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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Paz e Bem!

Duas palavrinhas curtas que quero deixar como reflexão para época tão especial do ano e, com certeza, não porque nos lambuzamos de chocolate, bombons e trufas deliciosas (isso também pode trazer paz e fazer bem, eventualmente), no entanto, a paz e bem que quero abordar no post hoje são as que um grande e poderoso Rei, digno de toda glória e majestade, deixou de lição na pele de um simples homem, capaz de vivenciar todas as angústias e dores dos seus súditos, só assim poderia nos conhecer profundamente a ponto de perdoar os erros mais terríveis que o ser humano é capaz de cometer, mesmo após ouvir, ver, viver e experienciar tantos milagres! Sim, somos incrédulos e frágeis! Típico de quem teme chegar perto de tamanha grandeza, pois, o que esperar de alguém extremamente benevolente? Aliás, existe ou existiu pessoa assim num mundo corroído pela maldade? Seria possível Deus enviar o próprio Filho Amado porque ainda nos quer bem? Teríamos algum crédito para com o Criador diante das atrocidades que vivenciamos dia após dia? Perguntas cheias de dúvidas que se calaram no caminho do calvário, que deveriam ter apenas morrido na cruz e ressuscitadas plenas de uma única certeza: “Ele nos amou até a morte e nos trouxe vida nova ao ultrapassá-la!”, contudo, ainda assim, diante de toda trajetória de vida terrena em nosso favor, duvidamos que Jesus tenha misericórdia de nossos pecados. Duvidamos que um homem, mesmo sendo o próprio Deus, possa olhar com amor para qualquer ser decadente, corrompido pelo mundo e suas vaidades, duvidamos que Ele tenha desejado duas coisas para cada um: paz e bem.

Só isso? Poderão perguntar alguns. Entretanto digo: Tudo isso! Tudo isso que faz a diferença e que transforma a vida radicalmente. Já pensou estar em paz e estar bem? Em superar as dificuldades deste mundo, por maiores que se apresentem, só porque temos a segurança dessa paz e desse bem que nos foram garantidos por Aquele que é o Alfa e Ômega?

Pensemos…

Desejo que a Semana Santa seja, de fato, abençoada e frutifique em nossos corações muita paz e muito bem!

Tenhamos nessa Páscoa uma postura corajosa, a exemplo Daquele que mesmo temendo o cálice não o afastou de si, pelo contrário, orou para que a vontade de Deus prevalecesse acima da sua, ainda que fosse a do seu próprio Filho!

" Meu Pai, tudo vos é possível: afastai este cálice de mim. Não se faça, porém, a minha vontade, mas a vossa." Fonte da imagem: Google

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Foi a gota d’água?

Já passou por isso?

Num belo dia, ou, certamente, num dos piores da sua vida, você estoura, extravasa com gritos e lágrimas, talvez faça um pouco menos de estardalhaço, não importa, sente que a pressão externa atingiu em cheio sua cota de paciência e de boa vontade com seus semelhantes e nada mais é possível fazer para ignorar totalmente aquele fato ou um amontoado de elementos que se ligam direta ou indiretamente ao mesmo. Pode ter sido uma única frase, um gesto ou qualquer outra coisa menos significante, não há o que nos recupere daquele momento que acostumamos chamar de “gota d’água”, não é mesmo?

E o que faz essa pequena gota nos tirar do eixo completamente, a ponto de termos que recorrer às terapias alternativas da medicina, nos agarrarmos a nossas doutrinas religiosas ou a melhor amizade antes que enlouqueçamos de verdade? Por que esse tipo de coisa acontece conosco?

Será pura falta de paciência com nosso próximo ou realmente os que nos rodeiam perderam a sensibilidade e nem se importam mais em notar o quanto precisamos de palavras menos ásperas ou de gestos menos egoístas? Qual é a dificuldade nisso tudo? Por que o ser humano não pode dizer coisas mais gentis um ao outro ao invés de simplesmente contrariar e irritar, como se quisesse, de fato, “alfinetar” por motivos nem sempre claros e evidentes? E mais, há os que dão de ombros, ignoram totalmente o que você pensa, faz ou sente. Que há de errado com as boas palavras, essas que fazem o outro se sentir melhor, mesmo que ele não esteja precisando? Que há de errado com o sentimento de superação das próprias vaidades, do doar-se, apenas se colocando no lugar daquela pessoa?

O problema, no final, não é a gotinha, pobre gota! Leva toda a fama ruim por ter sido a última da fila e, neste caso, os últimos serão os primeiros a receber a paga! O erro dessa gotinha tão insignificante foi se colocar junto das outras tantas, das inúmeras que foram se acomodando no recipiente quando já não havia mais nenhum espaço, concorda?

