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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Ué! Cadê você? Vou citá-lo de qualquer jeito...

Sabe de uma coisa? Acho melhor sair da frente desse micro e deitar na minha caminha confortável…

Deixa eu espreguiçar os braços, meu ombro direito está me matando, as dores nas costas nem digo…eu já devia ter me deitado há mais de duas horas e ainda estou aqui procurando algo que nem sei direito o que é. Tem razão alguém que disse para navegar na Internet, mas, não se afogar nela… devo estar me afogando desse jeito, melhor dormir agora mesmo porque meus olhos pesaram, meu raciocínio ficou mais lento e já nem sei o que os dedos estão digitando, estão meio automatizados…teclado e mouse, mouse e teclado… o cérebro organiza algumas ideias vagas e lá se vão os dedos executando, porventura, se os olhos não gostarem do que leram, lá se vão os dedos novamente deletando, digitando, incansáveis operários… só eu é que não aguento mais, preciso do descanso…

Aahhh! Nossa, que bocejo! Quase engulo o monitor desse jeito…kkkk! Ainda tenho algum reflexo para rir…ahhhhhh! Isso tá piorando…num disse? Já tô escrevendo do jeito que falo, cortando sílabas…ai, ai...

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Que isso? Caramba! Devo ter “pescado”…

Jô, vai dormir, vai! Olha o estrago, caindo com a cara no teclado! Que horror! É quase doentio ficar pregada assim sem arredar o pé (e o resto do corpo!) dessa cadeira.

Calma! Já saio… só queria terminar o raciocínio sobre o tema do Vou de Coletivo, sempre perco algumas boas coisas pelo caminho e depois fico tentando reavivar a memória e nada! Isso me irrita! As ideias bem podiam pular do cérebro para a tela sem ter que organizá-las uma a uma, não acha? Saírem prontinhas, que tal?

Uau! Seria uma revolução, mas, que graça teria depois disso? Não é o pensar e o criar que impulsionam nossa inteligência? Seria tudo muito simples e nós sabemos quão complexa é a raça humana. Se se vive entediado tendo tanto para pensar e ordenar, sem ter o que pensar então…discordo dessa ideia! Melhor deixar do jeito que está.

Espera aí! Que estranho… pensei que estivesse dormindo, mas, vejo que estou bem alerta e quem é que está conversando comigo? Eu sei que tem alguém falando, não enlouqueci, pelo menos até onde sei… Pensei que coisas assim só acontecessem em filme ou novela! Vejo que já terminei meu texto, nem lembro de que jeito fiz isso… será que prestou? Nem reli…

É eu sei! Se você contar vão rir da tua cara! Melhor ficar quietinha e guardar em segredo… Eu posso rir porque muita gente leva esse susto quando converso com elas, algumas enlouqueceram depois disso…kkkk! Espero que não seja o seu caso… Ah! Eu dei uma ajudinha no texto também.

Que engraçadinho, hein! Tem um senso de humor até em horas assim? Estou aqui procurando lógica no que está acontecendo e você só faz piorar?

Principalmente nessas horas, oras! Vocês é que vivem estressadinhos por aí, por aqui eu me divirto muito, percorro muitos caminhos e ideias, vejo gente de todas as raças e culturas e, sempre que elas concordam em aprender algo novo, entro em cena e apareço! Nem sempre do jeito que apareci aqui hoje, isso, na verdade, é raríssimo, dê-se por privilegiada, hein! Hehe!

Hehe pra você também!

Ui, que mau humor! Eu tentando ajudar e você nem agradece? Quanta ingratidão! Pois fique sabendo que este texto só saiu graças a minha imensa colaboração, viu? Acho melhor eu me mandar, já vi que não sou bem-vindo.

Desculpe! Sabe, tem razão… essa ingratidão não é do meu feitio, só entenda que ainda estou confusa, tudo que é desconhecido causa uma certa estranheza, não causa?

Tá, tá… vou relevar só desta vez, aliás, todos têm esse momento quando se encontram comigo, já estava em tempo de ter me acostumado… olha só, faz horas que eu estou zanzando pra lá e pra cá, agora é minha vez de dizer que preciso descansar. Gostei de você… é bacana! Que tal um novo encontro? Temos coisas em comum, sei que estou para visitar outras pessoas, inclusive, tenho uma lista interminável pendente, mas, posso dar uma escapadinha e aparecer de repente, que acha?

