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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Que tal teu Natal?

Estou em dívida com o Viraletras e com os que fazem parte dele, espero que seja perdoada porque já justifiquei a ausência há algum tempo. (Vou dizer: ela está linda e como boa criança que aprendeu a andar com as próprias pernas não para quieta… Haja fôlego!rs – Verdadeira bênção!)

Falando em perdão, esta é uma excelente época para praticá-lo, pois quem não sabe dar nem receber ainda está longe de se tornar  mais humilde e Natal é isso: tempo de humildade - "e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou, e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles dentro da casa". (Lc 2,7)

Rei que se submeteu a nascer nestas condições para assemelhar-se aos mais simples (de coração), para estar junto dos que precisam e querem tomar parte do seu reino. Não havia lugar para eles naquela estalagem, mas havia em lugar mais humilde, lá também houve quem o visitasse, quem o presenteasse e bendissesse seu nascimento. Tenhamos um coração acolhedor, um lugar que mesmo sendo humilde saiba bem receber um verdadeiro Rei. Ele não exige pompa, somente o que podemos ofertar de mãos e coração abertos.

Bem disse o Padre na homilia de ontem: "Jesus dividiu a história humana – a.C e d.C - não por acaso nem por mera invenção religiosa, mas porque em cada pessoa que o permite nascer em seu coração também existirá uma vida nova, existirá, com certeza, essa divisão em nossa própria história e seremos testemunhas de que o a.C e o d.C realmente muda o curso de tudo e todos que Nele esperam e confiam".

Possamos encontrar um momento de silêncio em meio a tanta tagarelice que acontece nestas festas e confraternizações de final de ano e neste momento refletir com sinceridade "Que tal meu Natal?" - Como venho comemorando esta data ao longo dos anos? Que tipo de ideias e ideais tenho incutido em mim e na minha família sobre esta época tão bonita e ao mesmo tempo tão cheia de luxos vazios, encontros repetitivos, compras desmedidas que o mundo sabe bem nos oferecer? Que importância dou ao verdadeiro motivo deste feriado?

Desejo um santo e abençoado (e verdadeiro!) Natal para você e os que o(a) cercam. Um novo ano igualmente santo e abençoado! Até o próximo post – estarei ansiosa para dividi-lo contigo, amigo leitor! (Deus sabe quando!).

natalFonte das imagens (Fico devendo – as recebi num PowerPoint (lindinhas, não?), se souber, avise-me!) 

 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Semana Santa – Todas deveriam ser…

Por que apenas uma Semana Santa em meio às outras cinquenta e duas do ano?

É claro que tenho minha resposta, só estou suscitando a curiosidade do leitor, típico de metodologia do magistério, de professor tentando "arrancar" dos alunos o precioso conhecimento que trazem das suas famílias, do trabalho, das vivências sociais e de toda bagagem acumulada de suas próprias experiências. Se eu quisesse apenas repassar algo pronto diria à turma que encontrasse a resposta na Bíblia lendo Êxodo, particularmente o capítulo 12, da leitura de outras fontes históricas e exigiria uma resenha, o que também não seria má ideia.

E você, caro leitor, que pensa sobre isso? O que é ser Santo(a)? De acordo com meu amigo de várias horas, especialmente as de dúvidas ortográficas – Aulete Digital – o adjetivo vem a ser:  Sagrado; bondoso; virtuoso; inviolável; eficaz; útil; ingênuo; inocente, ao contrário do que é profano ou mundano (próprio do mundo, carnal), ou seja, temos semanas comuns  nas quais, geralmente, deixamos de lado o que é Santo e temos, em especial, esta Semana na qual se concentram as diversas peças teatrais, inclusive, grandes e belas encenações de trechos bíblicos Brasil afora. Penso que  todo sentimento  transbordante nessas ocasiões deveria se estender para as demais semanas, por que não? Infelizmente não acontece assim, é uma daquelas situações em que nos comovemos, nos emocionamos momentaneamente e podemos voltar ao que éramos (cf. Ex 13, 17)  e peço a Deus que esteja redondamente enganada! Observo assim dois pilares que basicamente sustentam o ser humano (ou não, pois, muitas vezes deterioramos rapidamente um ou outro ou pior, a ambos): o carnal e o sacral.

Tem que haver a divisão entre o que é mundano e o que é Santo? Com certeza sim e creio que aos olhos da alma de todo o que acredita nessa Verdade também (cf. I Cor 15, 14; 32-34) afinal, sem ela não teria razão celebrarmos tal Semana porque é o fundamento da fé cristã, sem esta Santificação seria impossível concebermos a pureza do espírito, a vivificação plena da alma, isto é, continuaríamos sendo apenas carne de nossa carne desde os primórdios da humanidade, sem nada a acrescentar; todavia, se concordamos neste ponto,  corpo e alma poderão, enfim, encontrar harmonia nos mistérios divinos (cf. I Cor 15, 53-57).

A humanidade tem caminhado cada vez mais numa única direção: a do ter em detrimento do ser; da intolerância dando lugar à violência desenfreada, deixando em último plano - quiçá estiverem na lista - o perdão, o amor, a paz; do "eu" imperando tiranicamente, inclusive, tornando-nos cada vez mais "escravos" de nós mesmos.

Desejo que esta Páscoa seja realmente "libertadora", de "renascimento" e de transformação contínua para encontrarmos a Santidade (cf. I Pd 1, 16), posto que, de outra maneira as dificuldades do caminho serão intransponíveis.

travessia do Mar VermelhoFonte da Imagem: Google

quinta-feira, 1 de março de 2012

Aniversário do Blog e coisas afins!

Resolvi iniciar escrevendo o que vier à mente, tenho tantas palavras borbulhando nela e o tempo tem sido mais precioso que nunca nos últimos meses. O que a maternidade faz! Coisas incríveis como esta que para mim seria "o fim da picada". Imagine, escrever de repente, sem muito pensar, sem muita revisão, sem ruminar as palavras? Sei que não se deve estender o texto no blog, também sei que não sei quando voltarei para o próximo post…rs

Está com tempo e ânimo agora? Vambora!

O aniversário do blog é algo especial porque esta ferramenta da internet se tornou parte de mim, embora eu consiga conviver afastada dela, inclusive, por priorizar a família, meu bem maior neste mundo! Diversas ocasiões suscitam ideias e eu gostaria de trazer à blogosfera um novo texto (mais um dentre os milhões pelo mundo!), no entanto, seria o meu texto, com pequenas e grandes lições que a minha experiência pessoal poderia compartilhar, assim como os bons textos de tantos blogueiros; entretanto, há uma baixinha exigindo cuidados constantes e ela não abre mão disso, de jeito nenhum!(rs)

Falando em prioridades, meu coração tornou-se devoto do Sagrado Coração de Jesus em meados de 2010, e, caro leitor, não estou dizendo tal coisa para discutir religião, isso cabe à consciência e a vivência individual das pessoas, só referi na intenção de explicar as transformações que este blog (obviamente esta blogueira!) sofreu de lá pra cá. Sofrer é palavra que veio a calhar exatamente aqui, talvez não por acaso, dado que estamos em plena quaresma: é pelo sofrimento que nos voltamos mais a Deus, não tem como discordar, é preciso muitas vezes um solavanco da vida para despertarmos outros sentidos adormecidos e mesmo quando estamos atentos, aquele tipo perigoso de atenção descuidada caminhando para a tibiez. Quantas vezes deixamos de agradecer ou rogar a Misericórdia Divina (por conseguinte, eis outra devoção que tenho atrelado àquela) quando tudo vai bem? Ainda que dispersos na imensidão do mundo e diante das exigências cada vez maiores dele, nos damos conta de que é preciso fazer algo para inovar de dentro pra fora. Observe ao redor: Há pessoas tristes, deprimidas, doentes, desorientadas, inconformadas, revoltadas ou perdidas no sentido da própria existência perto de você? Quantas dores e lamentações diariamente são lançadas ao vento, ou pior, sobre o próximo?

