sexta-feira, 7 de agosto de 2009

REFLEXÃO – A legitimidade

Quem quiser chegar a ser o que não é, deverá principiar por deixar de ser o que é. (Raumsol)

De onde vem sua inspiração? Como ocorre seu processo de criação? Seja ele esculpir, pintar, desenhar, compor um poema ou música, entre tantos, inclusive, escrever um texto para seu blog? Em que momentos costuma ter “insights”? Ou você os tem o tempo todo? É uma tarefa fácil ou árdua? O que favorece sua “criação”?

É uma mera curiosidade pessoal, isso não deve mudar a forma com que a grande maioria lida com seu “dom”, contudo, é um trabalho que exige como qualquer outro. Pois bem, creio que cada ser humano tenha um dom ou até mais de um, seja daqueles que foram agraciados desde a mais tenra idade (gênios natos?), seja daqueles que, ao longo da vida, descobriram e aprenderam a lapidar a pedra bruta que tinham nas mãos. Enquadro-me na segunda opção e você?

Tenho várias manias na hora de escrever, incorporei algumas durante o curso de Letras, outras, trocando cartas e e-mails e, ultimamente, muitas aprendi “blogando”, apesar de não saber ao certo se desenvolvo a minha escrita melhor assim: preciso do dicionário aqui perto (com isso aprimoro e aprendo novos vocábulos), uma boa gramática (ou várias!) para pesquisa, a Internet é um almanaque sempre à mão e também necessito do silêncio (só o som do teclado e de meus pensamentos!) – adoro saber que tem pessoas que conseguem escrever enquanto ouvem música (ou ruídos quaisquer), é bárbaro! Não é o meu caso… Leio e releio muitas vezes os parágrafos em busca de possíveis erros e “bobagens”, que porventura, venha a escrever no blog. Chega a ser de um preciosismo que desgasta quem escreve e até quem lê, não? Mas, é assim que consigo os “frutos desse trabalho”, embora não seja remunerado, somente um hobby. E daí? Tem menos importância ou valor? O que é feito por prazer e sem fins lucrativos vale menos? Não, não e não!

Infelizmente, nem sempre há “bons dons”, há gente que cultiva “péssimos dons” e consegue destruir ao invés de edificar. E destroem não só coisas materiais, são capazes de destruir o respeito por si e, sobretudo, por seu semelhante.

Há os que são agraciados com dons que outros quereriam para si (invejariam, talvez?) e à certa altura, por mais que se tente, após frequentes fracassos, esse desejo pelo dom alheio desaparece e é possível chegar à conclusão de que há coisas intransferíveis nesse campo. Bem, isso cabe às pessoas que atingem um nível de bom senso e consciência, muito diferente de algumas em que inexiste um e outro. Nesse ponto lembrei-me do filme “O diabo veste Prada”: que preço você pagaria para obter glamour, sucesso e um emprego de status com um belo salário? Não faço campanha de hipocrisia, do tipo que diz “dinheiro não traz felicidade”, traz e muito! Traz conforto, lazer, deixa as contas em dia (o que te faz dormir sossegado!), paga boas escolas para os filhos e tudo mais que é possível sonhar.

Entretanto, o que me propus a refletir hoje é algo que há muito já foi discutido na blogosfera e vira e mexe reaparece. Há algum tempo tenho pensado em postar sobre o assunto que é muito importante, ponderei alguns pontos sobre meu próprio blog, até cheguei a pensar “quem copiaria algo daqui? Sou apenas mais uma em um milhão, há tantos blogueiros talentosos…”, porém, segui conselhos dos amigos, li muito acerca do plágio e concluo que, apesar de “batido”, o tema é presente e causa grandes transtornos aos que são “violentados”, “usurpados” e “lesados” em seus direitos. É inconcebível que haja gente “roubando” ideias e se apropriando do texto alheio como se delas fosse? Tão simples assim? Quanta cara de pau! (desculpa o palavreado, mas, imagino que não tenha outro melhor para quem não respeita a “criação” do seu semelhante e as horas dedicadas à mesma).

Por acaso hoje deparei-me com esse pensador, até então um desconhecido, porém, alguns dos princípios que pude entender, ainda que sem aprofundar-me, vieram a calhar com a atividade de quem bloga decentemente. Iniciei e terminarei o post com dois deles. Bom final de semana pra ti!

Começar é fácil; o difícil é prosseguir a obra.
Será necessário, então, acostumar-se a converter em fáceis as coisas difíceis. (Raumsol)

banner1 Fonte da imagem: Blog Blogosfera Cristã

5 comentários:

Renato Fierce disse...