De acordo. E a propósito, obrigada por ter me ajudado a escrever, achei que não fosse terminar com tanto sono, aliás, qual nome devo citar na fonte do texto?

Amor, acorda! Vai se atrasar para o trabalho! O despertador ficou roxo de tanto tocar!

Hã?? Como assim? O que estou fazendo aqui na cama?

Eu te trouxe pra cá depois que caiu com a cara no teclado. Olha, salvei lá o seu texto do jeito que estava, depois você vê que bicho deu… na última linha tinha um amontoado de letras e números. Amor, isso nunca aconteceu antes, é para se preocupar com esse vício do blog, já falei! Não me importo que goste, mas, não exagera!

Tá bom… só preciso ver com meus próprios olhos! Tenho certeza que o texto estava terminado.

Aí, não falei? Lá vai ela de novo…

starry night - Van GoghObra “ A Noite Estrelada” de Vincent van Gogh 1889

Fonte do texto: Jô e participação especial de quem mesmo? Alguém aí pode me ajudar a descobrir?

O texto faz parte do projeto Vou de coletivo! do Murilo Hildebrand de Abreu e neste mês o tema é: Dormir aqui e amanhecer em outro lugar.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

REFLEXÃO - 1º DE MAIO

Veja só! Logo hoje, feriadão do Dia do Trabalho, não tive tempo para postar minha reflexão antes desta sexta-feira quase acabar? Por quê?
Bem, quem pensou nisso, acertou em cheio...kkkkk! Não acredita? É verdade, felizmente... Por que "felizmente"? Ah! Simplesmente porque fui feita à imagem do Todo Poderoso e Ele, certamente, não se queixa, apenas, Trabalha!E olha que a humanidade dá trabalho, hein!
E sobre o tema trabalho há muito o que se discutir: leis, carga horária, salários, primeiro emprego, desemprego, abonos, vales, capacitação, direitos e deveres, etc., etc., etc.
Pensando nisso, circulei pelo site Momento onde encontrei e postei um texto belíssimo da sexta-feira Santa e hoje, novamente, apresento outro texto retirado de lá, uma vez que o mesmo representa uma parte importantíssima desse universo do Trabalho: a Alegria. Sim, deve haver alegria no trabalho, caso contrário, o muito do tempo que dedicamos a ele terá sido em vão. Às vezes soa até hipócrita dizer tal coisa, principalmente naquelas horas em que dá vontade sair correndo e pedir demissão! Entretanto, devemos encontrar algo que nos faça bem, por mais controverso e difícil que pareça nesse sentido. Todos queremos fazer algo que gostamos, que nos preencha... mas, mesmo aquilo de que se gosta, se nos é dado em excesso, enjoa, concorda?
Desejo que o final de semana seja ALEGRE para você, especialmente, para quem procura...

Trabalhar com alegria

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados uns dos outros.
Eles estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições.
Todos que viviam ali trabalhavam na roça do senhor João, dono de muitas terras, que exigia trabalho duro, pagando muito pouco por isso.
Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo apelido era Zé alegria. Era um jovem agricultor em busca de trabalho.
Foi admitido e recebeu, como todos, uma velha casa onde iria morar enquanto trabalhasse ali.
O jovem, vendo aquela casa suja e abandonada, resolveu dar-lhe vida nova.
Cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores alegres e brilhantes, além de plantar flores no jardim e nos vasos.
Aquela casa limpa e arrumada destacava-se das demais e chamava a atenção de todos que por ali passavam.
Ele sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, por isso tinha o apelido de Zé alegria.
Os outros trabalhadores lhe perguntavam: como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos?
O jovem olhou para os amigos e disse: bem, este trabalho hoje é tudo que eu tenho.
Ao invés de blasfemar e reclamar, prefiro agradecer por ele. Quando aceitei trabalhar aqui, sabia das condições.
Não é justo que agora que estou aqui, fique reclamando. Farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer.
Os outros, que acreditavam ser vítimas das circunstâncias, abandonados pelo destino, o olhavam admirados e comentavam entre si: “como ele pode pensar assim?”
O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção do fazendeiro, que passou a observá-lo à distância.
Um dia o sr. João pensou: “alguém que cuida com tanto carinho da casa que emprestei, cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda.”
“Ele é o único aqui que pensa como eu. Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda.”
Num final de tarde, foi até a casa do rapaz e, após tomar um café bem fresquinho, ofereceu ao jovem o cargo de administrador da fazenda.
O rapaz aceitou prontamente.
Seus amigos agricultores novamente foram lhe perguntar:
“O que faz algumas pessoas serem bem sucedidas e outras não?”
A resposta do jovem veio logo: “em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito e o principal é que: não somos vítimas do destino. Existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. E isso depende de cada um.”
Pense nisso!
Toda pessoa é capaz de efetuar mudanças significativas no mundo que a cerca.
Mas, o que geralmente ocorre é que, ao invés de agir, jogamos a responsabilidade da nossa desdita sobre os ombros alheios.
Sempre encontramos alguém a quem culpar pela nossa infelicidade, esquecidos de que ela só depende de nós mesmos.
Para encobrir sua indolência, muitos jogam a culpa no governo, nos empresários, nos políticos, na sociedade como um todo, esquecidos de que quem elege os governantes são as pessoas; que quem gera empregos são os empresários, e que a sociedade é composta pelos cidadãos.
Assim sendo, cada um tem a sua parcela de responsabilidade na formação da situação que nos rodeia.
E para ser feliz, basta dar ao seu mundo um colorido especial, como o personagem desta história que, mesmo numa situação aparentemente deprimente para os demais, soube fazer do seu mundo uma realidade bem diferente.
E conforme ele mesmo falou: existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca.
Pensemos nisso!

