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sábado, 10 de outubro de 2009

Restart

A pausa acabou e eu estava com saudades da blogosfera, já li algumas coisas a respeito e, de fato, quando nos envolvemos com o hábito de blogar encontramos pessoas e cultivamos um vínculo que torna essa necessidade contínua. Obviamente que cada uma dessas pessoas tem metas específicas para esse hábito, todavia, convergimos todos para um ponto em comum: interação.

Este post veio pela necessidade do meu retorno, mas também porque a ideia surgiu exatamente num desses momentos de interação em resposta ao comentário da Luma, pensei bem e descobri que blogar e pôr a casa em ordem são coisas parecidas. Duvida?

Pude organizar o que precisava, jogar fora o que já não servia mais para ninguém e doar coisas que não serviam mais a mim, entretanto, servirão para outros. E, fazendo uma ponte entre estes elementos: organizar, descartar e doar, é fato que eu me vejo, vira e mexe, fazendo o mesmo no blog (não necessariamente nesta mesma ordem! :D)

A rotina é uma coisa boa porque nos mantém seguros nos trilhos da vida, porém, viver totalmente presos a ela nos impede de elaborar novos pensamentos, tornando as atividades praticamente automatizadas e aí é que a mesmice toma conta do resto. É por isso que uma pausa, eventualmente, é necessária e benéfica para qualquer pessoa.

E, também por sugestão da Cris, dentre os últimos comentários, recordarei os melhores momentos dessa pausa, no melhor e no mais tradicional “minhas férias”…rs.

Não viajei, até gostaria, quem sabe no próximo ano ou em outra ocasião, a vida é cheia de surpresas e isso alivia a tristeza de não ter feito o que quase todos fazem nas férias. Por outro lado, fiz muito mais do que me propus e estou satisfeita, a casa está cheia de pequenas e notáveis mudanças, faz com que eu me sinta renovada, parece loucura (e pode até ser! :S), mas, mudar móveis de lugar, reorganizar prateleiras e gavetas e, sabe aquele espaço que não sabíamos como chamar? (quartinho de brinquedos, quartinho da bagunça, escritório, de tudo um pouco e até provisório/improvisado para visitas, pobres coitadas delas…kkkk! Então, recebeu um nome que, ao meu ver, ficou melhor que o indefinido “quartinho d(e)(a)… ??!” – sala de entretenimento, inclusive, cá estou, entretendo-me com o blog!

Curti a família, descansei, aliás, não quis nem ver noticiários (a gripe H1N1 se foi? A dengue começou? Só na terça-feira é que retorno ao trabalho e aí sim vou me preocupar…) e assisti a filmes bacanas, gosto dos que me causam emoção de algum modo: De porta em porta, O curioso caso de Benjamin Button e Passageiros. Há vários outros que ainda estão na espera e estou ansiosa para vê-los! Serão uma forma de prolongar o gostinho das férias no retorno ao trabalho.

E uma novidade interessante por aqui foi a reativação do nosso pequeno aquário, meu filho sempre nos pede um animalzinho de estimação, eu não sou adepta de nenhum deles, tenho medo e falta de paciência em mantê-los, sei que peixinhos não fazem exatamente a mesma relação, porém, a asma dele não combina com o pelo dos demais e minha rinite alérgica, certamente, também não combinaria, enfim, o fato é que nos afeiçoamos aos pequeninos e ficamos feito bobos os observando nadar de cá pra lá, de lá pra cá… meu filho tratou de batizá-los no mesmo dia, fiquei feliz em vê-lo encontrando o melhor nome para cada um dos seis que lhe demos. Agora é aprofundar conhecimentos em aquariofilia, afinal, precisarão de cuidados como todo ser vivo merece e, falando em cuidados, incomoda-me profundamente quando vejo cães abandonados pelas ruas, além do perigo em se deparar com um animal maltratado, mostra quão descartável ele se torna para muitos de seus donos e essa é uma pergunta que me faço quando meu filho pede um cão, gato ou coelho: qual a real necessidade e função de um bichinho na nossa vida se muitos são tratados feito “coisas”? O ser humano é estranho…

As únicas coisas que me entediaram nesse período foi não estar totalmente livre, pois, meu filho e marido tiveram aulas! Cá estava eu, ao mesmo tempo descansando e me preocupando com horários…aff! Bom, nem tudo é perfeito! Mesmo assim, minhas férias foram ótimas.

