e melhor de tempos em tempos. E por falar em tempo, faz tempinho que não lamento a perda da mãe aqui no blog, porém, às vezes é saudável lamentar discretamente, veladamente, conscientemente. A mim ajudou bastante e continua a me fortalecer. Não vivo a me lamentar, saiba!

Lamentarei muito se este meu momento se tornar ridículo e duramente lamentável visto sob outros aspectos que não intento suscitar nesse post.

Hoje a mãe completaria 61 anos se estivesse viva, mas, há um ano, quatro meses e dez dias ela nasceu para seus três filhos de um jeito diferente, doloroso ao extremo no começo, talvez como deva ser a nossa própria chegada ao mundo, daí aquele choro, aquele temor do recém-nascido… Coloco-me a pensar: Será que ela chorou ou sorriu? Ou será que está adormecida feito embrião? Mil pensamentos percorrem essa mente que vos escreve e não lamento se as respostas forem mais estranhas que as perguntas, nem se sequer houver respostas…

Lamento que minha mãe não esteja aqui para eu presenteá-la, costumeiramente, com aquela blusinha linda, tamanho P, que ao experimentar ficava sempre grande e eu dizia: mãe, vou comprar suas roupas na seção infanto-juvenil! ou, para não correr o risco, um perfume ou bijuterias  que ela gostava, era vaidosa, apesar da tristeza que muitas vezes se tornou a fragrância e o adorno de seus dias.

Não lamento que tudo tenha acontecido tão rápido, abreviando seu sofrimento com o câncer e contra ele, não lamento porque ainda assim tive tempo de ficar mais próxima, meus irmãos também puderam, mesmo morando um pouco mais distantes de nós. Não lamento que eu tenha acariciado seus cabelos e beijado sua fronte nos momentos de dor; não lamento que tenha ao menos conhecido um tratamento alternativo e que não houve tempo para começá-lo; não lamento que eu tenha chorado e me desesperado enquanto trabalhava, tentando ser profissional ouvindo a lamentação alheia; não lamento que eu tenha ficado alguns poucos dias de licença ajudando a tia, irmã da mãe, se bem que esse anjo caído do céu nem precisou muito, ela sabia bem o que estava fazendo o tempo todo, chamou pra si a responsabilidade de cuidadora e o fez com louvor; não lamento ter ficado junto dos irmãos, da tia e do meu esposo no momento derradeiro.

Lamento sim, por pessoas que não puderam se despedir de seus entes queridos como eu pude, mesmo com meu coração em frangalhos, estive consciente e ciente desde que soubemos que ela enfrentaria seu maior medo e o fez com bravura, devo dizer. Lamento que muitos de nós não consigam nem se lamentar, que escondam sentimentos sob uma grossa casca de orgulho ou seja lá o que for…

Lamento que você também tenha perdido alguém e sinta saudade, só não lamento que outros tenham a dádiva do dia de hoje e possam comemorar, possam, inclusive, se lamentar como eu! Por isso, não lamento minhas lamentações, pois, fizeram-me mais gente.

Como eu gosto de uma boa prosa, provável que tenha “puxado à mãe” nesse quesito, o netinho aí junto dela também, fala feito matraquinha e os dois se davam bem por isso, era um converseiro, ele bagunçando os cabelos da avó, ela ria feito criança com a peraltice… Não lamento momentos assim que ficaram registrados na mente e no coração.

Mãe, esteja na Paz de Nosso Senhor!Imagem: arquivo pessoal (não autorizada a sua reprodução)

E você?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Meu dia, seu dia, nosso dia!

Nascemos mulheres, é fato.

Crescemos envoltas em expectativas básicas de nossos pais, do tipo “sermos felizes para sempre”, além de casarmos e termos filhos futuramente, embora eles saibam o quanto a realidade é adversa aqui fora e como suas “princesinhas” podem se frustrar.

Que pai e mãe, por mais moderninho que seja não quer a filha apaixonada por um bom rapaz, sem vícios e trabalhador, que a proteja na ausência deles; estudada também, por que não? Possivelmente há de trabalhar fora como a maioria das mulheres fazem nos dias de hoje, diferente das nossas avós e bisavós; além disso, casada como manda o figurino e com filhos saudáveis, ou seja, netinhos e/ou netinhas para completar o ciclo. De resto, longe dessas expectativas, nós mesmas traçamos o mapa de nossas vidas e muitas vezes mudamos o curso totalmente, não é? E temos a certeza que, mesmo não seguindo o “manual básico  para meninas”, podemos ser felizes.

Algumas não sabem sequer fritar um ovo; muitas não querem uma vida a dois; poucas querem fazer os votos para uma vida religiosa e, no final, todas desejam o amor, seja pelo próximo nas atividades beneficentes, seja pelo homem dos seus sonhos, seja o da maternidade, não importa porque a mulher tem um coração que tende a falar por ela em muitas circunstâncias e sim, há mulheres que nasceram sem coração também, infelizmente.

Falo por mim, falo por outras iguais a mim e creio que existam centenas, milhares e até milhões de seres que desejam um mundo mais humano, mais digno, por que não dizer até mais feminino? Um mundo cheio de detalhes, não esses da burocracia desmedida; repleto de cores, não somente o rosa ou o azul; mais igualitário e fraterno, não do tipo em que os opostos trocam de lugar apenas e concorrem entre si; mais consciente, ecológico, sustentável, menos inconsequente, ilógico e irresponsável, isto é, um mundo em que caiba você, eu e todos os outros, não só o clube da Luluzinha nem o do Bolinha.

Quero parabenizar os esforços de cada mulher em manter o que é correto no lugar, de se desdobrar e mudar o que é preciso e de dar o máximo e o melhor de si para vivermos num lugar em que possamos sentir o calor humano, aquele do tipo “colinho de mãe” ou mesmo “abraço de pai” porque muita gente não teve a oportunidade do primeiro, sabe?

Como boa madrinha que pretendo ser, não poderia deixar de homenagear a minha mais nova sobrinha e afilhada que nasceu na sexta-feira passada, dia 05/03 e veio engrossar a fileira das mulheres (bonequinha fofa da dinda!rs) e desejar para a mamãe Cris um dia especialíssimo, dizendo mais, quem pôde passar pela maternidade sabe o quanto é importante o sentimento de proteção, de dignidade e de amor que emana de nós.

Sejamos portadoras do belo e do divino aonde quer que tenhamos de ir!

