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segunda-feira, 8 de março de 2010

Meu dia, seu dia, nosso dia!

Nascemos mulheres, é fato.

Crescemos envoltas em expectativas básicas de nossos pais, do tipo “sermos felizes para sempre”, além de casarmos e termos filhos futuramente, embora eles saibam o quanto a realidade é adversa aqui fora e como suas “princesinhas” podem se frustrar.

Que pai e mãe, por mais moderninho que seja não quer a filha apaixonada por um bom rapaz, sem vícios e trabalhador, que a proteja na ausência deles; estudada também, por que não? Possivelmente há de trabalhar fora como a maioria das mulheres fazem nos dias de hoje, diferente das nossas avós e bisavós; além disso, casada como manda o figurino e com filhos saudáveis, ou seja, netinhos e/ou netinhas para completar o ciclo. De resto, longe dessas expectativas, nós mesmas traçamos o mapa de nossas vidas e muitas vezes mudamos o curso totalmente, não é? E temos a certeza que, mesmo não seguindo o “manual básico  para meninas”, podemos ser felizes.

Algumas não sabem sequer fritar um ovo; muitas não querem uma vida a dois; poucas querem fazer os votos para uma vida religiosa e, no final, todas desejam o amor, seja pelo próximo nas atividades beneficentes, seja pelo homem dos seus sonhos, seja o da maternidade, não importa porque a mulher tem um coração que tende a falar por ela em muitas circunstâncias e sim, há mulheres que nasceram sem coração também, infelizmente.

Falo por mim, falo por outras iguais a mim e creio que existam centenas, milhares e até milhões de seres que desejam um mundo mais humano, mais digno, por que não dizer até mais feminino? Um mundo cheio de detalhes, não esses da burocracia desmedida; repleto de cores, não somente o rosa ou o azul; mais igualitário e fraterno, não do tipo em que os opostos trocam de lugar apenas e concorrem entre si; mais consciente, ecológico, sustentável, menos inconsequente, ilógico e irresponsável, isto é, um mundo em que caiba você, eu e todos os outros, não só o clube da Luluzinha nem o do Bolinha.

Quero parabenizar os esforços de cada mulher em manter o que é correto no lugar, de se desdobrar e mudar o que é preciso e de dar o máximo e o melhor de si para vivermos num lugar em que possamos sentir o calor humano, aquele do tipo “colinho de mãe” ou mesmo “abraço de pai” porque muita gente não teve a oportunidade do primeiro, sabe?

Como boa madrinha que pretendo ser, não poderia deixar de homenagear a minha mais nova sobrinha e afilhada que nasceu na sexta-feira passada, dia 05/03 e veio engrossar a fileira das mulheres (bonequinha fofa da dinda!rs) e desejar para a mamãe Cris um dia especialíssimo, dizendo mais, quem pôde passar pela maternidade sabe o quanto é importante o sentimento de proteção, de dignidade e de amor que emana de nós.

Sejamos portadoras do belo e do divino aonde quer que tenhamos de ir!

"Considerai os lírios, como crescem; não fiam, nem tecem. Contudo, digo-vos: nem Salomão em toda a sua glória jamais se vestiu como um deles." (São Lucas 12,27)

domingo, 8 de março de 2009

DIA INTERNACIONAL DA MULHER - 08 DE MARÇO

Não levo jeito para ser feminista e não concordo com os extremos, tudo que é extremado corre o sério risco de ser "amado" ou "odiado" por completo, também não estou aqui fazendo o papel do "morno", longe disso! Acredito que como todos nós (homens e mulheres), estou em busca do que é verdadeiro. O que quero dizer é que, embora a verdade seja única, feito prisma ela pode também ser usada de modo a prejudicar proporcionalmente na medida em que ajudar, compreende? Neste ponto lembrei de um texto que há pouco li em Projetos e Ideias, intitulado "Os cegos e o elefante" acerca da verdade, muito interessante e vem a calhar com esse pensamento. Outra coisa, ao sermos homenageadas não devemos nos sentir num pedestal feito mártires ou santas, somos seres de carne e osso, sujeitos ao erro e também ao acertos desta vida, portanto, neste momento devo agradecer aos que estão próximos a mim por proporcionarem felicidade ao meu dia tão especial, pois é, se não fosse meu marido fazer o almoço de hoje e meu filho ceder sua diversão nos joguinhos da net, certamente eu não teria esse tempo precioso para compartilhar essa data. Obrigada meus lindos! Amo vocês!


Deixo duas mensagens que nos homenageiam de modos diferentes: uma que exalta e outra que faz refletir nossa condição atual.









M de ser Mulher

Seus Malabarismos Mágicos Manipulam Marionetes.
Meninas, Mães, Madres, Marquesas e Ministras.
Madalenas ou Marias, Marinas ou Madonas.
Elas são Manhãs e Madrugadas, Mártires e Massacradas.
Mas sempre Maravilhosas, essas Moças Melindrosas.
Mergulham em Mares e Madrepérolas, em Margaridas e Miosótis.
E são Marinheiras, Mineiras, Magnéticas e Magníficas.
Mimam Mascotes, Multiplicam Memórias
e Milhares de Momentos Marcam suas Mudanças.
Momentâneas ou Milenares, Mudas ou Murmurantes,
Multicoloridas ou Monocromáticas, Megalomaníacas ou Modestas,

Musculosas, Maliciosas, Maquiadoras, Maquinistas,
Manicures, Maiores, Menores, Madrastas, Madrinhas,
Manhosas, Maduras, Molecas, Melodiosas, Modernas, Magrinhas.
São Músicas, Misturas, Mármore e Minério.
Merecem Mundos e não Milagres.
Merecem Medalhas. São Monumentos em Movimento.
Esses Milhões de Mulheres Maiúsculas.

Mulher Muitos Mundos a se Misturarem e a Manifestarem o que é Maior.



Fonte de imagens: Google

Poema: autor desconhecido (caso alguém saiba, avise-me, ok?)




Desabafo de uma mulher moderna



São 7h. O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede. Estou tão cansada, não queria ter que trabalhar hoje. Quero ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até.Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas. Aquário? Olhando os peixinhos nadarem. Espaço? Fazendo alongamento. Leite condensado? Brigadeiro...Tudo menos sair da cama, engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.Gostaria de saber quem foi à mentecapta, a matriz das feministas que teve a infeliz idéia de reivindicar direitos à mulher e por que ela fez isso conosco, que nascemos depois dela.Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós, elas passavam o dia a bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando as crianças, freqüentando saraus, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã nem tão pouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço". Que espaço, minha filha?Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, e se exibir para os amigos, que raio de direitos requerer?Agora eles estão aí, todos confusos, não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo foge da cruz.Essa brincadeira de vocês acabou é nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda.Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard do vôlei.Por quê, me digam por quê um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo? Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso. Tava na cara que isso não ia dar certo.Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos, acessórios usar, que perfume combina com meu humor, nem de ter que sair correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas. Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, cheirosas, unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especificações (uuuuufffffffaaaaa!!!!!!!)...Viramos super mulheres, continuamos a ganhar menos do que eles. Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço? Chega, eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela (ai, meu Deus, já são 7:30h, tenho que levantar!), e tem mais, que chegue do trabalho, sente no meu sofá, coloque os pés pra cima e diga "meu bem, me traz um café, por favor?" descobri que nasci para servir.Vocês pensam que eu tô ironizando? Tô falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna... Troco pelo de Amélia, na boa. Alguém se habilita?


Fonte de imagens: Google

Texto de autoria desconhecida (caso alguém saiba, avise-me, ok?)