E de volta à ativa, pretendo continuar interagindo com o mundo, seja o real, seja o virtual, ambos fazem a vida prosseguir… então, prosseguirei…

caminhos-da-fazenda_1304_1024x768…se possível, encontrando e fazendo novas coisas pelo caminho aparentemente igual.

Fonte da imagem: Site Fotos e Imagens.etc.br

domingo, 26 de abril de 2009

ENCONTROS E DESENCONTROS

Amigos da blogosfera, estou em dívida com alguns, pois, nos últimos dias não tive o tempo necessário para comentá-los, aqui e ali consegui ler alguns posts, porém, acredito que todos tenham, em algum momento, essas dificuldades (nem cabe citá-las tão banais parecerão e empobrecerão deveras o blog...rs! Deixarei o mistério no ar!). De qualquer modo, agradeço sempre os que, apesar disso, continuam a ler e comentar meus posts. Fico muito feliz!
E, aproveitando o gancho desses "desencontros" que bem conhecemos pela blogosfera afora, e, principalmente, pela vida toda, venho expor o conto que escrevi com carinho especial para o blog Palavrentas e Escrevedores, proposto no evento realizado ontem, intitulado "Encontros e Desencontros", aliás, foi um exercício ótimo desenferrujar as ideias nesse sentido, pois, quem já me acompanha, sabe bem que adoro escrever, contudo, aqui no blog evito mostrar tanto o que produzo nesse sentido porque não me sinto à vontade para fazê-lo, sabe, aquele medo do ridículo que deixa a gente viver pelas metades, é por aí!(rs). Entretanto, tem vezes que nos propomos a deixar isso de lado e ver no que dá! Então, deu nisso...