"Considerai os lírios, como crescem; não fiam, nem tecem. Contudo, digo-vos: nem Salomão em toda a sua glória jamais se vestiu como um deles." (São Lucas 12,27)

terça-feira, 2 de março de 2010

1 ANO Blogando!

O dia de ontem, 1° de março, foi curto, mais do que fora em outros, porém, não esqueci de que há um ano venho interagindo na blogosfera, aprendendo, descobrindo e partilhando o meu pouco, porém, é com carinho e dedicação que o ofereço a quem queira receber, pois, de outros também aceitei.

Blogar não é fácil, requer tempo, afinco, desprendimento, paciência, insights e inspiração, bons textos, visitas, comentários, espírito de coletividade, respeito e muitas outras coisas que só os blogueiros comprometidos serão capazes de enumerar, entretanto, blogar é um vício que alimentamos em cada palavra, em cada parágrafo, em cada post. Vícios não são boas coisas, podem “desandar” nossas vidas, então, há que se controlar, há que encontrar o equilíbrio dentro de cada um. Basta olhar o arquivo e ele mostrará a quantas andamos… [:D] E não estou criticando os que postam diariamente, menos ainda os que, como eu, postam de maneira esparsa, apenas digo que cada um descubra o seu limite porque tenho experimentado o meu, paulatinamente, fazendo mudanças, seguindo um ritmo próprio.

Dia desses, num curso, ouvi que Deus nos dá a chance de renascermos em cada novo dia, enquanto vela nosso sono, sono esse que não percebemos e que, momentaneamente, faz-nos fenecer, por isso, desejo partilhar um pouco mais, presenteando aos que pelo Viraletras passam, com uma oração que faço ao levantar, recobrando-me as forças, reavivando minha mente e coração.

Espero que eu possa continuar por muito tempo e, independente do número de posts, consiga filtrar o melhor, agregando valores, conhecimento e amigos virtuais que são reais, afinal, quem bloga é gente feito eu, feito você (ainda não é? O que está esperando? Ah, sim! Um novo amanhecer…).

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Gratidão

O dicionário traduz esse termo como “reconhecimento” ou “agradecimento” de ajuda, benefício ou favor recebido. Simples, não? Entretanto, somos levados pelo orgulho e mesmo pela falta de educação a esquecer o real significado da palavra e pior, somos levados a não sentir gratidão por (quase) nada, somos induzidos e seduzidos a querer, a desejar, a ter cada vez mais e mais. O que importa é somar, multiplicar coisas e não sentimentos, afinal, alguém vê gratidão exposta para comprar?

Ainda que sejam poucos, tenho certeza,  há os que se importam sim, e quero estar nessa lista de pessoas gratas. Se tem algo que procuro ensinar ao meu menino é gratidão, sempre pergunto a ele antes de dormir “o que vai agradecer hoje?”, o pequeno costuma dizer coisas como ter assistido ao desenho preferido; ter uma cama confortável – ou, à sua maneira, “caminha gostosa”; pelo papai e pela mamãe; pelos amigos da escola; pelas professoras - as “tias”, e, eventualmente, agradece por algo inusitado, talvez o sentido mais profundo desse gesto lhe seja desconhecido, contudo, fazê-lo observar o que é importante e o que tem nesse momento é como dizer, em outras palavras, “seja feliz agora com o que possui” e, se puder agregar valores e coisas a isso que já conquistou ou recebeu gratuitamente, faça-o, desde que o orgulho, a arrogância e a avareza não tomem conta de você. Filhos são acostumados a exigir continuamente dos pais, somos seus provedores muitas vezes e por muito tempo, devemos ser mais que isso. 

Ser grato não quer dizer que deva se contentar somente com o que já tem, que não deva e não tenha direito a mais e melhor, pelo contrário, acredito que é ter consciência do que se merece, pois, se soubermos reconhecer e dar o devido valor às pessoas e às coisas, tanto mais saberemos o mérito em recebê-las e em conquistá-las.

Não é preciso usar apenas do “obrigada”, “obrigado” – isso deve fazer parte do dia a dia, deve ser um hábito incorporado em cada um, mas também, expressar a gratidão através de gestos e atitudes, por simples que pareçam, é fundamental, é como o elogio que deve ser oferecido. Muitas vezes olhamos somente os erros e esquecemos os acertos, colocamo-nos como juiz e carrasco, tornamo-nos soberbos e a soberba não tem humildade, agride a gratidão e esbofeteia-lhe cruelmente. Muitas vezes olhamos só o que falta e ignoramos o que já temos, é como se vivêssemos num eterno vazio e a gratidão é perita em preencher esse espaço, então, por que não torná-la parte de nós?

Agradeçamos pelo ar que respiramos por nós mesmos, pelos inúmeros movimentos que nosso corpo é capaz de fazer, por todos os sentidos e sentimentos bons, agradeçamos até aos desafios e batalhas travadas arduamente nesse campo, afinal, estimulam a necessidade de continuarmos, de não nos acomodarmos, de não nos acovardarmos, de não nos entregarmos.

Sejamos gratos pelo que somos e pelo que temos, pelo o que ainda pode ser mudado, pois, temos a chance, em cada novo dia.

Agradeço! Imagem Stock Photo

A propósito, agradeço a você por ter chegado até o fim do post.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Blogar é…

Ler poemas, histórias (reais, imaginárias ou um misto de ambas) e fatos marcantes do cenário local, do país e do mundo…Informação: informa, forma, ação!

Expor frases, poemas ou citações com os devidos créditos, respeitando assim a obra de outros, lembrando que tudo pode ser lido, nem tudo pode ser copiado…Não esqueça de ler as letras miúdas do contrato! 

Produzir os  próprios textos…Cabeça e coração fazem do blog a sua cara!

Submeter-se à avaliação alheia…Não se deixe intimidar!

Comentar os posts dos amigos ou de quem simplesmente visitamos… Foi bom lê-lo! Gostei!

Trocar ideias com quem se identifica, descobrindo e pensando novas coisas…"Uma andorinha só não faz verão!" 

Rir e se emocionar com o que encontramos produzido pelos blogueiros…Humana natureza!

Perder-se navegando por vários posts e, curiosamente, encontrar-se neles…Estamos no labirinto ou ele está em nós?

Apesar de parecer complicado, podemos fazer parte…Onde você se enquadra? Arrisque-se! Descubra-se!

Para mim Blogar é isso e a cada dia descubro que pode ser muito mais. E para você? O que “blogar é”? 

Este texto partiu da pergunta feita pela Vanessa do Fio de Ariadne: “Por que você tem um blog?”.

Fonte das Imagens: Stock Photo

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O que há “DE NOVO”?