Doses homeopáticas venho ministrando desde então, de fé, de aperfeiçoamento espiritual. Isso não se deu do dia para a noite; na adolescência estive imersa na igreja em grupos de jovens, porém, com o passar dos anos, com outras coisas acontecendo, distanciei-me desse lado cristão. Não dá pra deixar o que era e se tornar o que pode ser sem haver uma boa transição de um para outro, mas, o fundamento estava lá, perdido, em algum lugar, compreende? Desde o momento em que descobri um mioma subseroso de 4cm no útero (aconselhada por minha obstetra à intervenção cirúrgica) e da decisão de ter outra criança, arcando com as consequências de uma gravidez de risco, pois, além disso, conto com mais de 35 anos, decidi que "era pegar ou largar". A tristeza não conseguiu me abater, pelo contrário, empurrou-me para o Sagrado Coração cheio da misericórdia de Jesus. Na gravidez o mioma ficou do tamanho de uma laranja de quase 10cm, mas, correu tudo bem, graças a Deus, ainda que um susto aqui ou outro ali tenha posto à prova minha fidelidade cristã. Recuperei a memória espiritual, das coisas que ficaram empoeirando desde a juventude, abri a velha caixa, comecei a reorganizá-la e notei muita coisa boa que guiou-me vida afora, mesmo esquecida ali, esteve a esperar por este momento oportuno e mostrar-me quanta riqueza estava abandonada.

O que isso tem a ver com o 3º aniversário do Viraletras, afinal? Bom, se aniversariar é celebrar alegrias, eis que esta blogueira precisava contar as que vem colecionando enquanto não pode escrever com tanta frequência. Por falar em alegrias, havia me esquecido também como é lindo, maravilhoso e divertido ter e acompanhar o crescimento de um bebezinho. Cada fase uma descoberta que só pai ou mãe pode mensurar!

Ah, a vida, cheia dos seus mistérios! Não para nos surpreendendo sempre, dando um limão azedo aqui e acolá, deste meu resolvi fazer uma limonada e digo que ficou das boas: tirou aquele enjoo do estômago, o amargo da boca e refrescou a alma! O ser humano tem essa capacidade de transformação, graças a Deus, caso contrário, estagnados e medíocres morreríamos. Mais uma vez o tempo da quaresma e a páscoa que virá em seguida abre-me os olhos para este tema: a morte. Estou lendo um livro (A última grande lição: o sentido da vida, de Mitch Albom) enquanto amamento, precisa ver como rende leitura assim, nem eu mesma acredito! E olha que antes dele já estudei uma pancada de leis (coisa que nunca tinha visto antes… Aff!) de direito administrativo, de licitação, de noções de orçamento público, de PCCS da prefeitura para a qual trabalho a fim participar do processo de promoção por competências e habilidades, tudo isso somado às provas de títulos que poderão render uma melhora no salário, coisa que só acredito vendo, pois, cansei das promessas políticas. Depois dessa pressão toda, voltei-me para outro livro estacionado há tempos na prateleira: As crianças aprendem o que vivenciam – O poder do exemplo dos pais na educação dos filhos, de Dorothy Law Nolte e Rachel Harris. De toda essa leitura, nenhuma obra prima nem clássica, tenho tirado bastante proveito. Voltemos ao que estou lendo, ainda nas primeiras páginas: o velho professor morrendo lentamente de uma doença neurodegenerativa reencontra um ex-aluno e dão-se em lição através da mesma. A morte é o que delineia a trama, paradoxalmente, dela nascem as melhores histórias, isto é, quando se pensa no fim é dele próprio que se tem o começo ou um recomeço, assim como a Páscoa propõe aos cristãos. Veja, este blog mesmo, é fruto de refúgio dos sentimentos de perda que vivi com a morte de minha mãe em 2008, através dele pude me olhar de fora para dentro, avaliar, ponderar, extravasar!

Obrigada amigo leitor por chegar ao final do post, sei que a correria do mundo exige muito de nós todos, porém, há coisas que nos impelem a continuar, não é? Eu mesma desejo que o Viraletras complete outros aniversários e que ele frutifique tanto quanto as bênçãos de Deus permitirem.

Sejamos como as grandes árvores: lançam fortes raízes na terra, porém, crescem sempre em direção ao céu, aproveitando-se das chuvas, do calor e da luz do sol que as fazem subir mais e mais! Deixam seus galhos ao redor como "quem" deixa seus braços abertos estendidos aos que precisam de ajuda para também chegarem lá…

Fonte da imagem: Google

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Família é Tudo (de bom!)

Queridos blogueiros, amigos e amigas!

Eis-me aqui para dar a boa notícia que anteriormente havia prenunciado: minha filha nasceu no feriadão de 07 de setembro!

A data prevista era final de agosto, mas, assim como meu filho, ela não queria sair da barriga apressadamente, ambos vieram nas suas 40 semanas e 5 dias de gestação, e mesmo que a mamãe quisesse um parto normal como desejara o primogênito, novamente necessitei uma cesariana. Dele porque tive diabetes gestacional vindo um bebezão pesando 4400kg com 53cm (realmente, a natureza não ajudou nesse caso mesmo com boas contrações naquele dia!) e, desta vez, minha pequena (nem tanto assim, pois, chegou pesando 3530kg com 51cm), levou-me a um parto de urgência por conta de um sangramento proveniente de um descolamento prematuro da placenta que mais tarde me causou maior preocupação por saber da gravidade do assunto, no meu caso não houve trauma nem outra explicação plausível que se encaixasse, exceto pelos meus 36 anos (idade materna avançada?) no entanto, tudo transcorreu bem, graças ao meu bom Deus, pois, Ele não nos dá bênçãos pela metade, nos dá por inteiro e não deixou que meu parto se tornasse triste estatística médica. Orei muito pra que esta gestação ocorresse e, mesmo diante de algumas intercorrências lembrando quão frágeis somos, tive certeza de que a misericórdia divina não é falha como é a nossa fé muitas vezes diante dela.

Por essas e outras é bom pensar o quanto estamos entregues nas mãos Dele e que as mãos dos médicos e de toda equipe de enfermagem são manipuladas pela Mão Onipotente e Onipresente.

A vida nos surpreende em segundos e pode mudar drasticamente, no meu caso mudou para melhor, só fez aumentar a família e todo amor que construímos juntos dia após dia, mudou exatamente no minuto em que ouvi aquele chorinho! Junto dela chorei também como chorei com meu filho e agradeci mais uma vez o dom de ser mãe. É uma emoção indescritível, transpõe toda dor e todo sacrifício!

Só mesmo a natureza divina é capaz de se explicar através da geração da vida!

Florzinha do meu jardim, rego-te com amor!Fonte da imagem: Google (by Anne Geddes)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Paz e Bem!

