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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

PAZ Conciliadora!

Falar de paz parece-me algo tão complicado, especialmente quando o mundo está cada segundo mais e mais carente desse sentimento.

“Sentimento”? Será que se todas as pessoas sentissem a paz dentro de si as coisas estariam do jeito que estão ou do jeito que já foram quando estouraram guerras mundiais?

Sentir paz garante que tenhamos paz? Por muitas vezes estive em paz, porém, do lado de fora não havia nenhuma. Por quê? Penso que a falta de paz do outro acabava invadindo a minha calmaria e bagunçava com tudo! De quem seria a culpa? Dele porque me incomodava com seu desassossego ou minha porque me fechava em concha para o resto do mundo? Estaria eu vivendo um tipo de paz egoísta, então? Ou o outro estaria desprovido de algo que ele nem sequer desejaria sentir?

Trabalho diariamente com muitas pessoas, algumas nunca vi na vida, outras vejo toda santa hora e noto que a sensação de paz aparece sempre nas mesmas pessoas enquanto em outras a paz é inexistente, pelo contrário, travam batalhas e até verdadeiras guerras contra si e, lógico, contra os que estão à volta. Parece que sentir ou ter paz está relacionado com nossa disposição diante da vida, isto é, se eu me prontifico a ser “da paz”, provavelmente, minhas atitudes refletirão isso e não digo que ser “da paz” signifique ser “mosca morta”, hein! Nada disso! Talvez por essa razão muita gente menospreze quem seja conciliador, quem busque a paz em si e a transmita aos demais como o fez Mahatma Ghandi (1869-1948), por exemplo, que mesmo não tendo se valido de armas nem de atos violentos, conseguia apoio e adesão nas suas lutas, por isso lutar também não precisa, necessariamente, ser um ato de rebeldia, não precisa estar atrelado a nenhum tipo de arma que fira fisicamente outras pessoas, e muito menos, não precisa de armas psicológicas, que coagem, que humilham e deturpam a dignidade, em certas ocasiões ferem mais que um tapa!

A paz conciliadora que propus é aquela que precisa ao menos de dois lados para que, de fato, reine harmonia em mim, em ti, em nós.

Jesus, o Filho de Deus, alguém que experimentou e viveu neste mundo sabia o que estava dizendo aos apóstolos:“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!(Jo 14,27).”

A paz que nos é dada pelo mundo está muito aquém da paz que Cristo estava deixando, por isso muitos procuram por esta última como quem busca um tesouro no fim do arco-íris, afinal, já devem ter experimentado a paz do mundo que não lhes satisfez plenamente.

Desejo que cada ser humano experimente a paz que não se abala com o barulho lá de fora, que não se fecha em si mesma, ao contrário, está voltada 360° para o próximo porque só assim a Paz Conciliadora pode sobreviver.

Este texto faz parte do Blog Blast for Peace promovido por Mimi Lenox.

“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!(Jo 14,27).”

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

30 de setembro – Dia da Bíblia: “Uma gota do saber a cada dia!”

"A Bíblia é a Palavra de Deus semeada no meio do povo!"Fonte da Imagem: Dreamstime.com

Livro de cabeceira para ser lido antes de adormecermos, todavia, em qualquer momento, para ser meditado, pesquisado com curiosidade e vontade de aprender, livro para muito ser folheado, em horas felizes, em horas sombrias…

Lá podemos “conversar com Deus”, encontramos textos dos mais variados, com exortações para o bem viver, com puxões de orelhas dos mais severos, com motivos de alegria e gratidão, com parábolas repletas de milagres e muita esperança. A Bíblia é uma verdadeira biblioteca em mãos, a palavra vem do grego biblos e significa livros.

A história humana, desde sua gênese até o seu findar, nela consta. Crianças podem se interessar e se encantar com a enorme Arca de Noé e seus animaizinhos aos pares; pela façanha de Moisés atravessando o mar com o povo hebreu; pelo profeta Jonas que foi engolido por uma baleia e devolvido são e salvo; podem gostar muito de ouvir que Jesus as considerou imensamente importantes e lhes teve gesto de carinho: “Deixai vir a mim as criancinhas, não as impeçais…”(Lc 18,16);enfim, podem aprender a amar e respeitar o próximo. Entretanto, nós, quando deixamos de ser pequeninos, crescemos não só fisicamente, mas sobretudo, na descrença, na dúvida, na comparação, na soberba, na falta de amor e fé, nos deixamos iludir porque supomos explicar e provar tudo cientificamente, que para tudo existe lógica e racionalismo, que é dificílimo, quiçá inexplicável, seguir os exemplos de um homem que se deixou crucificar para expiar os pecados de toda humanidade corrompida.

