Mostrando postagens com marcador Internet. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Internet. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Blogar é…

Ler poemas, histórias (reais, imaginárias ou um misto de ambas) e fatos marcantes do cenário local, do país e do mundo…Informação: informa, forma, ação!

Expor frases, poemas ou citações com os devidos créditos, respeitando assim a obra de outros, lembrando que tudo pode ser lido, nem tudo pode ser copiado…Não esqueça de ler as letras miúdas do contrato! 

Produzir os  próprios textos…Cabeça e coração fazem do blog a sua cara!

Submeter-se à avaliação alheia…Não se deixe intimidar!

Comentar os posts dos amigos ou de quem simplesmente visitamos… Foi bom lê-lo! Gostei!

Trocar ideias com quem se identifica, descobrindo e pensando novas coisas…"Uma andorinha só não faz verão!" 

Rir e se emocionar com o que encontramos produzido pelos blogueiros…Humana natureza!

Perder-se navegando por vários posts e, curiosamente, encontrar-se neles…Estamos no labirinto ou ele está em nós?

Apesar de parecer complicado, podemos fazer parte…Onde você se enquadra? Arrisque-se! Descubra-se!

Para mim Blogar é isso e a cada dia descubro que pode ser muito mais. E para você? O que “blogar é”? 

Este texto partiu da pergunta feita pela Vanessa do Fio de Ariadne: “Por que você tem um blog?”.

Fonte das Imagens: Stock Photo

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

VIveR As LETRAS!

Quantos textos cruzam a tua vida?

Imagem Stock Photo

Não leio tudo o que gostaria, todavia, quando leio algo que atrai minha atenção procuro aprofundar, um pouco que seja, detalhar ou descrever para mim mesma como se fosse um quebra-cabeças, as peças têm que se encaixar em algum lugar e de algum jeito, caso contrário, perde a graça; ao menos é assim que vejo o hábito da leitura atualmente, não posso dizer que o fizesse deste modo na adolescência, tudo era muito mecânico (a velha decoreba!) e, talvez por isso, aliada à divisão do tempo entre família, trabalho e casa, não leia mais do que deseje hoje. Aproveito muito do que absorvo e abstraio nas leituras pela Internet, em especial pela blogosfera, isso é coisa que jamais imaginei fazer no passado, pois, as bibliotecas eram o meu único reduto de pesquisa e estudos, e não lamento por isso, pelo contrário, acredito que são locais onde a energia é outra, consequentemente, a leitura também, é muito diferente folhear livros e procurá-los pelas prateleiras – tem um gostinho diferente se comparado ao ato solitário diante da tela, sem o colorido das capas e os cheiros das páginas, aquele clima de leitura e descobertas por si é desafiador, sem a boa e prática ajudinha do Google!

Embora muitos pensem que somente matemática, química ou física “queime neurônios”, enganam-se! Ler é uma espécie de equação. Estranho, não? A mim não parece tanto, principalmente depois de refletir o hábito da leitura nos meus anos de estudo e vê-lo através das pessoas, no dia a dia, em contato com o mundo. Meu marido (cursou matemática, pois, o homem dos números! Avesso às letras – e minha recíproca é verdadeira! Contudo, trocamos sacrifícios na direção oposta também…rs) veio com uma curiosa indagação por conta de um e-mail no qual é discutida a questão do analfabetismo e não fiquei tão surpresa quando ele disse “serem qualificados como analfabetos aqueles que não interpretam textos”, diferente de uns 50 anos atrás em que o analfabeto seria alguém que tão somente não conseguisse “fazer um Ó com o fundo da garrafa” (minha mãe deixou-me por herança alguns bons e velhos ditados!).