Duas palavrinhas curtas que quero deixar como reflexão para época tão especial do ano e, com certeza, não porque nos lambuzamos de chocolate, bombons e trufas deliciosas (isso também pode trazer paz e fazer bem, eventualmente), no entanto, a paz e bem que quero abordar no post hoje são as que um grande e poderoso Rei, digno de toda glória e majestade, deixou de lição na pele de um simples homem, capaz de vivenciar todas as angústias e dores dos seus súditos, só assim poderia nos conhecer profundamente a ponto de perdoar os erros mais terríveis que o ser humano é capaz de cometer, mesmo após ouvir, ver, viver e experienciar tantos milagres! Sim, somos incrédulos e frágeis! Típico de quem teme chegar perto de tamanha grandeza, pois, o que esperar de alguém extremamente benevolente? Aliás, existe ou existiu pessoa assim num mundo corroído pela maldade? Seria possível Deus enviar o próprio Filho Amado porque ainda nos quer bem? Teríamos algum crédito para com o Criador diante das atrocidades que vivenciamos dia após dia? Perguntas cheias de dúvidas que se calaram no caminho do calvário, que deveriam ter apenas morrido na cruz e ressuscitadas plenas de uma única certeza: “Ele nos amou até a morte e nos trouxe vida nova ao ultrapassá-la!”, contudo, ainda assim, diante de toda trajetória de vida terrena em nosso favor, duvidamos que Jesus tenha misericórdia de nossos pecados. Duvidamos que um homem, mesmo sendo o próprio Deus, possa olhar com amor para qualquer ser decadente, corrompido pelo mundo e suas vaidades, duvidamos que Ele tenha desejado duas coisas para cada um: paz e bem.

Só isso? Poderão perguntar alguns. Entretanto digo: Tudo isso! Tudo isso que faz a diferença e que transforma a vida radicalmente. Já pensou estar em paz e estar bem? Em superar as dificuldades deste mundo, por maiores que se apresentem, só porque temos a segurança dessa paz e desse bem que nos foram garantidos por Aquele que é o Alfa e Ômega?

Pensemos…

Desejo que a Semana Santa seja, de fato, abençoada e frutifique em nossos corações muita paz e muito bem!

Tenhamos nessa Páscoa uma postura corajosa, a exemplo Daquele que mesmo temendo o cálice não o afastou de si, pelo contrário, orou para que a vontade de Deus prevalecesse acima da sua, ainda que fosse a do seu próprio Filho!

" Meu Pai, tudo vos é possível: afastai este cálice de mim. Não se faça, porém, a minha vontade, mas a vossa." Fonte da imagem: Google

terça-feira, 1 de março de 2011

Há dois anos…

…comecei a blogar, contente e timidamente… Surgiu o Viraletras!

…descobri amizades pela blogosfera, troquei visitas e comentários. Participei de blogagens coletivas!

…compreendi que escrever sempre foi meu hobby, presente desde a infância que transformei ao longo do tempo…

…há pouco mais de dois anos perdi minha mãe, entretanto, passei a ressuscitar as boas lembranças que tivemos em família e o blog foi, de início, uma válvula de escape importantíssima…

…minha sobrinhamiga “Cris” engravidou da Gabrielle e me deu a honra de ser a madrinha! Meu marido e eu temos dois afilhados maravilhosos e agora uma menina! A responsabilidade de sermos exemplos para essas crianças é muito grande, porém, a alegria é maior ainda!

Tantas coisas podem acontecer em apenas dois anos, não é mesmo? Pense um pouco na sua vida e relembre o que houve de 2009 pra cá, isso só pra começar! As boas mudanças e as nem tão boas que compõem nossa história, tão pessoal e intransferível!

Acredito que em tudo haja um propósito, especialmente nas horas difíceis, por isso é salutar mantermos a fé intacta Naquele que fez céus, terra, natureza, humanidade… Digo isso porque precisei e preciso sempre dela para dar sentido à vida, não consigo vê-la de outra forma, a ciência por si só não é capaz de dar vazão a todas as perguntas que  fazemos diariamente e mesmo com toda tecnologia, com todo avanço da medicina, ainda temos uma onda crescente de descontentamento ao redor, concorda?

Há dois anos muito aprendi contigo, com ele, com ela, comigo mesma e acima de tudo, mais ainda com o Criador do Universo e com seu Filho, Redentor dos homens. Sei que muito me falta, sou a pedra bruta que está a se lapidar pouco a pouco e, por todas essas razões eu venho dizer o quanto é bom comemorar e compartilhar enquanto há tempo, esse mesmo tempo que passa tão depressa, que é suficiente para alguns, mas pouquíssimo para tantos: 

MUITO OBRIGADA POR AINDA ESTAR NESSA JORNADA!

"Cada momento da vida é uma nova chance de Louvar ao Criador!"

Fonte da imagem: Site Cartooes

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Foi a gota d’água?

Já passou por isso?

Num belo dia, ou, certamente, num dos piores da sua vida, você estoura, extravasa com gritos e lágrimas, talvez faça um pouco menos de estardalhaço, não importa, sente que a pressão externa atingiu em cheio sua cota de paciência e de boa vontade com seus semelhantes e nada mais é possível fazer para ignorar totalmente aquele fato ou um amontoado de elementos que se ligam direta ou indiretamente ao mesmo. Pode ter sido uma única frase, um gesto ou qualquer outra coisa menos significante, não há o que nos recupere daquele momento que acostumamos chamar de “gota d’água”, não é mesmo?

E o que faz essa pequena gota nos tirar do eixo completamente, a ponto de termos que recorrer às terapias alternativas da medicina, nos agarrarmos a nossas doutrinas religiosas ou a melhor amizade antes que enlouqueçamos de verdade? Por que esse tipo de coisa acontece conosco?

Será pura falta de paciência com nosso próximo ou realmente os que nos rodeiam perderam a sensibilidade e nem se importam mais em notar o quanto precisamos de palavras menos ásperas ou de gestos menos egoístas? Qual é a dificuldade nisso tudo? Por que o ser humano não pode dizer coisas mais gentis um ao outro ao invés de simplesmente contrariar e irritar, como se quisesse, de fato, “alfinetar” por motivos nem sempre claros e evidentes? E mais, há os que dão de ombros, ignoram totalmente o que você pensa, faz ou sente. Que há de errado com as boas palavras, essas que fazem o outro se sentir melhor, mesmo que ele não esteja precisando? Que há de errado com o sentimento de superação das próprias vaidades, do doar-se, apenas se colocando no lugar daquela pessoa?

O problema, no final, não é a gotinha, pobre gota! Leva toda a fama ruim por ter sido a última da fila e, neste caso, os últimos serão os primeiros a receber a paga! O erro dessa gotinha tão insignificante foi se colocar junto das outras tantas, das inúmeras que foram se acomodando no recipiente quando já não havia mais nenhum espaço, concorda?

Muitas vezes a culpa também é nossa em deixar o recipiente transbordar, deveríamos fazer um controle da água que cai e do recipiente que a comporta, ou, pelo contrário, deixando de comportar só mais uma única “gota d’água” tudo parece ser muito maior do que é, então, nos damos conta de que todo estresse e tristeza do momento não foram provenientes apenas daquela gota e lá vêm arrependimentos, remorsos…

Volto, pois, à pergunta que intitulou o post: “Foi a gota d’água”? Teríamos mais controle sobre a vida se pudéssemos evitar uma gota dessas ou ela é realmente necessária em muitas ocasiões? Essa gota sobreviveu escondida e estancada em nós mesmos ou foi lançada de fora para dentro do nosso recipiente sem que a quiséssemos ali?