"Que surpresas nos aguardam?"Imagem: Google

Daqui a poucas horas encerraremos um ano, um ciclo de 365 dias, um espaço de tempo que comportou fracassos, derrotas, vitórias e alegrias. Imagina só quantas coisas fizemos durante 2009 e eu sei que vários de nós gostaríamos de ter feito muito mais, contudo, nada de lamentar o que já passou, o que não retorna; apenas façamos o que é esperado nessa etapa de finalização: reflitamos por um breve instante o que houve de positivo e o que houve de negativo em nossas vidas para que nos esforcemos mais no sentido de preencher as lacunas que precisam e merecem ser completadas; observe que em algumas dessas lacunas já não há espaço para nada, aliás, há as que precisam ser revisadas, repaginadas ou até destruídas totalmente porque nada acresceram “de novo” nesse trajeto.

Esse típico balanço de fim de ano, essa interessante retrospectiva particular que cada pessoa necessita fazer dentro de si é necessário e importante.

Com relação à blogosfera eu só posso dizer “foi um prazer conhecê-la!” e desejo continuar por aqui interagindo, no meu ritmo mesmo, trocando experiências com blogueiros sérios e simpáticos, cheios de boas ideias e de energias positivas! Quero agradecer a cada um daqueles que reservaram um tempinho na sua agenda e estiveram a comentar meus textos, a enviar convites de blogagens, a agradecer minha participação em projetos, enfim, a você que agora lê esse parágrafo o meu “MUITO OBRIGADA!”, assim, simples e sincero, mas, felicíssima por ter contado com seu apoio e amizade durante os nove meses de existência do Viraletras.

Não quero fazer promessas, isso lembra politicagem e os brasileiros estão saturados de tantas (feitas e não cumpridas durante anos a fio!), quero somente esforçar-me mais e manter contato, ando sumida e quem não anda nesse corre-corre? Saiba que sinto muita falta de ler e comentar textos tão inteligentes e carismáticos, tão emocionados e emocionantes, alguns cômicos e satíricos que fazem desse espaço um grande círculo de amizades e cultura!

"De nooooooovo!!! Hahahahaha!"Imagem: Google

Quem curtiu esse seriado (era uma das coisas que fazia minha falecida mãe rir muito!) deve se lembrar desse recém-chegado membro à família Dinossauro e de como ele, tão jovem e inexperiente, chegou abalando estruturas por ali. Espero que 2010 ao romper as cascas traga boas, alegres e surpreendentes novidades para todos nós!

FELIZ ANO NOVO! DE NOOOOVO!!!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Presenteados fomos nós! E Ele?

Que presente daremos ao Menino?Imagem: Stock Photo

Já ouvimos dizer: O Natal está no ar! É tempo de paz e amor!

Será?

Chegamos no último mês do ano desarvorados: Cadê os enfeites da árvore? Teremos o presépio também nesse ambiente? Quantos presentes e lembrancinhas? E os encontros entre amigos e familiares, quem passará com quem? Onde? Com que roupa? E o penteado? E as unhas por fazer? Bailes, formaturas! Ai, ai! O que teremos na ceia? E no almoço de Natal? São tantos detalhes por decidir…

Paralelamente há muitos trabalhando no comércio, em lojas e supermercados, espremidos entre os afazeres do dia a dia e os horários prolongados de vendas. Já trabalhei nessa área e não sinto falta alguma, entretanto, vi-me num sufoco desde o início de dezembro, pois, as pessoas querem pôr a saúde em dia, aproveitam as férias escolares  e do trabalho, é o tal check-up, afinal, quem quer começar o ano novo cheio de problemas com a saúde? Isso não foi privilégio meu, amigos e parentes que trabalham em outros setores também passaram pelo mesmo sentimento de “o tempo está curto demais e há tanto por fazer…”: esgotamento, cansaço, nervosismo…

O que acontece? São tantas tarefas, tantos gastos, tantas expectativas! O que há em cada Natal e o que parece vir acontecendo de novo a cada ano?

Sinceramente, não consigo entender. Somos engolidos por detalhes, coisas que tomam conta da vida nessa época! O que é isso?

Talvez sejam as esperanças se renovando e aguardamos ansiosos feito crianças pelo brinquedo novo, ou ainda, estejamos somente sendo levados pelo consumismo desenfreado e pela obrigação de fazer o que todo mundo faz. O que pode ser?

Não espero respostas prontas, só espero parar e refletir, ainda que no meio do aparente caos e sentir o “verdadeiro clima de Natal”, compreender o que, de fato, importa. E sabe de uma coisa? Meu filho, uma criança que ainda acredita em Papai Noel outro dia confrontou-me com uma tarefa da escola em que a professora perguntou à turma: o que é Natal? O que você diria para um pequeno de apenas cinco anos, em linguagem franca e adequada à pessoinha em questão?

Pensei… Pensei e finalmente veio uma luz! Disse que Papai do Céu estava muito triste com as pessoas aqui na Terra, que o mundo vivia numa bagunça só, nada fazia muito sentido e que precisavam encontrar algo melhor para continuar suas vidas, e, diante dessa situação, Deus decidiu que, ao invés de castigar, presentearia o mundo com seu bem mais precioso: seu próprio Filho! E este Menino tão especial faria uma revolução na humanidade que jamais esqueceríamos.

Pois bem, espero que não o esqueçamos! Que presente daremos ao aniversariante do dia? É uma das coisas que pode passar desapercebida nessa loucura de final de ano. Cuidemos para que esse erro imperdoável não ocorra conosco, não é?

Desejo que cada um de nós escolha bem, algo especial que não se compra em lojas, que não exige dinheiro como pagamento e que pode transformar-nos!

Tenhamos um Natal realmente feliz, ao lado de quem amamos, com o coração liberto das tristezas, das angústias, do egoísmo, do rancor, das inimizades e de tudo o que faz o mundo se tornar cinzento.

Iluminemos não só árvores e fachadas, mas, sobretudo, nossas vidas!

O que o NASCIMENTO traz consigo? Imagem: Stock Photo

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Infância ontem e hoje. E amanhã?

— Você lembra daqueles piões em madeira com os quais nossos avós e pais brincavam? Acabei de ver um numa loja de usados…

— Claro. Hoje eles ganharam luzes, sons, muitas cores e não deixaram de ser piões, mas, nossas crianças estão deixando um pouco a infância de lado…

— Será possível criança deixar de ser criança?

— O pior é que pode e está acontecendo de um jeito estranho e gradativo. Já percebeu como estão amadurecendo mais cedo? Como as meninas já se tornam pequenas moças antes do previsto? E os meninos cada vez mais ligados aos videogames e computadores?

— Não havia pensado nisso. Tem razão! Notei mesmo certas mudanças que no nosso tempo eram desconhecidas ou ignoradas, não sei dizer… Tipo essa coisa de hiperatividade e obesidade infantil, parecem mais atuais, não? A gente brincava muito na rua, não tinha essa preocupação com a violência, esse medo de deixar os filhos em contato com os outros não era constante nos pais. É, está difícil ser criança hoje em dia, é uma pena!