Uma chance para amar

Repentinamente, corpos se esbarraram, olhos se cruzaram e pedidos de desculpas foram simultaneamente pronunciados, enquanto mãos, desajeitadas e apressadas, tocavam-se ao retirar do chão toda papelada que havia caído. Até aqui nenhum deles havia chegado tão perto um do outro, embora trabalhassem todos os dias na mesma repartição.
O dia transcorreu aparentemente igual, entretanto, pensamentos e sensações os inquietaram dali por diante. Como poderia um simples esbarrão despertar pessoas tão diferentes? Enquanto ela repetia há meses para si que jamais permitiria ser magoada novamente, ele se abria para cada chance que a vida ameaçava lhe dar.
Poucos dias foram necessários para que eles deixassem a lacuna da indiferença ser preenchida por mais olhares e alguns sorrisos entrecortados pela timidez fugaz. A curiosidade aumentava consideravelmente na proporção em que o tempo passava, a ponto de não conseguirem disfarçar o despretensioso interesse. Que sentimentos alimentavam realmente?
Ele logo decidiu dar o primeiro passo, afinal, havia algo no ar que sinalizava positivamente. Enviou um enorme arranjo de flores campestres e um bilhete que dizia: Quero encontrá-la hoje. Aguardarei ansioso pela conversa. Segue meu e-mail e telefone. Até lá!
A surpresa foi agradabilíssima, que mulher não se lisonjearia? Ela, porém, não se deixou arrebatar mesmo assim. Respondeu que tinha um compromisso importante naquele horário.
Outras tentativas e o encontro ficou adiado. Ele não compreendia o porquê de tamanho distanciamento, apesar dos constantes e, recentemente, mal-disfarçados olhares, não se conformava com as inúmeras desculpas esfarrapadas e a falta de assertividade com que ela o repelia. Ela mortificava os próprios sentimentos.
Entretanto, ao terminarem o expediente, certo dia em que uma chuva torrencial desabava dos céus, ele, desprecavido de um guarda-chuva, aproximou-se a convite dela para chegarem até o ponto onde haviam estacionado. A enorme sombrinha pouco os ajudou debaixo de tanta água, falavam efusivamente sobre aquilo, quando, no instante em que ambos chegaram até o carro dele, houve um silêncio abrupto e, sem mais nenhuma palavra, os sentimentos tornaram-se transparentes, pareciam ter sido lavados pela grossa chuva, um beijo demorado e ardente os desarmou por completo. E, naquele resto de tarde o tempo parou, só havia eles, mais ninguém.
Chamado para trabalhar fora daquele Estado, algo que há algum tempo almejava, Victor decidiu obter uma resposta concreta de Louise, afinal, já não eram apenas amigos como antes, um passo importante poderia ser dado, bastava ela consentir, porém, todo aquele medo que a paralisava fez com que ele resolvesse partir sem resposta. Passaram-se meses de tristeza, o sentimento de frustração dele não destoava muito daquele de arrependimento dela.
Certa ocasião, num desses feriados prolongados, ela o viu de relance, o coração disparou, as mãos ficaram trêmulas e, por um segundo, ousou desvencilhar-se das amarras que mantinham seus sentimentos estancados desde que fora abandonada sem nenhuma explicação à porta da igreja, apenas uma frase ecoava nas suas amargas lembranças: querida, sinto muito, não posso fazer isso! Como assim? O que aconteceu? O que fiz de errado? Pensava ela, enquanto milhares de outras perguntas eclodiam em sua cabeça, e ainda houve, por parte do noivo, um beijo de Judas na despedida daquele fatídico dia.
Agora havia uma centelha de esperança em recuperar sua autoestima, ali estava alguém que fazia enorme diferença em sua vida como nunca pudesse crer que haveria. Ainda atordoada, pôs-se atrás e, sem que pudesse dar novo passo, esteve perplexa ao notar a presença do recém-nascido que uma mulher acabara de reclinar no colo dele. Não havia nada que refutasse a prova cabal do que presenciara. Victor a esquecera e dera continuidade à vida, aliás, nova vida se fez. A culpa era dela, a felicidade era dele.
Voltou à estaca zero, fechou-se novamente e acreditou que não teria alguém com quem compartilhar a velhice, caso chegasse até lá. Seu destino estava desgraçadamente traçado, solidão seria sua companhia eterna.
Já em casa, jogou-se no sofá, acabou-se em lágrimas, sentiu-se ridícula ao imaginar que tanto tempo depois ele manteria intactos em seu coração os poucos e maravilhosos momentos. Pior sentia-se ao lembrar da alegria estampada no rosto dele segurando aquela criança.
A campainha tocou insistentemente. Como Louise não atendesse, um bilhete surgiu pela fresta da porta: Quero encontrá-la hoje. Aguardarei ansioso pela conversa. Segue meu e-mail e telefone. Até lá!
Embora muito confusa, viu reacender ao longe a chama do sentimento que acreditou nunca ter encontrado ou merecido.
Frente a frente, mal-entendidos foram desfeitos, ele pôde entender porque ela o afastava, apesar dos sentimentos à mostra, enquanto Louise soube que o bebê não passava apenas de um sobrinho querido. Puderam conversar horas a fio, sem meias palavras, sem desculpas, sem medo, sem nenhum segredo.
Dali por diante foram inúmeros telefonemas e e-mails. O que pareceu apenas um flerte no início e uma relação fadada ao fracasso por conta da distância, culminou em muitos encontros que compuseram uma história de amor.
Naquele dia, Louise esteve com os nervos à flor da pele, convidara os amigos e sua família esperava ansiosamente pela união promissora do casal. Felizmente, os sinos da igreja anunciaram a alegria de ambos, contrariando todas as expectativas mutiladas pelo passado.
Logo vieram filhos, o tempo passou... Bodas de ouro, bisnetos e uma certeza de que o amor merece uma chance toda vez que houver desencontros pelos caminhos desta vida.

Fonte da imagem: Google

terça-feira, 17 de março de 2009

JUSTIFICATIVA AOS AMIGOS DA BLOGOSFERA

Queridos amigos da blogosfera,


nestes 17 dias tenho me divertido, me emocionado, me questionado, me indignado e tantos -ados que ficaria monótono citá-los todos. Leio, descubro, seleciono, aprendo... invento, reescrevo, transcrevo, descrevo...vivo!


Uma construção contínua, complicada às vezes, muito simples outras, mas, uma construção, tijolinho por tijolinho. E, se o cronograma não foi bem traçado, olha o atraso à vista! Aconteceu comigo e por isso, numa conversa séria com o arquiteto (rs), colocamos algumas coisas em dia que estávamos deixando a desejar: minhas respostas acerca dos comentários que recebi. Neste ponto tenho a dizer que os li integralmente com grande alegria, um a um, tão logo tive oportunidade de recebê-los, e, ao embrenhar-me blogosfera adentro, me perdia, me perdi? Creio estar me encontrando. Aos que aqui estiveram, se quiserem, vejam que dialoguei novamente, de modo mais direto com cada um dos amigos, em cada comentário deixado, digo "novamente" porque algumas das coisas foram ditas em seus blogs. Aos que continuam e continuarão, agradeço o carinho, àqueles que estão por vir, sejam bem-vindos!
Avante! Mãos à obra!















Fonte das imagens: Google