Muitas palavras para serem absorvidas, abstraídas, termos difíceis, outros tão simples e fáceis de interpretar, porém, não basta apenas sua leitura, é imperativo sentir e interagir com a Força Divina. Quão pueris, feito filhos mesmo que somos, nos colocamos diante da Sagrada Escritura e ficamos como quem muito precisa aprender desse mundo imenso. Recordo alguém dizendo: “Devemos absorver a Bíblia uma gota a cada dia…” e concordo porque sei que o oceano que nela existe poderia nos afogar subitamente, entretanto, em doses homeopáticas pode curar dores que nem mesmo os médicos mais capacitados conseguem.

"Devemos orar, não até Deus nos ouvir, mas até que possamos ouvi-lo." (desconheço a autoria)

Ah! Você busca algo além do óbvio? Além do que a rotina é capaz de oferecer, mesmo com toda tecnologia? Então, juntemo-nos nessa corrente em busca da verdadeira sabedoria, não a que pode nos fazer melhores e maiores na ferrenha competição humana, mas, a que pode nos trazer a serenidade.

Fonte da Imagem: Dreamstime.com

Quantos tentam decifrá-la feito enigma do universo, quantos a usam como pretexto dentro de determinados (e convenientes) contextos? Quantos a ignoram totalmente e ainda assim milhares são vendidas?

Mesmo praticando doutrinas diferentes, professando a fé de modos peculiares na busca pela verdade e pela paz, sem o mínimo de amor ao próximo tentaremos preencher espaços em vão ou para ser mais exata em minha paráfrase, devo citar:

 Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.”

(I Coríntios 13,2)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Tertúlia Virtual - Tema Livre


Escolhe!

Nasci...
Cresci...
Tornei-me homem...
Doravante livre arbítrio:

Se lembro ou esqueço,
Se esfrio ou aqueço,
Se desvio ou endereço,
Se sorte ou insucesso,

Se fracasso ou venço,
Se falo ou penso,
Se mantenho ou apresso,
Se suficiente ou excesso,

Se ignoro ou enterneço,
Se fragilizo ou fortaleço,
Se libero ou impeço,
Se omito ou confesso,

Se inerte ou propenso,
Se calmo ou tenso,
Se desobstruo ou tropeço,
Se admito ou despeço,

Se correto ou avesso,
Se singelo ou adereço,
Se tranquilo ou possesso,
Se militante ou egresso,

Se calo ou expresso,
Se contínuo ou recesso,
Se prossigo ou recomeço...

Não importa!
E quem as decidirá senão eu mesmo?
Posso conferir a outrem tão árdua tarefa?
O tic-tac do relógio apressa!
Sem hesitar me convenço!
Por fim,
Se há prejuízo ou ganho,
Se saio intacto ou me arranho,
A escolha ainda é minha!


Fonte de imagens: Google

sexta-feira, 10 de julho de 2009

REFLEXÃO - Sucesso e Sucesso

"O caminho mais curto para o sucesso é sempre tentar mais uma vez."
Thomas Edison


Há algum tempo postei uma interessante história de Thomas Edison e essa citação anterior tem muito do que existiu naquela situação e tem conexão com o que vislumbrei hoje para minha postagem: o que é sucesso? se é feliz com ele, sem ele? existe um preço a pagar? sucesso independe de glamour e dinheiro? é possível ter sucesso em todos os aspectos da vida, inclusive nos pessoais?
Atualmente o mundo tem visto noticiar insistentemente a trajetória do rei do pop Michael Jackson. Também ele teve sua história de sucesso, porém, agregada aos infortúnios da vida particular, que iniciou logo na infância e culminou no uso desregrado daquilo que o mataria ainda jovem, afinal, há tantos exemplos de celebridades que já passaram dos 50, 60, 70 e por aí afora, não? Pena mesmo um talento daquela magnitude ter ficado pelo caminho.
Acredito eu, a geração que o acompanhou em sua ascensão, sentindo o impacto de seus altos e baixos e o viu terminar de modo súbito e, aparentemente, evitável (a morte muitas vezes é assim, sempre se quer justificá-la até que se converta, de algum modo, em vida novamente, até que a dor alivie aqui dentro...) deve questionar muito o que houve, passei por isso com minha mãe e não é estranho entender o choro dos fãs, até o desespero de alguns.
É compreensível a dor, não a menosprezo. Dor e sentimento não se mensuram, por isso muitos desencontros entre nós, seres humanos, tão frágeis, tão complexos, tão fortes... por isso MJ, talvez, em minha pobre filosofia, tenha se perdido e tenha tentado se encontrar sem sucesso. Talvez, por isso mesmo, seu talento musical, a arte de inovar na dança e dominar um palco como poucos tenha se tornado uma espécie de bandeira a encobrir dores e sentimentos. Seus feitos em prol de minorias necessitadas ficam de exemplo para os que podem ajudar mais e nunca o fazem e para os que criticam aqueles que ajudam: não fez mais que obrigação!
Nunca fui dessas que teve um ídolo que me fizesse arrancar os cabelos da cabeça, gritar enlouquecida em meio à multidão e todo tipo de fanatismo que se nota entre várias pessoas. Admito que gosto das músicas e da irreverência com que Michael Jackson se apresentava, cheguei até a usar um de seus clipes "Earth Song" numa de minhas aulas de estágio de Inglês.
Por entre noticiários e outros programas de TV pude notar o mito em que se tornou o referido cantor, e deixando especulações de todo tipo à parte, pude sentir a tristeza junto da família (tão cheia de defeitos como todas as nossas!) e todo sentimento compartilhado pelos amigos. Ali não havia apenas o sentimento de ausência de uma voz de sucesso que se cala diante do microfone e dos holofotes, havia muito mais, havia o choro dos filhos, dos irmãos, das amizades, que bem ou mal, viveram uma história juntos, muito diferente da relação fã e ídolo, compreende? Ídolos vão e vêm, os substituímos, trocamos por novos e, mesmo sofrendo agora, amanhã a vida prossegue porque essa relação se mantém no consumo dos DVDs, dos CDs e de toda coisa que se possa apalpar para matar a saudade. Não discuto aqui o amor dos fãs, é inegável que eles o tornaram no ícone mundial da música pop, refiro-me neste ponto à proximidade, à vivência. Pai, irmão, amigo: era o outro lado ofuscado pelo talento musical e pelas excentricidades de MJ, apesar de toda controvérsia que foi sua vida nos últimos anos, deixa atrás de si essa impressão. Era gente! Não tão somente ídolo afinal! Eis porque o texto que segue abaixo inspirou essa breve reflexão.
Bom final de semana e Sucesso!