— Também acho. Lembrei de tantas brincadeiras de rua que fazíamos com a molecada, era muito bacana: mãe da rua colorida, três mocinhas da Europa, passa anel, balança caixão, lenço atrás, amarelinha… Quanta coisa!

— Nossa! Nem lembrava disso… E já pensou que se fazia muito com bem pouco? Diferente do que acontece com nossos filhos hoje, tão rodeados de brinquedos eletrônicos e cheios de tecnologia? Uma bola servia para futebol entre os meninos, bola-queimada para quem quisesse, vôlei com aquela corda servindo de rede… hehe! E essa mesma corda, então? Era para brincar um dia inteiro fazendo competição de quem pulasse mais modalidades, depois virava cabo de guerra. Algumas pedrinhas viravam logo “cinco Marias” para as meninas e, entre os meninos, as bolinhas de gude rendiam muitos buracos no asfalto! A ideia era reunir e se divertir, hoje não me parece a mesma coisa, talvez porque tenhamos crescido e esquecido desses momentos… sei lá!

— Mas é isso mesmo que vem acontecendo! Nossos filhos estão cada vez mais presos em casa, daí essa proliferação de brinquedos em que se brinca mais só do que acompanhado, como a Internet e seus atrativos, o realismo nas telas dos videogames, bonecas que (quase) interagem feito outra criança, falando, rindo, contando histórias… Uma loucura, não acha?

— Acho sim. Não é à toa que todos os problemas da infância estão mais evidentes, as crianças estão perdendo a essência com tanta informação, meu Deus!

— Não culpo a modernidade, acho que falta um pouco de jeitinho dos pais e até dos professores em resgatar certas coisas e aproveitar melhor os benefícios da tecnologia em favor desses baixinhos, afinal, nasceram crianças como nós e crescem com o que oferecemos, então, se não estimulamos alguns hábitos e nem despertamos a curiosidade deles para o que já existia, é certo que ficarão com o que mais atrai-los…

— Pois é… Difícil um pião de madeira competir com um outro cheio de luzes, sons e cores.

— Cheguei ao meu ponto e é o último dia que pego esse ônibus, vamos continuar essa conversa depois em outro lugar, tá bem? Tchauzinho!

— Tudo bem. Tchau! A gente se fala!

"Tempos de criança" Imagem Stock Photo

Este texto encerra minha participação no “Vou de coletivo” e o tema de novembro foi “Brinquedos – dos mais antigos aos mais recentes”. Aproveito para parafrasear o tema em questão com a despedida do projeto: todos crescemos e é preciso se despedir da infância em algum momento, dessa que contém brinquedos e brincadeiras diárias, entretanto, não é preciso perder a alegria ao fazer essa transição. Apenas mudamos. Se forem positivos, a essência e o aprendizado que decorrem do crescimento devem permanecer.

Como toda viagem, essa chegou ao fim e o projeto ficou com os bons frutos colhidos até aqui.

Transcrevo abaixo o esclarecimento de seu idealizador aos que, assim como eu, viajaram juntos dele. Até mais!

Parada obrigatória

Posted: 21 Nov 2009 03:55 PM PST

Muito obrigado a todos que embarcaram nas viagens que o coletivo fez. Foram momentos de muita criatividade, alegria e, sobretudo, momentos de nascimentos de novas amizades.

Infelizmente, meus compromissos profissionais estão tomando muito tempo e impedindo que eu me dedique mais a este blog, que visite mais os blogs participantes e que detalhe melhor as propostas de blogagens.

Assim, preferi interromper essa iniciativa a ter que continuá-la sem qualidade.

Deixo um grande abraço a todos que dedicaram tempo e carinho ao participarem das blogagens.

Muito, muito obrigado mesmo.

Murilo

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Who Wants To Live Forever?

Em março, quando estreei este humilde blog não sabia exatamente até que ponto chegaria (ainda não sei!), desde então venho (a conta-gotas) desenvolvendo, aprendendo, partilhando o que posso e satisfaço-me com cada conquista. Não almejo aumentar dígitos, embora a curiosidade os procure aqui e ali e sejam, de certo modo, consequência dessa inter-relação na blogosfera, isso não é o que me motivou inicialmente e, agora, mantenho o propósito de, simplesmente, continuar a

CRESCER

Parece algo tão banal e tão simplório, não acha? Alguns  podem dizer que isso é balela porque bem lá no fundo todos querem um lugar ao sol com direito à sala VIP, então, por que alguém se alegraria em ser apenas mais um? Eu direi…

A razão do post de hoje é, novamente, em homenagem a minha mãe. Lá se vai um ano do seu falecimento e parece que foi ontem! Mencionei-a aqui e acolá, não gostaria que o assunto se tornasse chato e recorrente, contudo, é inevitável que recorde datas e fatos tão marcantes para mim e, sobretudo, das lições que  me fizeram uma pessoa diferente (não radical nem completa!), porém, um tanto quanto destemida em relação à morte. Presenciar os últimos dias da mãe e percebê-la “abraçando o próprio fim” nessa esfera terrestre foi, inexoravelmente, doloroso e revelador. Quando meu esposo perdeu o pai há mais de 11 anos eu passei a me perguntar: quem perderá quem a seguir? A vida seguirá a linha aparentemente óbvia dos “mais velhos primeiro” ou nos surpreenderá?

De certa forma ela seguiu o curso mais ou menos esperado “os pais antes dos filhos”, não necessariamente na ordem dos mais vividos ou de idade avançada. 

Por alguns instantes custo a crer na efemeridade, mas, o fato é que não está entre nós como a conhecemos no passado, salvo as lembranças, tanto as boas quanto as ruins pululam em *nossas mentes e corações. De início sonhei com ela umas três vezes, tentei decifrar o que significava: seriam recados ou somente resquícios da memória  transitando entre o que foi e o que é? Como ter certeza?

A depender da doutrina que se segue e se acredita há respostas que acalentam e dão o impulso necessário para continuarmos a caminhada, para continuarmos a crescer, não importando que idade teremos ao findar. Um cunhado costuma dizer em nossas rodas de conversa: Quem quer morrer? Ninguém, claro. Concordo (também quero ficar velhinha e cheia de netos, bisnetos… quem sabe?) e mesmo os que procuram a morte prematura o fazem à revelia, entretanto, tanto uns quanto outros estão fadados a fechar ciclos nesta vida (nascer, balbuciar, engatinhar, andar, estudar, trabalhar,etc.,etc.,etc.) e a morte encerra todos eles. Tenho a dizer que minha mãe fechou muitos ciclos por aqui, se do jeito certo ou errado, não cabe o julgamento, alegro-me que ela tenha visto os filhos se casando e lhe dando netos e netas, que tenha deixado bons exemplos como mãe, superando alguns equivocados ou incorretos, afinal, antes que ela fosse mãe ou qualquer outra coisa, era um ser humano em busca de sonhos e ideais.