Sei que não se pode viver tranquilamente esperando que a última gotinha caia para só depois resolvermos o que poderíamos ter feito. Penso que é preferível se antecipar e adequar o tamanho do recipiente ao passo em que a água começa a vazar da torneira, ou, melhor seria se eliminássemos a torneira, porém, sem água não é possível viver!

Evitar ou não a gota d'água: Eis a questão!

Fonte da imagem: Google

sábado, 22 de janeiro de 2011

Balanço e saldão!

Que saudade da blogosfera! Não só de escrever não, de visitar meus blogs favoritos e comentá-los, infelizmente, o tempo anda curto demais, contudo, ainda hei de fazer surpresas, disso não duvido, basta esperar e confiar!

Por ora, prefiro registrar para a posteridade o que consegui com o Viraletras nos seus (quase) dois anos de existência. Creio que os que têm seus blogs o fazem da mesma forma, se não através de posts, provavelmente de outras maneiras, mas, o importante é que esse balanço seja feito e tenha, ao final, um saldo positivo!

Em 2009 escrevi muito, participei de várias blogagens coletivas e eventos, queria conhecer mais a vida e a experiência dos que blogam, sob meu ponto de vista, deixei torrentes estancadas de sentimentos e pensamentos tomarem conta do espaço, fluíram até sem rumo algumas vezes, em outras fui surpreendida pelo modo como me permiti escrever e como blogueiros absorviam o teor daqueles posts, fiquei feliz e aliviada, pois, naquele ano ainda pesavam a perda e o luto com a morte de minha mãe e essa, em especial, tenha sido a mola propulsora. Entretanto, escrever faz parte dessa blogueira desde a infância, brincar com as palavras usando de alguns recursos que a aprendizagem na faculdade me proporcionou, deixar de lado as mesmas regras e dar outros significados aos textos, enfim, tudo isso fez e continuará a fazer a diferença, continuarei amadurecendo em cada parágrafo que escrevo porque sei que nunca um é igual ao outro, embora o estilo seja delineado de alguma maneira, as mesmas palavras em um contexto específico ganham formas e significados variados, eis aí a beleza dessa arte, concorda?

Ano passado escrevi bem menos, praticamente um terço em relação a 2009 e não lamento por isso, precisei tirar o pé do acelerador e foi conscientemente. Mesmo assim, não deixei que a qualidade de meus posts também se reduzissem, pelo contrário, sempre prezo pelo melhor que ofereço, não gosto das coisas feitas ao léu. O positivo de 2010 é que me senti uma blogueira mais independente, resultado das experiências do meu primeiro ano na blogosfera, com certeza!

Não fiz grandes planos para o Viraletras em 2011, exceto o de que quero continuar escrevendo e aprendendo, lendo e comentando sempre que possível meus blogs favoritos, despertando mais a leitura e a escrita em minha vida pessoal porque é um dos hábitos que alimenta minh’alma, aliás, de 2010 pra cá tenho me empenhado em ler os muitos livros que adquiri, acho até que exagerei, porém, costumo dizer para não me colocar de frente para as prateleiras cheias de títulos que enlouqueço!(rs).

Concluindo, no geral, meu saldo está mais para credor porque tenho pautado a vida no sentido de encontrar a paz e dela colher seus frutos, pois, não importa o que fazemos, se isto não conforta, não alegra, não satisfaz, então, não valerá a pena insistirmos neste caminho.

Façamos sempre um balanço, não só dos nossos blogs, mas, de nossa vida pessoal, da carreira profissional e de tantas outras vertentes, ao contrário do que se pensa muitas vezes, teremos mais crédito do que débito. De resto, é possível (e até necessário!) mudar sempre e tudo começa assim: o que tenho, o que devo e o que excede para doar!

Na matemática da vida é preciso muito mais que uma calculadora! É preciso cabeça e coração! Fonte da imagem: Google

sábado, 20 de novembro de 2010

SAP – Síndrome da Alienação Parental: Não deixe que sua criança conviva com ela!

"Quem perde? Quem ganha? Isso é mesmo um jogo?"

Sempre quis estar perto de crianças, elas são fascinantes, cativantes e muito aprendem com aqueles que estão à sua volta. São ingênuas na essência, mas, o convívio com pessoas desequilibradas pode deturpá-las, jogando na sarjeta toda pureza da infância.

Recentemente vi em programas de TV e li pela Internet sobre a nova Lei que trata melhor de assuntos relacionados com filhos de pais separados. Sinceramente, na prática ainda acho muito cedo para dizer até que ponto a SAP será eficiente, até que ponto as crianças que sofrem desse mal conseguirão ter uma vida pacífica com suas famílias, digo “suas”, pois, desde que os pais se separam, os filhos passam a notar que existe uma e outra família, a do pai, a da mãe e, nesse momento, a unidade deixa de ser parte de suas relações familiares. É muitíssimo triste ver nos olhinhos que seu pequeno mundo está em ruínas (digo por experiência própria – vi meus pais e uma irmã se separando), obviamente, não são todos os casais que fazem da separação um momento de ruptura atroz, há alguns que têm a consideração, o respeito e, sobretudo, grande e verdadeiro amor por seus filhos, deixando de lado todas as diferenças conjugais e priorizam, desta forma, a transição para um novo modelo de família. Crianças de pais separados nem sempre precisam sofrer com todo o processo, aliás, não deveriam sofrer nunca com as perturbações próprias de um pai ou de uma mãe em desequilíbrio, poderiam ser poupadas de cenas e palavras rudes, muitas vezes até catastróficas que as marcarão profundamente para a vida toda.

Pessoas feridas tendem a se fechar para o mundo, contudo, muitas delas tendem a ferir para se sentirem bem consigo mesmas, inclusive, ferem com frequência quem mais diziam amar na vida, ferem o cônjuge, ferem suas crianças… E pergunto: a dor diminui ou evapora com essa atitude? Não! Ela só aumenta e feito vírus se espalha no outro, quem está perto se contamina com a tristeza, com o ódio, com a angústia de viver num lar marcado por discussões, gritos e até violência física. É claro que ninguém se casa imaginando que um dia a vida chegaria ao caos da separação, mas, é bom que pensem bem como reagiriam diante dos conflitos matrimoniais e, principalmente, diante dos filhos!

Sou descrente na Legislação Brasileira, ouço tantas coisas ruins, já passei por algumas também e a nova lei não me parece que sanará o problema pela raiz, mas, certamente, servirá de alerta e alento para muitas pessoas que enfrentam essa complicada situação. É um apoio aos que já não sabiam mais onde ou a quem recorrer. De fato, é preciso ser confiante, mas, não só nas letras que preenchem páginas, não só nas autoridades que legislam de acordo com essas mesmas leis, é preciso confiar que um homem e uma mulher, pai e mãe, hoje separados por motivos mil, não deixem de ver nos filhos a imagem e semelhança deles mesmos, não deixem de notar que um e outro foram e serão sempre pessoas essenciais na vida de uma criança.

O tempo pode passar, a memória pode reescrever a história e criar mecanismos de defesa dentro desses filhos, mas, nunca deixarão de perceber que falta ou que algo está em excesso em suas vidas, pode faltar amor ou pode sobrar rancor e nenhuma das duas coisas é boa para educar alguém.

Seja despojado das misérias humanas se, porventura, seu relacionamento ruir, se o “mar de rosas” se transformar num “mar de espinhos” somente. Aprenderemos com nossos erros apenas e se estivermos dispostos a isso, caso contrário, só ensinaremos aos pequenos exemplos deprimentes da falta de fé e da maneira totalmente equivocada com que “amamos” outras pessoas.