Sucesso e Sucesso

Os seres humanos, de modo geral, estão sempre muito preocupados em alcançar o sucesso.
O mundo convencionou que sucesso é o triunfo nos negócios, nas profissões, nas posições sociais, com destaque da personalidade, aplausos e honrarias.
Causam impacto as pessoas que desfilam no carro do poder. Despertam inveja a juventude elegante, a beleza física, os jogos do prazer imediato.
Produzem emoções fortes as conquistas dos lugares de relevo e projeção na política, na sociedade.
Inspiram mágoas aqueles que parecem triunfar na glória e êxito terrestres...
Esse sucesso, porém, é de efêmera duração.
Todos passam pelo rio do tempo e transformam-se.
Risos se convertem em lágrimas...
Primazias cedem lugar ao abandono...
Bajulações são substituídas pelo desprezo...
Beleza e juventude são alteradas pelos sinais da dor, do desgaste e do envelhecimento.
O indivíduo que luta pela projeção exterior, sofre solidão, vazio, frustrações e tédio. Aquele tido pela sociedade como uma pessoa de sucesso não é, necessariamente, uma pessoa feliz.
Todavia, muitos perseguem esse sucesso com sofreguidão, e para mantê-lo desgastam-se emocionalmente, inspiram ódios, guerras surdas ou declaradas, acumulam desgostos.
Entretanto, há outro sucesso efetivo e duradouro que os homens têm esquecido: é a vitória sobre si mesmo e sobre as paixões primitivas.
Dessa conquista ninguém toma conhecimento. Mas a pessoa que a busca, sente-se vencedora por dominar-se a si mesma, alterando o temperamento, as emoções degradantes, e sente a paz disso decorrente.
O indivíduo que experimenta o sucesso interno torna-se gentil, afável, irradiando bondade, e conquista em profundidade, aqueles que dele se acercam.
Quando, no entanto, é externo esse triunfo, a pessoa torna-se ruidosa, impondo preocupação para manter o status, chamar a atenção, atrair os refletores da fama.
O sucesso sobre si mesmo acentua a harmonia e aumenta a alegria do ser, que se candidata a contribuir em favor do grupo social mais equilibrado e feliz, levando o indivíduo a doar-se.
O sucesso de Júlio César, conquistador do mundo, entrando em Roma em carro dourado e sob aplausos da multidão, não o isentou do punhal de Brutus nas escadarias do senado.
O sucesso de Nero, suas conquistas e vilezas, não o impediram da morte infamante a que se entregou desesperado.
O sucesso de Hitler, em batalhas cruéis nos campos da Europa e da África, não alterou a sua covardia moral, que o conduziu ao suicídio vergonhoso.
O sucesso, porém, de Gandhi, -lo enfrentar a morte proferindo o nome de Deus.
O sucesso de Pasteur auxiliou-o a aceitar a tuberculose com serenidade.
O sucesso dos mártires, dos cientistas e pensadores, dos artistas e cidadãos que amaram, ofereceu-lhes resistência para suportarem as afrontas e crueldades com espírito de abnegação, de coragem e de fé.
Sem que nos alienemos do mundo, ou abandonemos a luta do convívio social, busquemos o sucesso - a vida correta, os valores de manutenção do lar e da família, o brilho da inteligência, da arte e do amor - e descobriremos que, nesse afã, teremos tempo e motivo para o outro sucesso, o de natureza interior


Fonte da imagem: Google

Fonte do texto: www.momento.com.br

sexta-feira, 19 de junho de 2009

REFLEXÃO - Quem mexeu no meu queijo?