"A Luz que traz Vida convida-nos a CRESCER diariamente!"Imagem Stock Photo

E, ao contrário das muitas lágrimas que permearam meus textos há uns meses, confesso que algumas ainda permeiam - e isso só mostra o quanto não sou indiferente ao que vivo; hoje tenho a firmeza de aceitar e conviver com essa perda, em particular, pois, compreendi que mesmo ela é passageira, que os contornos da vida podem ser alterados de modo que sejamos gratos e felizes pelo que somos e temos e também pelo que fomos e tivemos, compreende?

Ofereço este vídeo aos que chegaram até aqui, com a canção que inspirou, em partes, o post de hoje. Agradeço a cada pessoa que se manteve próxima, fosse com uma palavra amiga ou mesmo em pensamento, numa oração. *Em especial, ao meu esposo, irmão e cunhada que estiveram e estão sempre presentes em momentos importantes na travessia do luto à luta!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

VIveR As LETRAS!

Quantos textos cruzam a tua vida?

Imagem Stock Photo

Não leio tudo o que gostaria, todavia, quando leio algo que atrai minha atenção procuro aprofundar, um pouco que seja, detalhar ou descrever para mim mesma como se fosse um quebra-cabeças, as peças têm que se encaixar em algum lugar e de algum jeito, caso contrário, perde a graça; ao menos é assim que vejo o hábito da leitura atualmente, não posso dizer que o fizesse deste modo na adolescência, tudo era muito mecânico (a velha decoreba!) e, talvez por isso, aliada à divisão do tempo entre família, trabalho e casa, não leia mais do que deseje hoje. Aproveito muito do que absorvo e abstraio nas leituras pela Internet, em especial pela blogosfera, isso é coisa que jamais imaginei fazer no passado, pois, as bibliotecas eram o meu único reduto de pesquisa e estudos, e não lamento por isso, pelo contrário, acredito que são locais onde a energia é outra, consequentemente, a leitura também, é muito diferente folhear livros e procurá-los pelas prateleiras – tem um gostinho diferente se comparado ao ato solitário diante da tela, sem o colorido das capas e os cheiros das páginas, aquele clima de leitura e descobertas por si é desafiador, sem a boa e prática ajudinha do Google!

Embora muitos pensem que somente matemática, química ou física “queime neurônios”, enganam-se! Ler é uma espécie de equação. Estranho, não? A mim não parece tanto, principalmente depois de refletir o hábito da leitura nos meus anos de estudo e vê-lo através das pessoas, no dia a dia, em contato com o mundo. Meu marido (cursou matemática, pois, o homem dos números! Avesso às letras – e minha recíproca é verdadeira! Contudo, trocamos sacrifícios na direção oposta também…rs) veio com uma curiosa indagação por conta de um e-mail no qual é discutida a questão do analfabetismo e não fiquei tão surpresa quando ele disse “serem qualificados como analfabetos aqueles que não interpretam textos”, diferente de uns 50 anos atrás em que o analfabeto seria alguém que tão somente não conseguisse “fazer um Ó com o fundo da garrafa” (minha mãe deixou-me por herança alguns bons e velhos ditados!).

Algumas manias particulares de leitura fundem-se também às da escrita, acredito que seja um movimento semelhante ao "na Natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma" (Lavoisier) porque ao utilizar recursos de pesquisa como dicionário e gramática, inclusive a Internet, além da fonte inesgotável de ideias (e prazer!) feito os livros, descubro que o impulso em ler isto ou aquilo não vem por si só (do nada!), vem atrelado a alguma necessidade ou gosto específicos, se não há nenhum interesse em ler é provável o fracasso no escrever e não estou discutindo “estilo”. Quem já não se deparou com bilhetes ou cartazes mal escritos, em que fora necessário um esclarecimento pessoal para se entender o conteúdo? Provável terem sido obras de leitores com déficit na sua alfabetização. Também tenho lacunas no aprendizado ao longo da vida, entretanto, sou da opinião que nunca é tarde para melhorar ou mesmo para começar! Quem não se encanta com histórias de conquistas por pessoas idosas? Alguns dirão que é bobagem um senil formar-se na faculdade ou recomeçar a vida após os 60 (quando muitos esperam que apenas se aposente e, silenciosamente, fique na cadeirinha de balanço sob o sol da varanda!), eu discordo e apóio os que queiram se aventurar. Tive um amigo na faculdade com seus mais de 40 anos, grande ser humano e que, apesar das dificuldades, superou e caminhou com os mais jovens, orgulhei-me em trabalhar com ele nos estudos em grupo.

Ler não é só decodificar caracteres automaticamente, ler exige mais, contudo, retribui os sacrifícios em forma de encantamento e aprendizado contínuos. Procuro ler no silêncio, barulhos tumultuam minhas ideias (e como é difícil obter silêncio com o matraquinha do meu filho! Missão praticamente impossível!), não é à toa que reduzi muito a leitura de livros do começo ao fim nesses últimos anos, tenho lido capítulos, páginas… ainda assim são leituras proveitosas, enriquecedoras. Leio para ele também, volto às raízes da infância e desejo que esse interesse natural da criança pelas histórias perdure em sua vida.

Além do silêncio, do aprofundamento, das pesquisas de apoio ao texto (dicionário, gramática), uma nova mania se fez nesta leitora, advindo do blog: linkar. Muitos já utilizam o termo como parte da rotina da rede, porém, antes de saber com exatidão e usá-lo tanto nos últimos meses, ouvia professores “linkando um texto ao outro”, “linkando parágrafos, frases, orações…” que nos serviam de exemplo nas aulas e, compreendendo que linkar era o mesmo que ligar uma coisa à outra, não fazia ideia de que na prática esse hábito me levaria a diversas leituras, o que muito tem contribuído por aqui (na vida real e na virtual!).

Este texto faz parte da blogagem mensal do “Vou de Coletivo!” sendo o tema do mês de outubro "Hábitos de leitura: quais são as suas manias na hora de ler?"