Muitas vezes a culpa também é nossa em deixar o recipiente transbordar, deveríamos fazer um controle da água que cai e do recipiente que a comporta, ou, pelo contrário, deixando de comportar só mais uma única “gota d’água” tudo parece ser muito maior do que é, então, nos damos conta de que todo estresse e tristeza do momento não foram provenientes apenas daquela gota e lá vêm arrependimentos, remorsos…

Volto, pois, à pergunta que intitulou o post: “Foi a gota d’água”? Teríamos mais controle sobre a vida se pudéssemos evitar uma gota dessas ou ela é realmente necessária em muitas ocasiões? Essa gota sobreviveu escondida e estancada em nós mesmos ou foi lançada de fora para dentro do nosso recipiente sem que a quiséssemos ali?

Sei que não se pode viver tranquilamente esperando que a última gotinha caia para só depois resolvermos o que poderíamos ter feito. Penso que é preferível se antecipar e adequar o tamanho do recipiente ao passo em que a água começa a vazar da torneira, ou, melhor seria se eliminássemos a torneira, porém, sem água não é possível viver!

Evitar ou não a gota d'água: Eis a questão!

Fonte da imagem: Google

sábado, 22 de janeiro de 2011

Balanço e saldão!

Que saudade da blogosfera! Não só de escrever não, de visitar meus blogs favoritos e comentá-los, infelizmente, o tempo anda curto demais, contudo, ainda hei de fazer surpresas, disso não duvido, basta esperar e confiar!

Por ora, prefiro registrar para a posteridade o que consegui com o Viraletras nos seus (quase) dois anos de existência. Creio que os que têm seus blogs o fazem da mesma forma, se não através de posts, provavelmente de outras maneiras, mas, o importante é que esse balanço seja feito e tenha, ao final, um saldo positivo!

Em 2009 escrevi muito, participei de várias blogagens coletivas e eventos, queria conhecer mais a vida e a experiência dos que blogam, sob meu ponto de vista, deixei torrentes estancadas de sentimentos e pensamentos tomarem conta do espaço, fluíram até sem rumo algumas vezes, em outras fui surpreendida pelo modo como me permiti escrever e como blogueiros absorviam o teor daqueles posts, fiquei feliz e aliviada, pois, naquele ano ainda pesavam a perda e o luto com a morte de minha mãe e essa, em especial, tenha sido a mola propulsora. Entretanto, escrever faz parte dessa blogueira desde a infância, brincar com as palavras usando de alguns recursos que a aprendizagem na faculdade me proporcionou, deixar de lado as mesmas regras e dar outros significados aos textos, enfim, tudo isso fez e continuará a fazer a diferença, continuarei amadurecendo em cada parágrafo que escrevo porque sei que nunca um é igual ao outro, embora o estilo seja delineado de alguma maneira, as mesmas palavras em um contexto específico ganham formas e significados variados, eis aí a beleza dessa arte, concorda?

Ano passado escrevi bem menos, praticamente um terço em relação a 2009 e não lamento por isso, precisei tirar o pé do acelerador e foi conscientemente. Mesmo assim, não deixei que a qualidade de meus posts também se reduzissem, pelo contrário, sempre prezo pelo melhor que ofereço, não gosto das coisas feitas ao léu. O positivo de 2010 é que me senti uma blogueira mais independente, resultado das experiências do meu primeiro ano na blogosfera, com certeza!

Não fiz grandes planos para o Viraletras em 2011, exceto o de que quero continuar escrevendo e aprendendo, lendo e comentando sempre que possível meus blogs favoritos, despertando mais a leitura e a escrita em minha vida pessoal porque é um dos hábitos que alimenta minh’alma, aliás, de 2010 pra cá tenho me empenhado em ler os muitos livros que adquiri, acho até que exagerei, porém, costumo dizer para não me colocar de frente para as prateleiras cheias de títulos que enlouqueço!(rs).

Concluindo, no geral, meu saldo está mais para credor porque tenho pautado a vida no sentido de encontrar a paz e dela colher seus frutos, pois, não importa o que fazemos, se isto não conforta, não alegra, não satisfaz, então, não valerá a pena insistirmos neste caminho.

Façamos sempre um balanço, não só dos nossos blogs, mas, de nossa vida pessoal, da carreira profissional e de tantas outras vertentes, ao contrário do que se pensa muitas vezes, teremos mais crédito do que débito. De resto, é possível (e até necessário!) mudar sempre e tudo começa assim: o que tenho, o que devo e o que excede para doar!

Na matemática da vida é preciso muito mais que uma calculadora! É preciso cabeça e coração! Fonte da imagem: Google

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS PARA A BLOGOSFERA!