Em outras postagens estive a considerar e refletir pontos que *"mexem em nossos queijos" vida afora. A quem queira reler ou ler pela primeira vez, basta clicar aqui, ali ou acolá. Tais posts tanto independem um do outro quanto criam, em algum momento, um ponto de intersecção entre si, mais ou menos como a medicina, que tanto pode ver o paciente como um todo (clínica geral), quanto tratá-lo por áreas específicas (especialidades). Simples e complexo assim!(rs)

O título em questão já deve ser velho conhecido de muitos. Não estou aqui para fazer críticas nem elogios ao livro, pois, o mesmo já foi bastante divulgado, nem sou apta para tanto, sou apenas alguém que gosta das parábolas, troco ideias a respeito e reformulo continuamente a opinião primeira, aliás, quem já não leu o mesmo livro ou assistiu ao mesmo filme algumas vezes em tempos diferentes e não os viu com novos olhos? Em especial, leitura e releitura abarcam essa mudança, esse novo olhar, por isso, o mundo das letras é mais forte que o pulsar do coração, ele resiste às muitas intempéries, daí alguns escritores serem citados e lidos, receberem homenagens, ainda que póstumas, através dos tempos (não estou a falar do título em questão, veja lá, hein!).

Nos dias de hoje é bastante comum a busca da autoajuda, por quê? Penso que a simplicidade foi invadida pela complexidade do mundo moderno (tudo tão fácil e tão acessível, tão descartável...), assim, nos lamentamos muito mais, nos deprimimos muito mais, nos estressamos muito mais... e você, certamente, já parou para pensar nisso, não é? Já leu autoajuda também? kkkkkk! Rio junto contigo porque eu assumo, já li e leio coisas assim, leio outras também, mas, há os que repudiam tal escolha no mundo da literatura (tão farta de ótimos e memoráveis livros). Bem, cada qual com seu cada qual. Ler não é o problema, ficar dependente como se fosse remédio tarja preta é que acredito ser, então, não me incomodo. Posso queimar neurônios lendo textos científicos, quanto ler divertidamente um bom gibi infantil e, ainda assim, tirar proveito de ambos para a vida, entende?

Caramba! Você vai dizer já, já: quanta justificativa e divagação? Onde chegaremos?

Aí é que está: Onde se quer chegar? Que objetivos traça para viver melhor? Quanto questionamento é preciso fazer e refazer para alcançar o que se quer? Quer alcançar algum objetivo, pra começo de conversa?

Temos o velho hábito de apenas reclamar quando tudo vai mal, de reclamar quando as coisas mudam (estava tudo tão bom do jeito que estava!), de declinar os verbos da dificuldade antes dos verbos da perseverança, afinal, parece ser bem mais fácil assim, pois, enfrentar novos desafios despertam o medo e quem não teme? Ainda bem que as pessoas são bem diferentes umas das outras, que nem todas são pessimistas ao extremo (haveria suicídio em massa, cruzes!), em contrapartida, nem todas são otimistas ao extremo também (haveria "cegueira" geral diante dos problemas, aff!). Um misto disso e daquilo, ponderando prós e contras, reafirmando o que é bom, desprezando o que é ruim, encontrando saídas para o *labirinto são coisas a considerar sempre diante dos desafios desta vida.

Então, espero que todos possamos procurar por *queijo novo e encontrá-lo, apesar das dificuldades, que não fiquemos parados chorando pelo *queijo que se foi, afinal, você é um homem ou um rato?

Uma boa sexta-feira!


*os termos marcados pertencem ao título em questão e podem ser apreciados resumidamente em vídeo do Youtube.


Fonte da imagem: Google

Bibliografia do Livro: SPENCER, Johnson. Quem mexeu no meu queijo?
Título original norte-americano WHO MOVED MY CHEESE?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Tertúlia Virtual - Que lugar te faz sentir em casa?