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

“Sempre fica um pouco de perfume…”

Todos tivemos e os que ainda frequentam os bancos escolares devem ter uma lista dos seus bons e maus professores e, inevitavelmente, mesmo que não gostemos de lembrar deste ou daquele, cada um compôs o mosaico de nossa carreira estudantil. Da mesma forma, para eles sempre haverá aquele “pestinha” a infernizar suas aulas, o “matraca” a disputar as atenções, outro “desligado” que parece estar sempre longe e tantos tipos característicos que bem sabemos existir entre os alunos.

Enquanto aluna fiz o tipo “muda” durante o fundamental e só no magistério é que acabei me desinibindo, já na faculdade interferia nos bons debates e mergulhava nos estudos em grupo, sugerindo e puxando os trabalhos em muitas das vezes. Do outro lado, no pouco tempo em que lecionei, fosse estagiando ou recebendo para isso, convivi com várias faixas etárias e comunicava-me bem com todas, exceto com alguns adolescentes, pois, faltava-me a experiência e a maturidade, creio que me viam como “uma deles” e isso era péssimo! O respeito e a disciplina nem sempre aconteciam de forma satisfatória, exauriam-me as forças! De qualquer maneira, essa troca fez com que eu crescesse e apreciasse ainda mais a profissão pela qual me apaixonei um dia.

E, estereótipos à parte (ou não), lembro-me de muitos professores e professoras e , provavelmente, você tenha tido alguns semelhantes: minha primeira série foi marcada por uma “tia” bastante apática e sem graça, focada apenas no be-a-bá, ao contrário da professora subsequente que elogiava e, ao mesmo tempo, ralhava pelo excesso de páginas que eu preenchia nas redações (cinco ou seis) – ainda padeço desse mal! Entre a turma chegou a ficar afastada pelo descuido com as cordas vocais, punha emoção demais nelas! No terceiro e quarto anos do fundamental as “tias” eram, respectivamente, carinhosa e dada a ter alunos auxiliares em classe.

Da 5ª a 8ª séries alguns se destacavam por detalhes interessantes: uma professora de ciências que a todos cativava; um professor de história que nos levava a passeios para universidades e outros lugares fora da sala, uma figura com seus óculos fundo de garrafa; a professora de estudos sociais revoltada com “sistemas” fazia-nos sentar em círculo para não reproduzir a hierarquização social; um de matemática que nutria amor pela disciplina e pela educação, especial, mesmo para mim que preferia as letras aos números.

No ensino médio cursei o magistério e por lá houve vários mestres e mestras direcionando futuras(os) profissionais da educação. Uma que marcou não só a mim, mas, toda turma que se defrontasse com ela, professora de metodologia do ensino da matemática, tínhamos que ler vários livros das coleções “Vivendo a Matemática” e “A descoberta da Matemática”, resumir e propor atividades, era um suplício, entretanto, aprendíamos muito! Igualmente a professora de inglês precisava recuperar tempo perdido e guiou-nos por vários títulos da “Literature for beginners”; a de Alfabetização encantava-me assim como o de Psicologia, senti por não serem disciplinas com mais horas na grade. Na faculdade, recordo alguns: o bom e idoso professor de Latim fez-me aprender sintaxe como nunca; o mesmo professor que lecionou Teoria da Literatura no primeiro ano, também lecionou Literatura Brasileira no último ano e beirava a crueldade, às vezes, tamanhas eram as suas exigências! E a minha preferida foi a professora Lídia, de Produção de Textos, e, não fossem alguns percalços e frustrações acumuladas, eu teria feito especialização na referida disciplina, quando decidi recusar a chamada. Coisas da vida! Ela também me ensinou muito, porém, meus educadores ensinaram mais!

Impossível descrever tantos outros, porém, todos deixaram suas impressões, fossem boas, outras nem tão boas assim e, mais que impressões, deixaram conhecimento e um mundo a ser explorado a quem quisesse descobri-lo.

Hoje dedico sinceros agradecimentos aos professores que fizeram parte da minha trajetória escolar, deixando um pouco de si ou mesmo muito, cabendo completar o título do post: "...nas mãos de quem oferece flores!".

Compartilharei uma leitura que surgiu daqui e foi parar ali, resumindo quão importante, inovadora e desafiadora pode ser a arte de educar.

A cabeça e o coração dos professores são as coisas mais importantes.” ALVES, RUBEM. Revista Ler & Cia. Ensino: Novos caminhos para a educação. ed.28, p.17, set/out. 2009.

blackboard

Este texto é parte da Blogagem Coletiva “Professores do Brasil” proposta pelo Valdeir do Blog Ponderantes

Fonte da imagem: Google

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Quando eu era criança…

Lembra daquela canção infantil “quando eu era neném, neném, neném, eu era assim…eu era assim…”? (gesticulávamos como se estivéssemos sendo embaladas ao colo por nossas mães) - os versos e gestos eram trocados para cada fase da vida: criança, mocinha, mulher, velhinha… e parecia apenas uma brincadeira de criança.

O interessante é que se “toda brincadeira tem seu fundo de verdade” esta é uma delas. E, conforme crescia, repeti muitos dos gestos da referida canção na prática: desde ser embalada, brincar entre as crianças da vizinhança, usar batom e salto alto… vejo-me seguindo a vida sem ter certeza se repetirei o gesto da velhinha, e é claro, espero que sim!

Nostalgia, às vezes, é bom e recomendo, o excesso vira depressão e falta de perspectiva. Não se deve viver do no passado, apenas usá-lo como base de (in)formação, reconhecimento da própria identidade e, consequentemente, provocar uma avaliação de si; positiva, se possível! Afinal, Cazuza há muito cantava que o tempo não para, então, para que viver preso sem aceitar as mudanças naturais que são impostas pela existência?

Na adolescência ouvi pessoas mais velhas dizendo que temiam a velhice e eu não compreendia a razão de temerem o inevitável, obviamente, quando nada as impede continuar sua trajetória. Hoje, mais amadurecida, entendo que a velhice não deve despertar o temor, mas sim a solidão e o enfado de uma longa caminhada vivida sem muitas alegrias e perspectivas. Portanto, o dia das crianças deve ser uma data muito mais que comercial como tantas outras, deve ser o dia de revigorar-se observando a natureza ingênua e feliz (muitas vezes sem brinquedos caros!) dos pequenos. Sinto-me rejuvenescida quando rio das pérolas que meu filho fala, ainda que, aos poucos essa inocência vá ficando pelo caminho enquanto ele cresce; quando o observo brincando sem as preocupações que a vida adulta incute em cada um, vida esta que pode ser melhor com uma ajudinha extra nossa, não é?

Ao pensar que tudo é e sempre será, ontem eu, hoje ele, amanhã meus netos e netas (quem sabe?), a nostalgia pretende invadir o espaço e é preciso dar-lhe de ombros, pois, a vida continua e as crianças são provas reais disso! São flores que enfeitam o jardim da existência humana, necessitam cuidados especiais para que não murchem, não sufoquem entre as ervas daninhas e consigam desabrochar na plenitude. Cuidemos com esmero da infância e observemos a beleza dela refletida em cada um.