Algumas manias particulares de leitura fundem-se também às da escrita, acredito que seja um movimento semelhante ao "na Natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma" (Lavoisier) porque ao utilizar recursos de pesquisa como dicionário e gramática, inclusive a Internet, além da fonte inesgotável de ideias (e prazer!) feito os livros, descubro que o impulso em ler isto ou aquilo não vem por si só (do nada!), vem atrelado a alguma necessidade ou gosto específicos, se não há nenhum interesse em ler é provável o fracasso no escrever e não estou discutindo “estilo”. Quem já não se deparou com bilhetes ou cartazes mal escritos, em que fora necessário um esclarecimento pessoal para se entender o conteúdo? Provável terem sido obras de leitores com déficit na sua alfabetização. Também tenho lacunas no aprendizado ao longo da vida, entretanto, sou da opinião que nunca é tarde para melhorar ou mesmo para começar! Quem não se encanta com histórias de conquistas por pessoas idosas? Alguns dirão que é bobagem um senil formar-se na faculdade ou recomeçar a vida após os 60 (quando muitos esperam que apenas se aposente e, silenciosamente, fique na cadeirinha de balanço sob o sol da varanda!), eu discordo e apóio os que queiram se aventurar. Tive um amigo na faculdade com seus mais de 40 anos, grande ser humano e que, apesar das dificuldades, superou e caminhou com os mais jovens, orgulhei-me em trabalhar com ele nos estudos em grupo.

Ler não é só decodificar caracteres automaticamente, ler exige mais, contudo, retribui os sacrifícios em forma de encantamento e aprendizado contínuos. Procuro ler no silêncio, barulhos tumultuam minhas ideias (e como é difícil obter silêncio com o matraquinha do meu filho! Missão praticamente impossível!), não é à toa que reduzi muito a leitura de livros do começo ao fim nesses últimos anos, tenho lido capítulos, páginas… ainda assim são leituras proveitosas, enriquecedoras. Leio para ele também, volto às raízes da infância e desejo que esse interesse natural da criança pelas histórias perdure em sua vida.

Além do silêncio, do aprofundamento, das pesquisas de apoio ao texto (dicionário, gramática), uma nova mania se fez nesta leitora, advindo do blog: linkar. Muitos já utilizam o termo como parte da rotina da rede, porém, antes de saber com exatidão e usá-lo tanto nos últimos meses, ouvia professores “linkando um texto ao outro”, “linkando parágrafos, frases, orações…” que nos serviam de exemplo nas aulas e, compreendendo que linkar era o mesmo que ligar uma coisa à outra, não fazia ideia de que na prática esse hábito me levaria a diversas leituras, o que muito tem contribuído por aqui (na vida real e na virtual!).

Este texto faz parte da blogagem mensal do “Vou de Coletivo!” sendo o tema do mês de outubro "Hábitos de leitura: quais são as suas manias na hora de ler?"

sexta-feira, 26 de junho de 2009

REFLEXÃO - Eita mundo muderno!