Natal…

Ano Novo…

Troca de presentes…

Comemoração em família…

Lembranças da infância…

Amigos secretos e indiscretos…

Excesso de felicidade para uns…

Um pouco de nostalgia para outros…

Momentos de paz e reconciliação, de oração!

Discrepâncias no comer, no beber, no festejar…

Final de ano é tempo de fazer uma faxina das boas…

Para receber os parentes e amigos em casa, porém…

Mais que isso! É tempo de preparar nosso interior…

E receber o MAIOR E MELHOR PRESENTE DE TODOS!

Aquele que é a própria Árvore da Vida, com raiz Divinal!

Trouxe-nos:

Paz

Amor

Saúde

Alegrias

E muito mais!

Eis que podemos depositar aos pés dessa imensa Árvore um ótimo presente, algo especial feito só por mim, por você, diferente de todos os outros porque terá a nossa própria marca, um presente que não se encontra em nenhum ponto comercial, por mais que procuremos, está bem aqui, dentro de nós, ora pulsando normalmente, ora acelerado, ora bradirritmado… Mas, tenhamos o carinho de preenchê-lo com os melhores sentimentos, de fazê-lo tão manso e humilde como o próprio coração Daquele que jamais deixou essa Árvore secar, pelo contrário, apesar das adversidades do mundo, foi capaz de frutificar muito e continua a dar de bom grado a quem queira, em todo Natal, em todo Ano Vindouro!

"Meu coração é Teu, desde sempre!""Meu coração é Teu, desde sempre!""Meu coração é Teu, desde sempre!""Meu coração é Teu, desde sempre!"    "Meu coração é Teu, desde sempre!""Meu coração é Teu, desde sempre!" "Meu coração é Teu, desde sempre!"    "Meu coração é Teu, desde sempre!""Meu coração é Teu, desde sempre!"

Fonte das imagens: Google

P.S.: E o seu? Também estará entre esses?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

PAZ Conciliadora!

Falar de paz parece-me algo tão complicado, especialmente quando o mundo está cada segundo mais e mais carente desse sentimento.

“Sentimento”? Será que se todas as pessoas sentissem a paz dentro de si as coisas estariam do jeito que estão ou do jeito que já foram quando estouraram guerras mundiais?

Sentir paz garante que tenhamos paz? Por muitas vezes estive em paz, porém, do lado de fora não havia nenhuma. Por quê? Penso que a falta de paz do outro acabava invadindo a minha calmaria e bagunçava com tudo! De quem seria a culpa? Dele porque me incomodava com seu desassossego ou minha porque me fechava em concha para o resto do mundo? Estaria eu vivendo um tipo de paz egoísta, então? Ou o outro estaria desprovido de algo que ele nem sequer desejaria sentir?

Trabalho diariamente com muitas pessoas, algumas nunca vi na vida, outras vejo toda santa hora e noto que a sensação de paz aparece sempre nas mesmas pessoas enquanto em outras a paz é inexistente, pelo contrário, travam batalhas e até verdadeiras guerras contra si e, lógico, contra os que estão à volta. Parece que sentir ou ter paz está relacionado com nossa disposição diante da vida, isto é, se eu me prontifico a ser “da paz”, provavelmente, minhas atitudes refletirão isso e não digo que ser “da paz” signifique ser “mosca morta”, hein! Nada disso! Talvez por essa razão muita gente menospreze quem seja conciliador, quem busque a paz em si e a transmita aos demais como o fez Mahatma Ghandi (1869-1948), por exemplo, que mesmo não tendo se valido de armas nem de atos violentos, conseguia apoio e adesão nas suas lutas, por isso lutar também não precisa, necessariamente, ser um ato de rebeldia, não precisa estar atrelado a nenhum tipo de arma que fira fisicamente outras pessoas, e muito menos, não precisa de armas psicológicas, que coagem, que humilham e deturpam a dignidade, em certas ocasiões ferem mais que um tapa!

A paz conciliadora que propus é aquela que precisa ao menos de dois lados para que, de fato, reine harmonia em mim, em ti, em nós.

Jesus, o Filho de Deus, alguém que experimentou e viveu neste mundo sabia o que estava dizendo aos apóstolos:“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!(Jo 14,27).”

A paz que nos é dada pelo mundo está muito aquém da paz que Cristo estava deixando, por isso muitos procuram por esta última como quem busca um tesouro no fim do arco-íris, afinal, já devem ter experimentado a paz do mundo que não lhes satisfez plenamente.

Desejo que cada ser humano experimente a paz que não se abala com o barulho lá de fora, que não se fecha em si mesma, ao contrário, está voltada 360° para o próximo porque só assim a Paz Conciliadora pode sobreviver.

Este texto faz parte do Blog Blast for Peace promovido por Mimi Lenox.

“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!(Jo 14,27).”