Tenha um feliz dia das crianças, em paz com a criança dentro de você!

batutinhas

Fonte da imagem: Google

Do filme “Os Batutinhas” (The little Rascals)

P.S.: Se eu fosse você assistiria! Divirta-se com elas!

sábado, 10 de outubro de 2009

Restart

A pausa acabou e eu estava com saudades da blogosfera, já li algumas coisas a respeito e, de fato, quando nos envolvemos com o hábito de blogar encontramos pessoas e cultivamos um vínculo que torna essa necessidade contínua. Obviamente que cada uma dessas pessoas tem metas específicas para esse hábito, todavia, convergimos todos para um ponto em comum: interação.

Este post veio pela necessidade do meu retorno, mas também porque a ideia surgiu exatamente num desses momentos de interação em resposta ao comentário da Luma, pensei bem e descobri que blogar e pôr a casa em ordem são coisas parecidas. Duvida?

Pude organizar o que precisava, jogar fora o que já não servia mais para ninguém e doar coisas que não serviam mais a mim, entretanto, servirão para outros. E, fazendo uma ponte entre estes elementos: organizar, descartar e doar, é fato que eu me vejo, vira e mexe, fazendo o mesmo no blog (não necessariamente nesta mesma ordem! :D)

A rotina é uma coisa boa porque nos mantém seguros nos trilhos da vida, porém, viver totalmente presos a ela nos impede de elaborar novos pensamentos, tornando as atividades praticamente automatizadas e aí é que a mesmice toma conta do resto. É por isso que uma pausa, eventualmente, é necessária e benéfica para qualquer pessoa.

E, também por sugestão da Cris, dentre os últimos comentários, recordarei os melhores momentos dessa pausa, no melhor e no mais tradicional “minhas férias”…rs.

Não viajei, até gostaria, quem sabe no próximo ano ou em outra ocasião, a vida é cheia de surpresas e isso alivia a tristeza de não ter feito o que quase todos fazem nas férias. Por outro lado, fiz muito mais do que me propus e estou satisfeita, a casa está cheia de pequenas e notáveis mudanças, faz com que eu me sinta renovada, parece loucura (e pode até ser! :S), mas, mudar móveis de lugar, reorganizar prateleiras e gavetas e, sabe aquele espaço que não sabíamos como chamar? (quartinho de brinquedos, quartinho da bagunça, escritório, de tudo um pouco e até provisório/improvisado para visitas, pobres coitadas delas…kkkk! Então, recebeu um nome que, ao meu ver, ficou melhor que o indefinido “quartinho d(e)(a)… ??!” – sala de entretenimento, inclusive, cá estou, entretendo-me com o blog!

Curti a família, descansei, aliás, não quis nem ver noticiários (a gripe H1N1 se foi? A dengue começou? Só na terça-feira é que retorno ao trabalho e aí sim vou me preocupar…) e assisti a filmes bacanas, gosto dos que me causam emoção de algum modo: De porta em porta, O curioso caso de Benjamin Button e Passageiros. Há vários outros que ainda estão na espera e estou ansiosa para vê-los! Serão uma forma de prolongar o gostinho das férias no retorno ao trabalho.

E uma novidade interessante por aqui foi a reativação do nosso pequeno aquário, meu filho sempre nos pede um animalzinho de estimação, eu não sou adepta de nenhum deles, tenho medo e falta de paciência em mantê-los, sei que peixinhos não fazem exatamente a mesma relação, porém, a asma dele não combina com o pelo dos demais e minha rinite alérgica, certamente, também não combinaria, enfim, o fato é que nos afeiçoamos aos pequeninos e ficamos feito bobos os observando nadar de cá pra lá, de lá pra cá… meu filho tratou de batizá-los no mesmo dia, fiquei feliz em vê-lo encontrando o melhor nome para cada um dos seis que lhe demos. Agora é aprofundar conhecimentos em aquariofilia, afinal, precisarão de cuidados como todo ser vivo merece e, falando em cuidados, incomoda-me profundamente quando vejo cães abandonados pelas ruas, além do perigo em se deparar com um animal maltratado, mostra quão descartável ele se torna para muitos de seus donos e essa é uma pergunta que me faço quando meu filho pede um cão, gato ou coelho: qual a real necessidade e função de um bichinho na nossa vida se muitos são tratados feito “coisas”? O ser humano é estranho…

As únicas coisas que me entediaram nesse período foi não estar totalmente livre, pois, meu filho e marido tiveram aulas! Cá estava eu, ao mesmo tempo descansando e me preocupando com horários…aff! Bom, nem tudo é perfeito! Mesmo assim, minhas férias foram ótimas.

E de volta à ativa, pretendo continuar interagindo com o mundo, seja o real, seja o virtual, ambos fazem a vida prosseguir… então, prosseguirei…

caminhos-da-fazenda_1304_1024x768…se possível, encontrando e fazendo novas coisas pelo caminho aparentemente igual.

Fonte da imagem: Site Fotos e Imagens.etc.br

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Selos, Memes e…

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É isso mesmo que você entendeu. Darei uma PAUSA no blog, nada grave, só estamos (meu marido e eu) em férias do trabalho. Parece até um paradoxo, logo agora que tenho mais horas vagas, e embora eu não goste muito da frase “preciso dar um tempo…”, é o que farei para pôr em dia outras tantas coisinhas que vão ficando paradas e sem organização. Viajar? Quem sabe… quando marido e filho não estiverem estudando, contudo, há muitas formas de aproveitar o tempo livre em casa, aliás, na correria muitas vezes ficamos mais fora do que dentro dela.

Só não postarei, por enquanto, e para encerrar, nada melhor que presentear os amigos, concorda? Há controvérsias, alguns acham que selinhos e memes tratam-se do famoso “presente de grego” (rs), porém, eu não considero assim. Gosto e AGRADEÇO CARINHOSAMENTE AOS QUE SE LEMBRAM DE MIM! E desta vez, novamente, deixo em aberto a quem queira ou não levar os selos e memes. NO PROBLEMS, PEOPLE!

Compartilharei algumas lembranças que recebi durante os últimos meses e há muito esperavam um momento especial para saírem da caixa, estavam ali embrulhadinhas, com laços de fitas coloridas só para você!

Adiante! O caminho é um pouco longo. Persevere, pois, há boas coisas por ele!

MEME DA ESTER (do blog Esterança, foi uma das primeiras a me acompanhar, a recíproca era verdadeira e, atualmente, está afastada da blogosfera. Espero que volte porque suas palavras tinham profundidade e doçura).