Que lugar te faz sentir em casa?
Parece óbvio para muitos, porém, nem sempre a casa é o "home sweet home" das pessoas, infelizmente. Não é o meu caso. Adoro meu canto, meu aconchego, meu lar! As coisas acontecem por aqui, não preciso sair para encontrar novidades, as recebo de várias formas: rádio, TV, Internet, telefone, etc. A tecnologia tem um bocado de culpa nisso, percebe? Não é preciso ir muito longe para saber das coisas, até se compra e se vende pela Internet, se namora e se casa! Nesses quesitos ainda sou um pouco pé atrás, mas, sabemos que isso vem mudando o comportamento da humanidade. E como!
Julgue-me piegas porque prefiro assistir a um bom filme (ou até um desenho) ao lado de meus queridos a ter que me aprontar para passear num shopping. Ah! Se prefiro! Ainda mais nesse friozinho! Ficar em casa, sem se preocupar com as horas marcadas para o trabalho, para a escola do filho ou com o horário que o comércio abre ou fecha é maravilhoso, não é?
Agora ria o quanto quiser, pois, o apelido que a família adotou para designar indivíduo frequentemente avesso às saídas de casa é "cozido(a)", vulgarmente (e carinhosamente) nos chamamos "cuzidos"...(rs). E ninguém se ofende, afinal, assumimos esta postura há muito tempo, aliás, devo dizer que, meu marido e eu, já quando namorávamos, por conta dos horários de trabalho e dos cursos, ter um momento relax em casa era tudo que queríamos. Eventualmente um cinema, um teatro, um concerto. Amigos e familiares convidavam para sair, que nada! Aí o apelidinho foi pegando mesmo...
Acredito que, mesmo em casa, há um lugar, em especial, que as pessoas devam eleger como o preferido delas. Eu deixo a cozinha e a lavanderia para quem quiser! Porém, o lado da cabeceira da cama, com alguns de meus livros e a escrivaninha do micro onde procuro aproveitar ao máximo meu curto e precioso tempo de leitura e escrita, são meu mundinho particular. É onde as horas voam, traiçoeiras, impiedosas, tornando-me sua escrava; entretanto, é também onde realizo e extravaso ideias, sonhos, inconformismos. Chego a pensar que esse mundo a que me refiro é meu bem, meu mal, donde provém coisas boas e ruins porque nele me perco e me encontro, aprendo e erro, faço e me refaço. Eis-me aqui! Presa à tela do micro e perdida em pensamentos, aperfeiçoando o rascunho da Tertúlia Virtual de hoje, compondo, recompondo, escrevendo, corrigindo, digitando, rindo e me divertindo! Contudo, ao longe ouço a máquina de lavar indicando que já é hora de esvaziá-la, que dilema! Não lamento nada disso, uma casa tem dessas coisas também.
Só posso dizer que faço o melhor por mim e pelos meus. Já devo ter dito que sou muito "família", que os defendo até que me provem o contrário ou o tempo o faça (já tive decepções e quem não as tem?), por isso, a casa é meu recôndito, só não pense que vivo na pasmaceira, oh, não! Sempre que é possível reunimos a turminha para um churrasco - e olha que nem carne vermelha eu como (rs), aproveito para fazer saladas das mais variadas, nesse aspecto a cozinha me atrai: é estranho dizer que cozinhar é terapia? Lavar pilhas de louça é que seria, não? E devo dizer que o point da família, tanto minha quanto de meu marido é aqui! Por quê? Oras, porque cultivamos esse lar, tal qual se cultiva um jardim, porque queremos que ele seja, de fato, um lugar sempre agradável, para quem nele vive e para quem nos visita.
Tem um pequeno canteiro ao qual resolvi dedicar parte de meu tempo, juntamente com meu filho. Criança adora coisas assim: mexemos na terra, a adubamos, semeamos e estamos a regá-la, aguardando que as flores cresçam. Já apontaram várias plantinhas, tão lindas e delicadas. Será que somos bons jardineiros? Veremos. O importante é que não deixemos o canteiro sem a atenção devida. Do mesmo modo é preciso cuidar do lugar que nos faz sentir em casa, não importa qual seja.
E, assim, pretendo encerrar dizendo que a casa não precisa ser uma mansão, carissimamente decorada (se puder, por que não?), acima de tudo, nós não moramos numa casa, essa feita de paredes frias, de tábuas velhas ou de qualquer outro material que o tempo se incumbe de desgastar e até levar ao chão, ela é quem deve morar na gente, já que somos os responsáveis por tornar o mundo a nossa volta o melhor lugar para se viver, a começar por aqui, seja onde estiver.
Fonte da imagem: Google

sexta-feira, 5 de junho de 2009

REFLEXÃO - Aprenda com as crianças

Vamos apreciar a natureza mais de perto?
Tudo bem se não mora próximo de áreas florestais ou parques verdejantes, que não haja muito verde em seu quintal, talvez more em apartamento, tenha menos ainda da natureza ao seu redor (ou não - tem gente que consegue fazer mágica em pequenos espaços, sabia?). Há pessoas que curtem animais de estimação e apreciam o convívio com eles e tem outras que amam as crianças. Não importa se plantas, animais, crianças e tudo que proveio de UM SER DIVINO, é preciso estar, de algum modo, em contato com ELE através da sua SÁBIA NATUREZA.
Não se viverá feliz por completo se não houver a contemplação da mesma!
Vagueando meus pensamentos por esse caminho encontrei outro maravilhoso texto do site Momento direcionado para uma aprendizagem riquíssima com as crianças. Muita gente esquece de que um dia foi, sufocando a ingenuidade e a alegria, tornando-se um adulto sisudo e cinzento. E, se de fato tornou-se, se está a ponto de tornar-se, há tempo para refletir e deixar aquela criança sair e gargalhar de coisa pouca! Esforcemo-nos por aprender mais com elas, afinal, Jesus já dizia: Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham. (São Mateus 19,14)