Refletindo sobre o amor ou mais propriamente sobre a deturpação dele atrás da Alienação Parental, veio-me à mente duas lembranças, uma Bíblica (linda, verdadeira e profunda!) e outra clássica da literatura que seguirão abaixo fechando este post de hoje:

O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo. O amor jamais acabará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. Com efeito, o nosso conhecimento é limitado, como também é limitado nosso profetizar. Mas, quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança. (I Coríntios 13, 4-11)

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." (Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe)Aqueles que passam por nós não vão sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós. (Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe)Fonte da Imagem: Google

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

PAZ Conciliadora!

Falar de paz parece-me algo tão complicado, especialmente quando o mundo está cada segundo mais e mais carente desse sentimento.

“Sentimento”? Será que se todas as pessoas sentissem a paz dentro de si as coisas estariam do jeito que estão ou do jeito que já foram quando estouraram guerras mundiais?

Sentir paz garante que tenhamos paz? Por muitas vezes estive em paz, porém, do lado de fora não havia nenhuma. Por quê? Penso que a falta de paz do outro acabava invadindo a minha calmaria e bagunçava com tudo! De quem seria a culpa? Dele porque me incomodava com seu desassossego ou minha porque me fechava em concha para o resto do mundo? Estaria eu vivendo um tipo de paz egoísta, então? Ou o outro estaria desprovido de algo que ele nem sequer desejaria sentir?

Trabalho diariamente com muitas pessoas, algumas nunca vi na vida, outras vejo toda santa hora e noto que a sensação de paz aparece sempre nas mesmas pessoas enquanto em outras a paz é inexistente, pelo contrário, travam batalhas e até verdadeiras guerras contra si e, lógico, contra os que estão à volta. Parece que sentir ou ter paz está relacionado com nossa disposição diante da vida, isto é, se eu me prontifico a ser “da paz”, provavelmente, minhas atitudes refletirão isso e não digo que ser “da paz” signifique ser “mosca morta”, hein! Nada disso! Talvez por essa razão muita gente menospreze quem seja conciliador, quem busque a paz em si e a transmita aos demais como o fez Mahatma Ghandi (1869-1948), por exemplo, que mesmo não tendo se valido de armas nem de atos violentos, conseguia apoio e adesão nas suas lutas, por isso lutar também não precisa, necessariamente, ser um ato de rebeldia, não precisa estar atrelado a nenhum tipo de arma que fira fisicamente outras pessoas, e muito menos, não precisa de armas psicológicas, que coagem, que humilham e deturpam a dignidade, em certas ocasiões ferem mais que um tapa!

A paz conciliadora que propus é aquela que precisa ao menos de dois lados para que, de fato, reine harmonia em mim, em ti, em nós.

Jesus, o Filho de Deus, alguém que experimentou e viveu neste mundo sabia o que estava dizendo aos apóstolos:“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!(Jo 14,27).”

A paz que nos é dada pelo mundo está muito aquém da paz que Cristo estava deixando, por isso muitos procuram por esta última como quem busca um tesouro no fim do arco-íris, afinal, já devem ter experimentado a paz do mundo que não lhes satisfez plenamente.

Desejo que cada ser humano experimente a paz que não se abala com o barulho lá de fora, que não se fecha em si mesma, ao contrário, está voltada 360° para o próximo porque só assim a Paz Conciliadora pode sobreviver.

Este texto faz parte do Blog Blast for Peace promovido por Mimi Lenox.

“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!(Jo 14,27).”

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Con-julgando o verbo Professa(o)r!

Eu brincava de professora quando criança

Tu duvidavas que esse sonho se realizasse

Ele ria porque não entendia tal desejo (professora?!)

Nós conquistávamos lugares ao sol!

Vós conquistáveis também e cada um seguia seu rumo

Eles titubeavam, enquanto eu, finalmente, recebia meu diploma após árdua jornada entre trabalho e estudo


Eu persisti, ainda, por um bom tempo no mesmo sonho

Tu desististe logo no primeiro obstáculo!

Ele desistiu, não por vontade própria, mas porque a vida lhe foi ceifada muito cedo

Nós continuamos, saudosos, não derrotados!

Vós descobristes carreiras mais atraentes

Eles estacaram no ponto em que estavam. Pena!


Eu aprendi muitas lições com meus mestres e contigo

Tu aprendeste com eles e também comigo!

Ele desdenhou do magistério; cursou Direito, Medicina, Odontologia… (oferecem “status” e pagam melhor!)

Nós insistimos na vocação, por mais dura que fosse!

Vós trocastes ideais por estabilidade financeira

Eles ignoraram a realidade do país, por completo!


Eu resolvi deixar este sonho pelo caminho, elaborei novos!

Tu criticaste tão somente o governo, a escola, os professores. Isso basta?

Ele culpou a si porque teve dinheiro e nenhuma alegria

Nós contornamos dificuldades e tentamos soluções plausíveis

Vós endurecestes o coração!

Eles ofereceram sempre menos aos educadores!


Eu, tu e ele fomos seus alunos um dia!

Nós devemos respeito e consideração, pelo menos!

Vós devestes se envergonhar pela falta de incentivo

Eles fizeram o mínimo e esperaram o máximo dos professores


Eu sinto que sou professora no coração, embora tenha deixado o sonho de infância para trás

Tu precisas enaltecer este 15 de Outubro!

Ele reconhece que sem bons professores ninguém chegaria a “alguém”

Nós acreditamos que é possível melhorar o nível da educação porque sem ela nada muda, tudo atrofia!

Vós fechais os olhos, mas, muitos os mantêm bem abertos para educar nossas crianças!

Eles desprestigiam a classe com baixos salários e promessas vazias, mas, PROFESSORES JAMAIS DEIXAM DE ENSINAR NOSSOS FILHOS E DEDICAM VERDADEIRO AMOR À VOCAÇÃO!

PARABÉNS A VOCÊ PROFESSOR E PROFESSORA!

Fonte da imagem: Google

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

30 de setembro – Dia da Bíblia: “Uma gota do saber a cada dia!”

"A Bíblia é a Palavra de Deus semeada no meio do povo!"Fonte da Imagem: Dreamstime.com

Livro de cabeceira para ser lido antes de adormecermos, todavia, em qualquer momento, para ser meditado, pesquisado com curiosidade e vontade de aprender, livro para muito ser folheado, em horas felizes, em horas sombrias…

Lá podemos “conversar com Deus”, encontramos textos dos mais variados, com exortações para o bem viver, com puxões de orelhas dos mais severos, com motivos de alegria e gratidão, com parábolas repletas de milagres e muita esperança. A Bíblia é uma verdadeira biblioteca em mãos, a palavra vem do grego biblos e significa livros.

A história humana, desde sua gênese até o seu findar, nela consta. Crianças podem se interessar e se encantar com a enorme Arca de Noé e seus animaizinhos aos pares; pela façanha de Moisés atravessando o mar com o povo hebreu; pelo profeta Jonas que foi engolido por uma baleia e devolvido são e salvo; podem gostar muito de ouvir que Jesus as considerou imensamente importantes e lhes teve gesto de carinho: “Deixai vir a mim as criancinhas, não as impeçais…”(Lc 18,16);enfim, podem aprender a amar e respeitar o próximo. Entretanto, nós, quando deixamos de ser pequeninos, crescemos não só fisicamente, mas sobretudo, na descrença, na dúvida, na comparação, na soberba, na falta de amor e fé, nos deixamos iludir porque supomos explicar e provar tudo cientificamente, que para tudo existe lógica e racionalismo, que é dificílimo, quiçá inexplicável, seguir os exemplos de um homem que se deixou crucificar para expiar os pecados de toda humanidade corrompida.