1. A última pessoa com quem falou hoje: com meu baixinho

2. A última coisa que falou: filho, fecha os olhinhos (e a boquinha!) pra dormir!

3. O último pensamento: obrigada, Senhor!

4. A última pessoa com quem brigou: uma colega do trabalho, na verdade nem foi briga, só ficamos um tempinho “emburradas”(rs)

5. A última pessoa com quem se reconciliou: um amigo com quem ficamos (meu marido e eu) sem contato por quatro anos

6. A última pessoa que falou de Deus pra você: um amigo Padre, na ocasião de meu aniversário pelo Orkut

7. O último lugar que você gostaria de estar: num hospital

8. O último filme a que assistiu: Prova de fogo

9. O último livro que leu ou que está lendo: O poder da criança que ora – Stormie Omartian (esperava mais dele…rs)

10. O último presente que ganhou: buquê de rosas e uma corrente com um pingente de menininho por causa de meu aniversário (31/07)

11. A última coisa que gostaria de estar fazendo: trabalhando por ter as férias cortadas por causa de calamidade pública (gripe A H1N1)

12. O último telefonema feito ou atendido no seu celular ou telefone: com meu marido.

13. O último conselho que deu e pra quem deu: para uma sobrinha cuidar da alimentação.

14. A última vez que chorou e por quê: 07/09 escrevendo uma carta para uma tia sobre os dez meses de falecimento da mãe entre outras coisas.

15. O que faria hoje se fosse seu último dia de vida: dificílimo saber (pra não dizer impossível) mas, estando no campo hipotético: escrever algo sobre quem fui e/ou quem tentei ser, enviar aos amigos e parentes distantes – sempre acho que aquilo que gostamos de fazer marcam mais depois que partimos. Abraçar e beijar muito meu filho e marido, dizendo o quanto são importantes para mim.


esse blog mexe com meus sentidosRecebi do blog Abrazar la Vida. Obrigada, Marcelo! Adorei!

Regulamento:
1) Indicar os 10 blogs que mexem com seus sentidos:


2) Dizer 5 coisas que mexem com seus sentidos nesse momento: (como nesse momento estou em férias, algumas são coisas peculiares e outras nem tanto)

  • Escrever algo que não sai da cabeça e exige sair dela de algum jeito, forçando-me a acordar cedo mesmo sabendo que estou de férias (rs)
  • Paparicar mais o filhote e levá-lo pessoalmente à escola
  • Passear com o marido e o filho sem pressa de voltar “porque amanhã trabalhamos...” kkkk! Ótimo motivo para curtir as férias, né?
  • Organizar e mudar algumas coisas de lugar em casa (há quem diga que pessoas que precisam manter-se organizadas por fora é porque são desorganizadas por dentro, coisas de psicólogo ou psicanalista, não entendo disso, que seja! Sinto falta desse hábito, não que eu viva extremamente e minuciosamente organizada, acho que passo longe (rs), mas, procuro fazê-lo sempre que possível e, se eu preciso da organização interna pra ser feliz, o marido também compartilha desse pensamento, então, somos dois!)
  • Curtir o filhote cantando e dançando (literalmente, se exibindo pra gente! rs); se escondendo atrás da porta do banheiro na hora de escovar os dentes e dizer “só saio se você me achar, mamãe!”; chamando toda hora pra assistir um desenho com ele (e de quebra, pedindo um lanchinho pra acompanhar...esperto, né?rs);

3) Linkar quem te deu o selo e exibir no blog.

Outros dois selinhos indicados pelo Marcelo do Abrazar la Vida foram:

7 Eliane_thumb[1]

dá-me energia


Embora não hajam regras, os compartilharei com:


selo_esse_blog_me_faz_sorrir_thumb[1]Esse foi outro presente do Abrazar la Vida – blog do Marcelo e também do Ponderantes – blog do Valdeir. Estes meninos são dois grandes blogueiros e é com grande alegria que eu agradeço a indicação e a estima!

Regras:
Listar 7 coisas que te fazem sorrir e depois indicar 7 blogs para levar o selo:

Ouvir um singelo e sincero “obrigado (a)”, contrariando a constância no meu trabalho de só ouvir reclamação na maioria das vezes;

Ouvir meu baixinho que é muito carinhoso me chantageando, contrariado e bravo, usando as seguintes frases: “eu não mais te amo” e “não vou mais cuidar de você...” (claro que não rio na frente dele! (rs) Tudo muito bem conversado);

Ler posts inteligentes, bem-humorados e com bom conteúdo de quem leva a sério blogar;

Ler e responder os e-mails da Cris;

Ler um bom livro;

Assistir a um bom filme;

Ouvir uma boa música.

Meus 7 blogs indicados:

Não acabou não…calma aí!


Também do blog Ponderantes recebi mais este. Obrigada, Valdeir!

Selo blog maneiro

Quero presentear os seguintes blogs:


Outros três selinhos, não menos importantes, claro, foram da Cris, do blog Cristiane Marino. Pode até parecer “rasgação de seda”, contudo, cultivamos uma boa relação antes mesmo de nossos blogs aparecerem na blogosfera, não é mesmo, Cris? Obrigada, sobrinhamiga!(rs)

Indico para os seguintes blogs e para as respectivas blogueiras:

blog apaixonante

mulheres bem resolvidas

selo4


A Michelle do blog Carrossel da Aprendizagem fez um lindo selinho e faz bastante tempo que prometi postá-lo. Demorou, mas, aí está! Michelle, agradeço seu carinho! Também quero compartilhá-lo com alguns amigos:

blog encantado



Outro selo muito bacana dado pelo Diego do blog Soluço Mental foi este:

conectou_elaine_thumb6Diego, muito obrigada! Sinto-me à vontade de oferecê-lo especialmente para um blog que trata de um assunto que deve (ou deveria) interessar a muitos de nós na blogosfera: Conversa de Português.


Mais um, mais um…(rs). Adoro!

Este veio da Ivany - blog Compondo o Olhar… e do Valdemir – blog Valdemir ReisSELO AMIZADE VALDEMIREIS OKOKAos dois amigos da blogosfera, agradeço o gesto de amizade que é necessário para que nos encontremos cada dia mais (conosco e com os outros).

E, para concluir, este último é uma lembrança da minha participação junto de outros blogs na empreitada dos “Encontros e Desencontros”. Não é sempre que consigo, todavia, gosto de dar minha contribuição, além do que, é um exercício no qual me esforço no intuito de melhorar sempre, então, por que não?

encon3

Bjins e até mais!

Fonte da imagem no início deste post: Google