APRENDA COM AS CRIANÇAS

Os adultos desejam ensinar tudo às crianças. Quando elas iniciam a balbuciar, não se cansam de repetir as palavras, a fim de que elas aprendam a falar de forma correta.
Nós lhes ensinamos o alfabeto, os números, as cores. Mergulhamos com elas nos livros, auxiliando-as a descobrir as maravilhas do macro e do microcosmo.
Somos os mais experientes porque já vivemos alguns anos a mais do que elas.
Contudo, existem lições de sabedoria que essas criaturinhas nos ensinam, todos os dias.
Quando uma criança se machuca, não importa se é um pequeno ou grande machucado, ela logo chora e procura o colo da mãe. Chorando, ela informa que está doendo, que aquilo a está incomodando muito.
Buscando o colo da mãe, ela deseja ser acarinhada, confortada, auxiliada.
Lição para o adulto (realce meu): você não precisa suportar a dor sem chorar. E procure alguém em quem você confia para ajudá-lo.
Pode ser um amor precioso, ou um amigo, um irmão. Enfim, alguém que lhe dê a mão.
Quando uma criança cai de um brinquedo e quebra o braço, nem por isso deixa de, ainda com o braço engessado, subir no mesmo brinquedo.
Deseja provar que é capaz, que consegue, que vai vencer.
Ensina, desta forma, que não se deve desistir porque o negócio não deu certo ou porque foi reprovado em teste de seleção em uma empresa.
O importante é não se deixar abater e continuar a tentar, até conseguir.
Quando uma criança está com sono, ela se aconchega, fecha os olhinhos e dorme.
Se o coelhinho perdeu uma orelha ou o carrinho quebrou, assim mesmo ela dorme. E no sono, se permite sonhar.
Sonha com lugares lindos, bolas coloridas, muitos brinquedos, sorvete, brincadeiras e amigos.
Nova lição para o adulto (realce meu): se seu corpo assinala que está na hora de dormir, atenda-o. Recolha-se ao leito e descanse. Depois, você recomeçará as tarefas, e muito melhor.
Não se permita a insônia por causa de coisas materiais. Se os índices da bolsa oscilaram, ou se sua conta não apresenta tantos dígitos, durma mesmo assim.
Seu corpo precisa recuperar as energias pelo repouso. Depois, você retornará às lutas, ao trabalho, às melhores decisões.
Quando uma criança brinca, ela se permite entrar em seu mundo de faz-de-conta e mergulha por inteiro.
Ela fantasia, fala com seus bichinhos e bonecos, cria histórias, sonha de olhos abertos.
Ela é o homem que voa, o dono de uma grande fazenda cheia de animais, o astronauta a caminho do infinito. Não há limites para a sua imaginação. E isso a satisfaz, a faz feliz.

Com isso, diz ao homem que ele nunca deve deixar de sonhar e de perseguir os seus sonhos. Que deve se concentrar em seus desejos e perseverar.
Tudo é possível àquele que trabalha, prossegue, não desiste.
A criança é alguém que nos diz, todos os dias, que é bom viver, que o mundo é belo e que não há limites para a mente humana.
Ela nos afirma, com seu jeito de ser, que podemos sonhar, sem perder a esperança;
Que podemos sofrer reveses, sem cair no desânimo;
Que podemos preservar a saúde, mesmo que adversidades nos envolvam.
Enfim, ela nos ensina que a esperança deve brilhar sempre em nossos olhos.
Isto porque depois deste dia, o sol despertará o amanhã e tudo terá o brilho do novo, do não conquistado, da alegria ainda não fruída.
UM ÓTIMO FINAL DE SEMANA PARA VOCÊ E UM MUNDO MELHOR PARA TODOS NÓS! BUSQUEMOS A RESPOSTA NA SIMPLICIDADE DOS PEQUENOS, POIS, ADULTO TEM MESMO MANIA DE COMPLICAR!
Fonte do texto: Site Momento
Fonte das imagens: Google

sexta-feira, 29 de maio de 2009

REFLEXÃO - Prof.Marins


Cá estou e após um momento particular de reflexão para esta sexta-feira, encontrei algo muito bom e, coincidência ou não, complementa a postagem anterior.

Prof. Marins é alguém que conheci através de meu marido e logo gostei do modo como aponta falhas e soluções práticas para as pessoas no mundo do trabalho e até na vida pessoal delas através de seus textos. Depois disso, também o encontrei na Rede Vida no programa Motivação & Sucesso e, num de seus muitos textos semanais que deram origem ao título do programa citado, algo importante chamou-me a atenção: sabemos muito criticar e apontar erros (dos outros). Humildade é virtude que nem sempre consideramos e, muitas vezes, quem é assim pode ser rotulado de "bobo" porque não tem a "esperteza" para viver no mundo cão.

Leia seguindo o link :Criticar é fácil. Difícil é mudar nosso comportamento (15 de abril de 2007) - por Prof. Marins.

Não caiamos no exagero narcisista nem nos entreguemos às afirmações do "espelho, espelho meu..."