Fico pasma quando paro e penso na quantidade de informações que esse novo mundo conseguiu acumular virtualmente e que só tende a aumentar. A Internet revolucionou, globalizou e também isolou. Não é um contrassenso dizê-lo? Acredito que não, logo mais entenderá o que quero alcançar com essa reflexão hoje. E olha que eu fui conhecê-la de perto quando já era bem grandinha, muito depois de ter feito curso de datilografia em máquina mecânica, sonhando que poderia usar a máquina elétrica um dia...ô coitada! Aposentaram-nas. Levaram-nas para museus, talvez para algum lugarejo distante dessa realidade virtual. Tão diferente de meu filho que teve acesso a esse cibermundo desde muito pequeno, a mãozinha em pouco tempo dominou o teclado e o mouse, que loucura!
Tenho estado pouco por aqui, não ausente, mas pouco.
Dia desses, numa longa troca de e-mails (Olha que maravilha esse instrumento! Contacto quem quero e DIG(it)O tudo que quero, se assim desejar e tiver o acolhimento do meu destinatário, lógico!) meu contacto dizia estar um pouco ausente também da blogosfera, que se sente em débito com os demais, que sente saudade de seu cantinho construído com tanta dedicação e carinho. Há alguns anos esse tipo de conversa não existiria, entende? Posso chamar de conversa quando não se ouve a voz do outro? Quando não se observa gestos, pausas na fala, a respiração, o tato? Claro que posso! No entanto, em nível textual apenas, os dados sensoriais não nos chegam em anexo, ainda que existam recursos tentando supri-los, especialmente nos chats, em que o texto também é a ponte que conecta o outro, criaram os emoticons, inseriram a webcam e recursos de voz, na tentativa de aquecer a frieza das máquinas. E, assistindo a programas, devo ressaltar, bons programas de televisão, numa mesma semana percebi a questão suscitada sob diferentes aspectos, todos com a preocupação final: Aonde chegaremos? Quais os perigos que nossas crianças podem encontrar no espaço virtual? Sabemos lidar com as novidades? Tanta informação é bem aproveitada? Se temos tudo isso a favor do nosso bem-estar, por que não temos tempo suficiente para nós mesmos e para os outros? As queixas de estresse, insatisfação e depressão só aumentam, às vezes sinto que as pessoas estão vivendo uma epidemia desses quadros, mais do que dengue e gripe A(H1N1), sem falar na obesidade que partiu do processo de sedentarismo (tela, teclado, mouse, bolachinha, refrigerante, horas a fio no micro...) e do processo de raciocínio (tudo pronto?), diga-se de passagem, o discutidíssimo uso do Ctrl+C e do Ctrl+V entre alunos e até professores. Tento encontrar em meio a essa "facilidade digital" algo a que me proponho toda sexta-feira: REFLETIR! Sim, tento não deixar as conexões neurais bitoladas, embora esse mundo nos seduza enormemente e transpareça um certo fim em si mesmo.
Voltando às trocas de e-mails, sem contudo, mudar de alhos para bugalhos, eu poderia encontrar a pessoa tête-à-tête, olho no olho, talvez pelo telefone, mas, telefone era objeto de luxo e usado em casos muito necessários, enfim, não daria para dizer mais que meia dúzia de palavras, não adiantaria nesse caso. Hoje em dia, praticamente todas as crianças já têm ou querem muito ter um celular cheio de recursos, é até sugestão de presente para o Papai Noel! (A propósito: elas ainda acreditam nele?). Caramba! Eu conquistei meu primeiro agora porque foi presente do Dia dos Namorados! Nem havia pedido, ainda não senti a necessidade do talzinho nem sou do tipo que fica de orelha pregada ao telefone, o atendo demais no trabalho, em casa quero descanso dele! Mas, confesso, estou gostando de fuçar aqui, enviar mensagem de texto ali, descobrir as funções (o manual veio bonitinho, um catatau!) e tive paciência pra lê-lo? Está aí uma coisa que me enfada ler!kkkk! Talvez o use para desvendar alguma função mais complicada, contudo, estou satisfeita com o que aprendi até agora, aliás, tem celular que faz de um tudo e a função primeira que seria "ligar" ou "receber ligações" é a menos utilizada pela pessoa - muitas vezes está fora de área, sem crédito! Seria mais um contrassenso dos tempos modernos?
Uma antítese todo esse assunto, concorda? E devo dizer que ela permeia nossa vida continuamente. Justifico meu distanciamento do blog nesse ponto. Não é revolta, nem tristeza, nada disso! Adoro esse espaço, gostaria de dedicar-lhe mais tempo, estive a dizer quando esse pequeno completou seu primeiro mês que era um tanto exigente, ainda é! E eu? Sou a mesma pessoa ao longo dos anos? Você é? A essência deve ser, todavia, essa mudança frenética tem afetado até nossas essências. Lembre-se do seu antes e do seu agora. Toda essa tecnologia, esse volume de informações armazenados em bytes (perdoem-me os técnicos em informática e os adiantados nesse assunto, é algo que não aprofundei e nem intento demais!), esses aparelhos que estão se reduzindo, afinando, diminuindo de tamanho e contendo muito mais recursos... preenchem realmente todas as lacunas vazias?
Entenda bem, não estou contra a tecnologia e o emprego dela, se fosse assim, eu não estaria levantando tais pontos num blog! Talvez o fizesse por outros meios, não é? Só estou a compartilhar a preocupação, ao que noto, não é exclusivamente minha, uma vez que, por vários programas coletei e observei os fundamentos dessa questão infindável, através dos livros de apoio e orientação na tarefa de ser melhor mãe, também pelos blogs que acompanho e, sempre que posso estou a ler e a comentar, tenho visto assuntos acerca do vasto tema, muito bem costurados, por isso, hoje decidi juntar-me a essa colcha de retalhos! E mais do que colorida e diversificada, ela possa aquecer ideias e sentimentos reais, no convívio dos nossos!
Fonte das imagens: Google