Fonte do texto: Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir de conto de autoria de Eliane de Araujoh, extraído do livro Histórias para sua Criança Interior, ed. Roca.
Fonte das imagens: Google

domingo, 26 de abril de 2009

ENCONTROS E DESENCONTROS

Amigos da blogosfera, estou em dívida com alguns, pois, nos últimos dias não tive o tempo necessário para comentá-los, aqui e ali consegui ler alguns posts, porém, acredito que todos tenham, em algum momento, essas dificuldades (nem cabe citá-las tão banais parecerão e empobrecerão deveras o blog...rs! Deixarei o mistério no ar!). De qualquer modo, agradeço sempre os que, apesar disso, continuam a ler e comentar meus posts. Fico muito feliz!
E, aproveitando o gancho desses "desencontros" que bem conhecemos pela blogosfera afora, e, principalmente, pela vida toda, venho expor o conto que escrevi com carinho especial para o blog Palavrentas e Escrevedores, proposto no evento realizado ontem, intitulado "Encontros e Desencontros", aliás, foi um exercício ótimo desenferrujar as ideias nesse sentido, pois, quem já me acompanha, sabe bem que adoro escrever, contudo, aqui no blog evito mostrar tanto o que produzo nesse sentido porque não me sinto à vontade para fazê-lo, sabe, aquele medo do ridículo que deixa a gente viver pelas metades, é por aí!(rs). Entretanto, tem vezes que nos propomos a deixar isso de lado e ver no que dá! Então, deu nisso...