Excelente sexta-feira e um fim de semana melhor ainda para você!



Fonte das imagens: 1ª - Obra Narciso de Caravaggio;
2ª - Madrasta da Branca de Neve (Google)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Tertúlia Virtual - 10 anos numa ilha

Fuga da realidade ou desvio para a vida?

Querido diário, querida caneta... (serão queridos, não mais que as pessoas que amo, contudo, registrarão parte desse “episódio surreal”, devo admitir! – desta nova vida que escolhi e elas aceitaram comigo viver, apesar de muita relutância no começo. Pudera! Nada muito convencional sugerir tal coisa nos dias de hoje, concordam?).
Meu filho deixar o vídeo game e o computador, seus brinquedos e esquecer das poucas amizades que fizera? Mas, pensa que ele chorou ter que deixar a rotina escolar por esse tempo? Quer aprender com as aventuras junto de nós, disse-me: “agora vamos viver de verdade!”. A partir de agora seremos também seus professores, sei que um dia ele não pensará mais desse jeito, pois, quando se é criança a vida é novidade sem fim, ater-se às regras sociais e aprender sobre povos e culturas parece bobagem no início. Vantajoso no sentido de que haverá tempo de sobra para ensiná-lo e brincar sempre que ele quiser, afinal, na civilização moderna não havia tempo para nada disso, somente para o trabalho remunerado e para o trabalho doméstico. Aqui não teremos o primeiro deles e quanto ao segundo, bem, esse ainda existirá, mas com novos ares (novos mesmo! Ainda bem que a poluição das cidades não atinge área tão arborizada!).
Com os dias, meses e anos relatarei as mudanças dessa escolha radical. Sei que, por ora, é uma sensação de liberdade, tal qual criança que aprende a andar e sai em disparada, sem saber aonde chegar, contudo, o sorriso no rosto mostra que o esforço pode valer a pena.
Cá estamos: meu marido, meu filho e eu. Uma aventura que jamais ousaria imaginar, tanto menos, chegar a esse destino. Logo eu que sou avessa ao sol e à praia? Porém, adoro a flora, e, nessa remota ilha há muito dela por aqui, já vislumbrei várias espécies de árvores e plantas nativas, uma nascente que deságua em pequena cascata ali adiante! Lindo cenário!Ah! Que falta fará minha câmera digital, contudo, deixarei incógnitas nestas breves palavras,e quem quiser, que o imagine ao seu bel prazer.
Feche os olhos e esteja aqui e agora... não há fotografia que consiga revelar cada detalhe dessa sensação, portanto, inútil seria tê-la trazido!
Espero não ter que lidar com a fauna de modo direto, com essa não me relaciono de modo algum, quiçá observar alguma espécie de pássaro, bem no alto de uma árvore ou algum peixe colorido nas límpidas águas que banham esse lugar!
O quinto e último objeto deixei por livre escolha de meu marido, afinal, abriu mão de uma vida “estável” para desbravar um mundo novo comigo. Sabe o que foi? Sua caixa de ferramentas. Bem coisa de homem mesmo, não se desgruda dela, tantos apetrechos ali que nem sei para que servem, contudo, acredito que neste lugar, mais do que em qualquer outro, terá sua serventia, sem dúvidas.
Foi tão difícil decidir por estas coisas (caneta, diário e caixa de ferramentas), entretanto, nada difícil escolher as pessoas, sobre estas nem pestanejei!
Ao final deste primeiro dia, sentei-me entre meus dois amores e vimos, pela primeira vez, o pôr-do-sol, assim, sem pressa nenhuma, sem horários a cumprir. Ficamos ali juntos, apenas observando o espetáculo da natureza, o sol beijando as águas do oceano pacífico e foi algo extraordinariamente fantástico!
Pensei comigo e não poderia deixar de relatar (daí a extrema necessidade de papel e caneta à mão): por que, apesar da evolução da humanidade, ainda perdemos coisas dessa magnitude? Por que é tão complicado estarmos mais tempo com nossos entes? Por que as obrigações do dia a dia nos “sugam” as forças e nos mantêm seus escravos? Fizemos bem em “fugir” delas ou as encontraremos por aqui também? Só o tempo dirá... E, acredito, não serão necessários 10 anos para descobrir tal coisa, em muito pouco tempo saberemos o quão eficaz foi tal decisão, mas, até que descubramos isso, de fato, apreciarei a vida na sua simplicidade ao lado de quem amo, sem fazer grandes planos, sem intentar grandes projetos, sem preocupar-me com “o que pensarão de mim?”, sem expectativas para o amanhã, somente apreciando o hoje, assim, embasbacada, pura e simplesmente.
Este texto faz parte da Tertúlia Virtual e, embora a solicitação fosse para "nomear as 5 coisas" a fim de viver 10 anos numa ilha, aproveitei o ensejo e, como de costume toda sexta-feira, desenvolvi a reflexão.
Excelente final de semana para você e para quem você ama!
Procuremos levar o essencial, mesmo que pareça difícil encontrá-lo!
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sexta-feira, 17 de abril de 2009