Olá, adorei o texto, compartilho da mesma idéia a respeito do plágio, estou junto de ti nesta luta... Sobre a criação, não sei se possuo algum dom para a escrita, mas sei que tenho um longo caminho a percorrer para me aperfeiçoar e cada vez me expressar melhor, eu costumo ler muitos blogs para saber do que as pessoas estão falando, costumo ler jornais e revistas também com o mesmo intuito, mas utilizo tudo que leio apenas para me inspirar, assim como para qualquer outra forma de arte, mas creio que na hora de escrever nosso estilo, nossa história, nossos valores e tudo mais é deixado um pouco no texto, e é isso que o torna autentico, então mais um motivo para não plagear, para jugir desse atestado de falta de personalidade própria. Parabéns, voltarei sempre!

disse...

Olá Renato!
Acredito que possua o dom da escrita sim, a pontuar seu comentário: leitura é o primeiro passo! (senão o mais importante). Você bem diz que lê muito e eu concordo que a inspiração parte dessa "leitura vivenciada" ou compartilhada, porém,
é aquilo que já sabemos: nada que não seja nosso representa realmente quem somos ou o que escrevemos. Tenho dificuldades ao ter que escrever sobre algo que não conheço, posso até tentar, pesquiso e arrisco, porém, quando é parte de ti o texto sai (quase) naturalmente, flui mais fácil, não é? Ao menos entendo "estilo" por aí...
Muito obrigada por apreciar meu canto e fico feliz que volte sempre! Bjins e até!

tita coelho disse...

Jô,
tu fizeste uma ótima reflexão sobre o tema. Penso que tu não deves questionar o pq alguém te copiaria... Tu escreves de uma forma inteligente e tem algo a passar para quem lê, pode surgir alguém te copiando sim... Creio que ninguém está livre disso.
Nesse site aqui (http://www.quemmeama.co.cc/), que Luma já falou diversas vezes em seu blog tu podes tirar a prova dos "9" e ver se não és plagiada. É uma ótima dica!
Voltando ao post, fico indignada com quem rouba a obra alheia, copia não dá crédito e toma o texto como seu... Mais que "feio"é de uma falta de carater ímpar!
Beijos menina bom final de semana :)

Luma disse...

As minhas inspirações dependem destes insights que geralmente acontecem interagindo com o meio externo, com pessoas, principalmente.
Sobre o plágio, você já sabe o que penso e sinto ao ser plagiada. Desta vez a indignação tomou conta por ter sido praticada por um professor, alguém que deveria ensinar em primeiro lugar, ética!
Enfim, o professor esteve no blogue e ainda pediu que retirasse o nome dele da postagem e ainda fez uma chantagem emocional, do tipo, eu querer ver ele queimado. Poxa, porque não pensou antes nas consequências do ato?
Eu espero que você tenha sorte e não seja plagiada (rs*)
Obrigada pelo apoio e ajudar a 'educar' blogueiros 'distraídos' !! Beijus

disse...

Oi Tita! Tanto devo concordar contigo que, já faz um tempinho, aderi ao "my free copyright" no intuito de proteger-me até onde é possível nessa "terra de ninguém" (como você e o David já muito enfatizaram no Scriptus), outros blogueiros também têm feito o mesmo, isso se deve ao fato de alertarem-se mutuamente, daí a necessidade de escrever sobre o assunto nesse momento. Agradeço muito o seu carinho e preocupação, verei o site sim. Às vezes a ingenuidade de principiante ou esse tipo de pensamento (que chega a menosprezar o que nós mesmos produzimos) na blogosfera pode reverter em profunda frustração com a raça humana, né? Não gostaria de me sentir como o Brunno ou a Luma já se sentiram, não é nada agradável. Bjins pra ti!

Olá Luma!
Também tenho ideias partindo do que vivencio, tento criar coisas fora desse espaço, porém, as evito, temo pecar na verossimilhança, então, assim a margem de "erro" diminui, não?rs.
Sobre a indignação, foi o que pensei: "será 'professor'mesmo?", pode alguém querer "ensinar" de modo torpe assim? Decepção...eu que tenho amor pelo magistério envergonho-me por coisas do tipo, isso denigre a imagem dos bons, enfim, "frutas ruins" aparecem em todo lugar, infelizmente.
Por nada em poder contribuir, realmente, seu post "vergonha alheia" impulsionou essa reflexão, contudo, há muitos outros blogueiros que já falaram e alertaram, a eles também eu agradeço o toque! Sofrer esse tipo de abuso não é nada fácil e ainda enfrentar pressão emocional? Haja! Bjins e até mais!