Muitas palavras para serem absorvidas, abstraídas, termos difíceis, outros tão simples e fáceis de interpretar, porém, não basta apenas sua leitura, é imperativo sentir e interagir com a Força Divina. Quão pueris, feito filhos mesmo que somos, nos colocamos diante da Sagrada Escritura e ficamos como quem muito precisa aprender desse mundo imenso. Recordo alguém dizendo: “Devemos absorver a Bíblia uma gota a cada dia…” e concordo porque sei que o oceano que nela existe poderia nos afogar subitamente, entretanto, em doses homeopáticas pode curar dores que nem mesmo os médicos mais capacitados conseguem.

"Devemos orar, não até Deus nos ouvir, mas até que possamos ouvi-lo." (desconheço a autoria)

Ah! Você busca algo além do óbvio? Além do que a rotina é capaz de oferecer, mesmo com toda tecnologia? Então, juntemo-nos nessa corrente em busca da verdadeira sabedoria, não a que pode nos fazer melhores e maiores na ferrenha competição humana, mas, a que pode nos trazer a serenidade.

Fonte da Imagem: Dreamstime.com

Quantos tentam decifrá-la feito enigma do universo, quantos a usam como pretexto dentro de determinados (e convenientes) contextos? Quantos a ignoram totalmente e ainda assim milhares são vendidas?

Mesmo praticando doutrinas diferentes, professando a fé de modos peculiares na busca pela verdade e pela paz, sem o mínimo de amor ao próximo tentaremos preencher espaços em vão ou para ser mais exata em minha paráfrase, devo citar:

 Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.”

(I Coríntios 13,2)

sábado, 14 de agosto de 2010

Alguns têm mesmo pouco a dizer… (um desabafo)

Sou a tagarelice em pessoa, herdei isso de algumas tias “faladeiras” do lado materno, e pior, necessito gesticular mãos, braços e, por vezes, todo o corpo, gene paterno de descendência italiana. Tentei e tento sempre aperfeiçoar-me vida afora, porém, noto que muita gente se incomoda e procuro logo tomar meu “semancol” antes que fique chateada comigo mesma e com quem eu esperava trocar mais que meia dúzia de palavras pobres, monossilábicas… Penso que mais lucraria se tivesse nascido nipo-descendente, aprendido o dom do menos falar ou de falar o estritamente necessário, no melhor estilo oriental. Mas, quem escolhe esse tipo de coisa? Provavelmente, nem meus pais.

Gosto de quem tem mais a dizer, de quem recorda experiências vividas, assistidas ou lidas, de quem prefere compartilhar algo por pequenino que pareça, de quem ensina enquanto aprende, de quem aprende ensinando, de quem se mostra sem medo de parecer só mais um curioso ou ignorante. Posso estar redondamente enganada, mas, imagino que cresçamos melhor assim uns com os outros. Eu não preciso passar por determinadas situações para saber que não me farão bem, nem usar drogas para ter a certeza de que prejudicarão a minha saúde, então, eu ouço, eu leio, eu observo… Converso sobre mil coisas se o interlocutor permitir e se ele também quiser ampliar a prosa, acho ótimo! Se estivermos sintonizados o assunto pode ir longe, enfim, há que se respeitar e perceber a necessidade das pessoas ao redor, desde que haja o mínimo de palavras trocadas e uma certa intuição também para ajudar na leitura corporal. Não devo esperar que gostem dos meus trejeitos, do timbre da minha voz e tampouco dos mesmos temas que, para mim, podem ser importantíssimos.

Reconheço que pessoas têm particularidades no agir e no falar, procuro compreender, procuro manter distância quando e sempre que necessário, abrir espaços, criar alguma possibilidade de interação, afinal, somos livres até que se prove o contrário, ninguém deve obrigar ninguém a nada, ninguém é detentor único da verdade e da sabedoria, pelo menos neste mundo.

O que me espanta, o que me intriga profundamente é que alguém com quem você cresceu e apesar de não ser nada afinado com teu mundo, contudo, tendo passado por várias e fortes experiências em família hoje tenha muito menos a dizer do que quando éramos apenas crianças ou jovens cheias de ilusão.

Sei, sei… Pessoas mudam, pessoas se mudam, se isolam e essas coisas aconteceram quase simultaneamente entre mim e minha irmã. Lamento que não consigamos mais quebrar a dura casca que se formou ao longo dos anos, por mais que eu tente puxar assunto como se diz, por mais que eu crie motivos para que as palavras proliferem e tomem forma de diálogo, mesmo que sejam via e-mail devido à distância, enfim, resolvi que o desgaste não vale mais o esforço, que é muito triste a gente falar com o próprio eco porque um certo coração retirou toda mobília, toda lembrança, toda consanguinidade que podia fazer alguma diferença nesse espaço.

Quem sabe amanhã eu tenha alguma surpresa? Quem sabe eu receba de volta algum e-mail com respostas às diversas e inúmeras perguntas que fiz? Quem sabe eu receba algum comentário, por mais curto que seja daquela recordação de família que gravei em DVD, com tantas fotos da infância, dos encontros, da nossa falecida mãe? E nem espero que leia algo do blog, seria pedir demais depois das tentativas frustradas nos aniversários de nascimento e falecimento da nossa mãe. Que seja lá mesmo pelo tal do Orkut, com frases mais que sucintas e impessoais… Quem sabe dessa maneira eu entenda por que somos e fomos sempre muito diferentes e mesmo assim tentei que fôssemos normais?

Que bom meu irmão representar o oposto desse desencontro para não me sentir o elo frágil da corrente,  apenas a irmã mais velha e cheia de manias, a “mandona”, a “chata”, a “sabichona”, a “certinha”, enfim, já estou desencanando e aprendendo, realmente, algumas pessoas têm mesmo muito pouco a dizer ou nem isso umas as outras.

"O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença." (Érico Veríssimo) Fonte da Imagem: Google

sábado, 8 de maio de 2010

Próxima parada: Maternidade! Quem embarcar não desce mais…

Definir o “ser mãe” é algo que beira o superficial quando proposto apenas em palavras. Amo as palavras, elas nos ajudam de tantos modos que não sei se conseguiria viver sem, não imagino o mundo de outra maneira, porém, dizer o que significa a maternidade é quase impossível se as palavras ditas ou escritas não se conectarem de um jeito todo especial com essa realidade. Eu digo que quero amamentar, proteger, cuidar, corrigir, amparar, educar, aconselhar, amar e tantos outros verbos repletos de bons conceitos, de  atitudes positivas, de algo maior que nós mesmas…

São palavras que ganham significado específico a partir do momento em que temos nos braços aquele pequenino ser, indefeso e ingênuo – um anjinho! Sim, bebês são anjos para mim, acredito que sejam para todas as mães, pois, naquele instante no qual se costuma dizer “agora a ficha caiu! Sou mãe! Como faço?”, existe dentro de cada mulher disposta a aceitar essa dádiva uma força propulsora que é despertada com o nascimento, até então a gravidez é um período de transições, de ansiedades, de preparo, mas, não se compara com o que acontece depois dela. Mesmo a mais consciente, a mais instruída, a mais forte das mulheres tende a se desequilibrar, a perder o chão, a temer tudo e todos quando assume tão importante papel tornando-se mãe. Milhões de dúvidas e preocupações em cada passo, entretanto, aquela criança consegue trazer paz e alegria em meio a isso! Estranho que num minuto tudo pareça caótico, especialmente quando estreamos esse papel, e no minuto seguinte as coisas encontrem seu lugar.