REFLEXÃO - A tartaruga tagarela

Mais uma sexta-feira, um comecinho do final de semana que promete passeios, encontros, descanso, lazer, enfim, tudo de bom! Quero dizer, se pudermos nos mostrar sociáveis, adeptos da boa diplomacia mesmo quando aquele parente ou amigo aparece de supetão na hora do rango - detalhe: bem no dia em que só tinha macarrão instantâneo!(rs). A respeito disso tenho postado alguns textos que despertam (ou deveriam) em nós alguma mudança ou apenas o reforço do que já fazemos de positivo.
Tenho percebido que após uma certa idade nos tornamos mais "donos de nosso narizes" do tipo "eu sou mais eu!" e isto nem sempre significa possuir toda sabedoria do mundo, implica numa autossuficiência, por vezes, erigida sobre o fino gelo de algumas deficiências. E, sem delongas, espero que aprecie a reflexão que incide no provérbio "falar é prata, calar é ouro!"


A Tartaruga Tagarela

Era uma vez uma tartaruga que vivia num lago com dois patos, muito seus amigos. Ela adorava a companhia deles e conversava até cansar. A tartaruga gostava muito de falar. Tinha sempre algo a dizer e gostava de se ouvir dizendo qualquer coisa.
Passaram muitos anos nessa feliz convivência, mas uma longa seca acabou por esvaziar o lago. Os dois patos viram que não podiam continuar morando ali e resolveram voar para outra região mais úmida. E foram dizer adeus à tartaruga.
- Oh, não, não me deixem! Suplicou a tartaruga. - Levem-me com vocês, senão eu morro!
- Mas você não sabe voar! - disseram os patos. - Como é que vamos levá-la?
- Levem-me com vocês! Eu quero ir com vocês! - gritava a tartaruga.
Os patos ficaram com tanta pena que, por fim, tiveram uma ideia.
- Pensamos num jeito que deve dar certo - disseram - se você conseguir ficar quieta um longo tempo. Cada um de nós vai morder uma das pontas de uma vara e você morde no meio. Assim, podemos voar bem alto, levando você conosco. Mas cuidado: lembre-se de não falar! Se abrir a boca, estará perdida.
A tartaruga prometeu não dizer palavra, nem mexer a boca; estava agradecidíssima! Os patos trouxeram uma vara curta bem forte e morderam as pontas; a tartaruga abocanhou bem firme no meio. Então os patos alçaram voo, suavemente, e foram-se embora levando a silenciosa carga.
Quando passaram por cima das árvores, a tartaruga quis dizer: "Como estamos alto!" Mas lembrou-se de ficar quieta.
Quando passaram pelo campanário da igreja, ela quis perguntar: "O que é aquilo que brilha tanto?" Mas lembrou-se a tempo de ficar calada.
Quando passaram sobre a praça da aldeia, as pessoas olharam para cima, muito espantadas.
- Olhem os patos carregando uma tartaruga! - gritavam. E todos correram para ver.
A tartaruga bem quis dizer: "E o que é que vocês tem com isso?"; mas não disse nada. Ela escutou as pessoas dizendo:
- Não é engraçado? Não é esquisito? Olhem! Vejam!
E começou a ficar zangada; mas ficou de boca fechada. Depois, as pessoas começaram a rir:
- Vocês já viram coisa mais ridícula? - zombavam.
E aí a tartaruga não aguentou mais. Abriu a boca e gritou:
- Fiquem quietos, seus bobalhões...!
Mas, antes que terminasse, já estava caída no chão. E acabou-se a tartaruga tagarela.
Moral da história: Há momentos na vida que é melhor ficar de boca fechada.

Fonte do texto:Otimismo em Rede
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sexta-feira, 13 de março de 2009

REFLEXÃO - Drauzio Varella

Novamente sexta-feira, novamente "oooooobaaa!". E, para dar um "up" no nosso final de semana (que já começou), proponho sempre uma leitura reflexiva e, com ela, espero melhorar gestos e pequenas atitudes diárias, assim, tão simples. Procurar pela "porta do lado" não significa fraqueza ou mesmo "idiotice" em ceder. Nossa convivência já é difícil por si só, por que complicá-la, por que turrar? Sou daquelas que dou um boi para não entrar na briga e uma boiada para não sair, mas, se puder prezar pela harmonia, tanto melhor! É um exercício que devemos aperfeiçoar sempre: tolerância. (repito: TOLERÂNCIA, não impulsividade!).
TENHAMOS UM ÓTIMO FINAL DE SEMANA!

"A PORTA DO LADO" por Drauzio Varella

Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente. É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia. Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá errado para eles? Dá aos montes.Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença. O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail,um pedido de desculpas, um deixar barato.
Eu ando deixando de graça, para ser sincero.
Vinte e quatro horas têm sido pouco para tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem, pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a "porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato. Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão porque parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.
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