Uma chance para amar

Repentinamente, corpos se esbarraram, olhos se cruzaram e pedidos de desculpas foram simultaneamente pronunciados, enquanto mãos, desajeitadas e apressadas, tocavam-se ao retirar do chão toda papelada que havia caído. Até aqui nenhum deles havia chegado tão perto um do outro, embora trabalhassem todos os dias na mesma repartição.
O dia transcorreu aparentemente igual, entretanto, pensamentos e sensações os inquietaram dali por diante. Como poderia um simples esbarrão despertar pessoas tão diferentes? Enquanto ela repetia há meses para si que jamais permitiria ser magoada novamente, ele se abria para cada chance que a vida ameaçava lhe dar.
Poucos dias foram necessários para que eles deixassem a lacuna da indiferença ser preenchida por mais olhares e alguns sorrisos entrecortados pela timidez fugaz. A curiosidade aumentava consideravelmente na proporção em que o tempo passava, a ponto de não conseguirem disfarçar o despretensioso interesse. Que sentimentos alimentavam realmente?
Ele logo decidiu dar o primeiro passo, afinal, havia algo no ar que sinalizava positivamente. Enviou um enorme arranjo de flores campestres e um bilhete que dizia: Quero encontrá-la hoje. Aguardarei ansioso pela conversa. Segue meu e-mail e telefone. Até lá!
A surpresa foi agradabilíssima, que mulher não se lisonjearia? Ela, porém, não se deixou arrebatar mesmo assim. Respondeu que tinha um compromisso importante naquele horário.
Outras tentativas e o encontro ficou adiado. Ele não compreendia o porquê de tamanho distanciamento, apesar dos constantes e, recentemente, mal-disfarçados olhares, não se conformava com as inúmeras desculpas esfarrapadas e a falta de assertividade com que ela o repelia. Ela mortificava os próprios sentimentos.
Entretanto, ao terminarem o expediente, certo dia em que uma chuva torrencial desabava dos céus, ele, desprecavido de um guarda-chuva, aproximou-se a convite dela para chegarem até o ponto onde haviam estacionado. A enorme sombrinha pouco os ajudou debaixo de tanta água, falavam efusivamente sobre aquilo, quando, no instante em que ambos chegaram até o carro dele, houve um silêncio abrupto e, sem mais nenhuma palavra, os sentimentos tornaram-se transparentes, pareciam ter sido lavados pela grossa chuva, um beijo demorado e ardente os desarmou por completo. E, naquele resto de tarde o tempo parou, só havia eles, mais ninguém.
Chamado para trabalhar fora daquele Estado, algo que há algum tempo almejava, Victor decidiu obter uma resposta concreta de Louise, afinal, já não eram apenas amigos como antes, um passo importante poderia ser dado, bastava ela consentir, porém, todo aquele medo que a paralisava fez com que ele resolvesse partir sem resposta. Passaram-se meses de tristeza, o sentimento de frustração dele não destoava muito daquele de arrependimento dela.
Certa ocasião, num desses feriados prolongados, ela o viu de relance, o coração disparou, as mãos ficaram trêmulas e, por um segundo, ousou desvencilhar-se das amarras que mantinham seus sentimentos estancados desde que fora abandonada sem nenhuma explicação à porta da igreja, apenas uma frase ecoava nas suas amargas lembranças: querida, sinto muito, não posso fazer isso! Como assim? O que aconteceu? O que fiz de errado? Pensava ela, enquanto milhares de outras perguntas eclodiam em sua cabeça, e ainda houve, por parte do noivo, um beijo de Judas na despedida daquele fatídico dia.
Agora havia uma centelha de esperança em recuperar sua autoestima, ali estava alguém que fazia enorme diferença em sua vida como nunca pudesse crer que haveria. Ainda atordoada, pôs-se atrás e, sem que pudesse dar novo passo, esteve perplexa ao notar a presença do recém-nascido que uma mulher acabara de reclinar no colo dele. Não havia nada que refutasse a prova cabal do que presenciara. Victor a esquecera e dera continuidade à vida, aliás, nova vida se fez. A culpa era dela, a felicidade era dele.
Voltou à estaca zero, fechou-se novamente e acreditou que não teria alguém com quem compartilhar a velhice, caso chegasse até lá. Seu destino estava desgraçadamente traçado, solidão seria sua companhia eterna.
Já em casa, jogou-se no sofá, acabou-se em lágrimas, sentiu-se ridícula ao imaginar que tanto tempo depois ele manteria intactos em seu coração os poucos e maravilhosos momentos. Pior sentia-se ao lembrar da alegria estampada no rosto dele segurando aquela criança.
A campainha tocou insistentemente. Como Louise não atendesse, um bilhete surgiu pela fresta da porta: Quero encontrá-la hoje. Aguardarei ansioso pela conversa. Segue meu e-mail e telefone. Até lá!
Embora muito confusa, viu reacender ao longe a chama do sentimento que acreditou nunca ter encontrado ou merecido.
Frente a frente, mal-entendidos foram desfeitos, ele pôde entender porque ela o afastava, apesar dos sentimentos à mostra, enquanto Louise soube que o bebê não passava apenas de um sobrinho querido. Puderam conversar horas a fio, sem meias palavras, sem desculpas, sem medo, sem nenhum segredo.
Dali por diante foram inúmeros telefonemas e e-mails. O que pareceu apenas um flerte no início e uma relação fadada ao fracasso por conta da distância, culminou em muitos encontros que compuseram uma história de amor.
Naquele dia, Louise esteve com os nervos à flor da pele, convidara os amigos e sua família esperava ansiosamente pela união promissora do casal. Felizmente, os sinos da igreja anunciaram a alegria de ambos, contrariando todas as expectativas mutiladas pelo passado.
Logo vieram filhos, o tempo passou... Bodas de ouro, bisnetos e uma certeza de que o amor merece uma chance toda vez que houver desencontros pelos caminhos desta vida.

Fonte da imagem: Google