Gostaria de definir com palavras os sentimentos que invadem nosso ser, contudo, são tantos e tão variados que sem uma alegoria seria difícil e, nesse ponto, penso que ser mãe é embarcar numa montanha-russa readaptada! Com altos, baixos, loops, ziguezagues, trechos sinuosos, além de  muitos em linhas retas e tranquilas! Por vezes levamos sustos enormes com solavancos inesperados, e ai daquelas que não puserem o cinto de segurança! Em outras somos levadas pela emoção, soltamos os braços e gritamos, descabeladas, feito loucas! Só não enfartamos com tudo isso porque descobrimos que há trechos de calmaria nessa montanha-russa, revigorantes e até relaxantes, em que é possível sentir a brisa ao invés das rajadas de vento, e, exatamente por conta deles, nos recompomos, ajeitamos a cabeleira, respiramos fundo e nos preparamos para a próxima volta, já que sabemos, depois de algumas experiências, como é enfrentar essa viagem. Subiu? Não tem volta, hein! Tem quem queira até repetir a dose mais de uma vez! Tem quem ache o brinquedo sem graça e não queira embarcar, mas, quem pôde tem uma visão bem diferente do mundo, visto através de outros olhinhos!

Desejo a cada mamãe um dia muito feliz, aliás, muitos dias felizes! Aproveite bem o embarque!

Vamos nessa!!!Uhuuuu!!!

"A emoção de SER MÃE é uma inexplicável aventura!" Fonte da imagem: Google

sábado, 1 de maio de 2010

Trabalhador: rima melhor com labor ou com amor?

“O que eu faço é uma gota no meio de um oceano. Mas, sem ela, o oceano será menor.” – Madre Teresa de Calcutá

Creio que essa citação resume, em partes, minha visão no mundo enquanto trabalho. Noto que muita gente trabalha mecanicamente, mal se dá conta da própria importância naquele momento para determinadas pessoas e, trabalhar a contragosto ou por simples necessidade monetária sem pensar nisso é deixar uma boa parte da vida passar em branco e tristemente. Dinheiro é fundamental para a subsistência, nem sempre para preencher nossa complexa existência.

Tive alguns empregos ao longo da vida: secretária de advogado; auxiliar de escritório numa ótica, onde também exerci funções de caixa, vendedora e estoquista; auxiliar de ensino e, há quase doze anos, continuo no serviço público. Por vezes me pergunto: Será que envelhecerei fazendo a mesma coisa? Terei estômago de aço para suportar mais as dificuldades que a cada dia ganham proporções inimagináveis ao meu redor? Garanto, em cada um deles dei o melhor de mim e quando meu melhor não estava comigo, resolvia que era hora de mudar.

Comumente algumas pessoas tendem a jogar sobre o funcionalismo público (especialmente sobre aqueles que encontram pela frente!) toda sua revolta e amargura pelas dificuldades enfrentadas no dia a dia, seja culpa das autoridades ou nem sempre por isso, pode ser que naquela circunstância as coisas não tenham dado tão certo para elas e pronto! Dizem coisas que elas mesmas não gostariam de ouvir em seu ambiente de trabalho, com certeza! Há quem até volte atrás e se desculpe.  Existe, via de regra, uma depreciação generalizada do que eu e outros colegas fazem com dedicação e extrema responsabilidade; isso deve-se ao fato de uma minoria, corrupta e indiferente, muito bem remunerada, diga-se de passagem, manter-se distante da verdadeira realidade que, nós, funcionários da base, vivenciamos diariamente.

Em contrapartida, ainda que em raríssimos casos, há pessoas que reconhecem e tornam público o seu apreço por nossos esforços como foi o caso de um paciente nessa semana, que dia após dia tem comparecido para realizar curativos em seu braço; ele escreveu uma pequena carta agradecendo o carinho com que o tratamos todas as vezes em que precisou de nosso trabalho e conseguiu nos arrancar lágrimas. Deixamos a referida cartinha pendurada, como um lembrete de que vale a pena continuarmos, apesar das adversidades enfrentadas.

Todo trabalho é recheado de prós e contras, não vejo um que traga apenas benefícios, mas, a maneira como  vemos e lidamos com qualquer coisa que nos propomos realizar faz toda diferença, tanto, que deixamos transparecer aos outros: estando fatigados e desmotivados, provável que nossas feições denotem tristeza e/ou mau-humor, e, ao contrário, estando receptivos e conscientes da nossa importância, certamente, nosso semblante dirá  que podemos ser via de acesso e de bons resultados. Vejo isso na prática. Aprendi, portanto, que devo estar envolvida com o outro e com o meu trabalho, que sou também uma gota no oceano com a qual Madre Teresa se comparava, porém, que não a deixou impotente diante das mazelas humanas que enfrentava, aliás, a fez tão forte que se tornou exemplo da dignidade humana no trabalho que realizou.

Você pode pensar que seu trabalho nada vale, mas alguém pode precisar muito dele, especialmente, quando o faz com o coração!

“O que eu faço é uma gota no meio de um oceano. Mas, sem ela, o oceano será menor.”

Fonte da imagem: Google

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Gripe A (H1N1) – Novo round e histórias!

Quem já me acompanha sabe que em julho passado fiz dois posts falando dessa epidemia, e, trabalhando na área da saúde é difícil não dizer ou escrever absolutamente nada sobre o assunto, por mais cansativo e batido que esteja sendo, e coloque cansativo nisso, aliás, exaustivo. Entretanto, faz parte de toda campanha de vacinação esse ritmo frenético, pelo menos por aqui, imagino que no restante do Brasil seja da mesma maneira.

Uma coisa interessante é notar a presença das pessoas com suas dúvidas e, principalmente, com seus medos: umas porque podem receber a vacina, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, e acabam não fazendo por temerem reações adversas; outras porque não se enquadram nestes critérios e gostariam de receber a dose, sentindo-se, desse modo, mais protegidas contra a doença. As coisas mudam rapidamente, portanto, atente-se, pois, quem não foi contemplado pode vir a ser e a mídia deverá divulgar.

Há e-mails circulando, há notas em blogs e sites, há pessoas até discutindo com funcionários acusando os mesmos de estarem aplicando “mercúrio” para causar assassinato em massa a mando das autoridades!

Eu fui vacinada e estou aqui para contar essa e outras histórias (se Deus permitir, claro!). Meu braço ficou doloridíssimo no dia da aplicação, no dia seguinte estava tudo bem, nenhum sintoma extra, porém, há profissionais da saúde que tiveram reações esperadas e sabidas, como febre e sintomas relacionados ao quadro gripal. Há colegas que nem sentiram aquele meu dolorido… Então, não há como saber a reação individual previamente, exceto em casos de pessoas que já tenham um histórico de contraindicação médica para determinados remédios e vacinas.

Como sabemos, ao longo da história da humanidade, num primeiro momento o medo do que é novo tende a se sobrepor, até mesmo sobre as mentes mais esclarecidas, centradas e conscientes da situação (como foi o meu caso e de outros trabalhadores da saúde, com certeza, pois, fomos os primeiros da fila e não havia ninguém para contar essa história a nós, soldados da linha de frente… ai Jesus!). Passado o susto, restou-nos dali por diante enfrentar o medo dos próximos: gestantes, crianças, doentes crônicos e por aí vai - e estamos indo, sem maiores obstáculos, exceto o próprio medo de cada um e sobre o qual nenhuma outra pessoa é capaz de interferir plenamente, a não ser o próprio indivíduo.

Por falar em medo, aqui abro um parênteses para um bom puxão de orelhas na faixa etária dos 20 aos 29 anos – decepcionaram em dois sentidos: não levam o cartão de vacinas (diga-se de passagem é UM DOCUMENTO IMPORTANTE, CIDADÃO!) e só procuram as unidades de saúde por causa da pressão, seja da própria sociedade, família ou da mídia. Aproveitamos, como bons funcionários que somos, para colocar o esquema vacinal desses jovens em dia, isto é, sob muitos protestos e queixas de “ai, vai doer?”, “é de agulha?”, “pode ser de gotinha?”, “só quero a H1N1… tetânica, febre amarela, rubéola não!” e assim muitos e muitos deles enlouqueciam e nos levavam à loucura junto!

As pessoas precisam entender que não se fica doente só da gripe A (H1N1) porque ela está em evidência, obviamente a epidemia deve ser contida de todos os lados, entretanto, façamos um alerta para tantas doenças e para as quais existe a PREVENÇÃO. Fazendo uma comparação, a grosso modo, quando a poliomielite devastava a vida de famílias com a paralisia, imagino que fosse semelhante ao drama de pessoas que tiveram parentes acometidos com a gripe A (H1N1) num estágio já avançado: O que fazer? Tem cura? Tem remédio? Tem retorno? Por que as autoridades não fazem algo?

Surgiram campanhas e até hoje elas existem no combate à paralisia infantil, não é? Digo que ainda há mães e pais que deixam passar essa oportunidade, mesmo com tanta divulgação, mesmo que façamos campanhas todo santo ano! Com as outras campanhas, idem! O fato de certas doenças terem diminuído nas estatísticas e não constarem no noticiário não quer dizer que sumiram do mapa! Agora o caso é com a Influenza H1N1 e Deus sabe lá o que pode surgir de novo, porém, o ciclo deverá ser o mesmo: muitos infectados, mortes, mobilização da mídia, indignação da população ao ver a medicina tão avançada sem dar conta em tempo real dos surtos, falta de governabilidade…

Logo aparecem as vacinas preventivas e… Bom, essa história eu já contei!

A informação é sua maior aliada!

terça-feira, 16 de março de 2010

Lamento e não lamento

Lamento, caso você não queira ler…

Não lamento caso se arrisque daqui por diante.

A vida é feita dessa dualidade (Eclo 33,15), sabe?

Eu sabia e só venho confirmando mais e melhor de tempos em tempos. E por falar em tempo, faz tempinho que não lamento a perda da mãe aqui no blog, porém, às vezes é saudável lamentar discretamente, veladamente, conscientemente. A mim ajudou bastante e continua a me fortalecer. Não vivo a me lamentar, saiba!

Lamentarei muito se este meu momento se tornar ridículo e duramente lamentável visto sob outros aspectos que não intento suscitar nesse post.

Hoje a mãe completaria 61 anos se estivesse viva, mas, há um ano, quatro meses e dez dias ela nasceu para seus três filhos de um jeito diferente, doloroso ao extremo no começo, talvez como deva ser a nossa própria chegada ao mundo, daí aquele choro, aquele temor do recém-nascido… Coloco-me a pensar: Será que ela chorou ou sorriu? Ou será que está adormecida feito embrião? Mil pensamentos percorrem essa mente que vos escreve e não lamento se as respostas forem mais estranhas que as perguntas, nem se sequer houver respostas…

Lamento que minha mãe não esteja aqui para eu presenteá-la, costumeiramente, com aquela blusinha linda, tamanho P, que ao experimentar ficava sempre grande e eu dizia: mãe, vou comprar suas roupas na seção infanto-juvenil! ou, para não correr o risco, um perfume ou bijuterias  que ela gostava, era vaidosa, apesar da tristeza que muitas vezes se tornou a fragrância e o adorno de seus dias.

Não lamento que tudo tenha acontecido tão rápido, abreviando seu sofrimento com o câncer e contra ele, não lamento porque ainda assim tive tempo de ficar mais próxima, meus irmãos também puderam, mesmo morando um pouco mais distantes de nós. Não lamento que eu tenha acariciado seus cabelos e beijado sua fronte nos momentos de dor; não lamento que tenha ao menos conhecido um tratamento alternativo e que não houve tempo para começá-lo; não lamento que eu tenha chorado e me desesperado enquanto trabalhava, tentando ser profissional ouvindo a lamentação alheia; não lamento que eu tenha ficado alguns poucos dias de licença ajudando a tia, irmã da mãe, se bem que esse anjo caído do céu nem precisou muito, ela sabia bem o que estava fazendo o tempo todo, chamou pra si a responsabilidade de cuidadora e o fez com louvor; não lamento ter ficado junto dos irmãos, da tia e do meu esposo no momento derradeiro.

Lamento sim, por pessoas que não puderam se despedir de seus entes queridos como eu pude, mesmo com meu coração em frangalhos, estive consciente e ciente desde que soubemos que ela enfrentaria seu maior medo e o fez com bravura, devo dizer. Lamento que muitos de nós não consigam nem se lamentar, que escondam sentimentos sob uma grossa casca de orgulho ou seja lá o que for…

Lamento que você também tenha perdido alguém e sinta saudade, só não lamento que outros tenham a dádiva do dia de hoje e possam comemorar, possam, inclusive, se lamentar como eu! Por isso, não lamento minhas lamentações, pois, fizeram-me mais gente.

Como eu gosto de uma boa prosa, provável que tenha “puxado à mãe” nesse quesito, o netinho aí junto dela também, fala feito matraquinha e os dois se davam bem por isso, era um converseiro, ele bagunçando os cabelos da avó, ela ria feito criança com a peraltice… Não lamento momentos assim que ficaram registrados na mente e no coração.

Mãe, esteja na Paz de Nosso Senhor!Imagem: arquivo pessoal (não autorizada a sua reprodução)

E você?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Blogar é…

Ler poemas, histórias (reais, imaginárias ou um misto de ambas) e fatos marcantes do cenário local, do país e do mundo…Informação: informa, forma, ação!

Expor frases, poemas ou citações com os devidos créditos, respeitando assim a obra de outros, lembrando que tudo pode ser lido, nem tudo pode ser copiado…Não esqueça de ler as letras miúdas do contrato! 

Produzir os  próprios textos…Cabeça e coração fazem do blog a sua cara!

Submeter-se à avaliação alheia…Não se deixe intimidar!

Comentar os posts dos amigos ou de quem simplesmente visitamos… Foi bom lê-lo! Gostei!

Trocar ideias com quem se identifica, descobrindo e pensando novas coisas…"Uma andorinha só não faz verão!" 

Rir e se emocionar com o que encontramos produzido pelos blogueiros…Humana natureza!

Perder-se navegando por vários posts e, curiosamente, encontrar-se neles…Estamos no labirinto ou ele está em nós?

Apesar de parecer complicado, podemos fazer parte…Onde você se enquadra? Arrisque-se! Descubra-se!

Para mim Blogar é isso e a cada dia descubro que pode ser muito mais. E para você? O que “blogar é”? 

Este texto partiu da pergunta feita pela Vanessa do Fio de Ariadne: “Por que você tem um blog?”.

Fonte das Imagens: Stock Photo